segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

seguro barra


agá, tê tê pés:
barra, barra
dáblio dáblio dáblio
ponto
O livro dos rostos
ponto
com

agá, tê tê pés:
barra, barra
dáblio dáblio dáblio
ponto
O livro dos mortos
ponto

com




img:http://www.matematica.br/igeom/manual/pt/ex_fractais1.html?lang=pt

sábado, 16 de dezembro de 2017

Davaneios em ctba

Me sirvo como pão.
Me balanço como num circo,
meu caminho é a tangente da seriedade
                Amor, casamento, construção?
                passo ao largo.
Meu lugar é na margem
Mas quando você me olhar
                Eu mudei, já
Não levo nada, nem trago algo
Perco o que tinha, perco a linha
     A mão, a oportun idade, tempo
     Perdi-me na vida, hoje pode chamar-me de tu
Perdi peso, viço, perdi o amor, perdi a vontade.
Não perdi o desejo, não perdi o medo, nem me perdi.

                Seguir-me fará encontrar-te a ti mesmo,
                mas você quererá mudar de calçada.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Transamérica
Transatlântico
Transpacifico
Transhomem
Transmulher
Trans não binário
Trans

Transatlantico
Transformado
Transtrornado
Transpassado

Transpacifico
Transamazônica
Transfo
bia
.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

jogando.



Eu não acertei os números da mega,
mas acertei quantos anos tem o Silvio:
santos e dias que falta pra acabar
o ano,

já acertei quantos pau faz uma canoa
e quantas overdoses teve meu pai:
oito

e os virais que eu compartilhei

será que acertaram o alvo? 

domingo, 27 de agosto de 2017

campiar

Nos escritores sabemos que toda a literatura é só uma nobre desculpa pra vender papel. E roubar tempo. As palavras sinônimas foram criadas pela indústria papeleira e pela de tinta. Porque você precisa de semáforo sinaleira farol e sinal? Apenas uma delas já dava conta da coisa. (seja lá como você queira chama-la) sabemos que uma tal companhia aérea economizou tantos dinheiros quando retirou uma azeitona da salada servida a bordo. Imagine quantos não ganhou a indústria das azeitonas quando insistiu em colocar uma delas no Martine? E pra que? Porque diabos uma azeitona nessa bebida com gosto de lava louças? As palavras nascem e querem viver muito mais tempo do que o necessário. Pare de usar sinônimos elegantes. Aceite o fim de uma palavra como quem aceita o fim do uso de abotoadoras. Abra a sua caixinha de relíquias e deixe esses pequenos tesouros de família ir embora. Eu mesmo confesso que roubei uma palavra de uma tia minha: campiá. Porque ela precisa disso quando “procurar” tem a mesma função. Eu fiquei algum tempo com ela e quando esse “campiá e campiando” surgiam eu a corrigia: “ a senhora quis dizer procurar e procurando, não?” até que ela parou de usar. E antes que você me acuse de preconceito linguístico eu te alerto que ouço melhor o silencio daqueles que realmente não podem falar. E você?

quarta-feira, 15 de março de 2017




aos sete anos fui diagnosticado com a doença da feiura. Mas, ninguém me contou até que eu mesmo descobri aos dezoito anos de idade, quando ninguém queria me beijar. 
ninguém me contou também que o mundo era falso, que as pessoas dizem "abraço" mas não abraçam, que obrigado é mais um cacoete que uma obrigação. Que o amor endurece. De tantas esquinas, uma só me quebrou fazendo-me de pé pra China e cabeça pra baixo. E do amarelo a unica representação do amor.