sábado, 18 de fevereiro de 2017

Moro só:
Sou minha própria mãe agora,
E meu pai
E meus irmãos,
E meus amigos e
Meus ini(migas)
Só não tenho tempo pra ser
Eu
Moro só eu

Vivo só
Quando olhando meu reflexo em mil vitrinas
Eu me vejo só
Só eu me vejo, quando todos me olham...
Eu vivo só comigo-os ( minha voz, minhas mãos, minhas faltas)
(E como faz falta)

Quando não estou só, quero estar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

oh! Deus!

De um lado Nietzsche diz que Deus está morto, de outro o ateísmo afirma que Deus não existe, outros afirmam que ele não interfere porque respeita o livre arbítrio. Sugiro que pensemos em algo que todas essas afirmações tem em comum: Deus não está. Deus está ausente, do mundo ou pelo menos do interior dos homens. Então me vem a musica de Rita Lee “busco nele o que é mais EU que eu mesmo.” de um modo antropológico considero esse deus, buscado pelos homens, como aquela centelha que falta para incendiar o todo e assim completá-lo ou justificá-lo. Obvio que essa busca é eterna e jamais pode se completar, pois essa centelha ou está morta, ou não existe, ou sem ela o humano não é humano.