terça-feira, 4 de outubro de 2016

04-10-16

Beijo - Olho para a foto de Jean Wyllys beijando o Freixo. E apesar de me considerar um sujeito progressista o primeiro pensamento que surge é “iiiii deu ruim” pois tenho certeza que os conservadores irão usa-la contra Freixo. Uma vez que Wyllys não tem capital político pra dar uma jogada dessas. Entretanto, com um pouco mais de cuidado posso perceber que o meu ‘progressismo’ não é tão forte assim, talvez eu esteja pensando como político e não como povo – como deveria. É claro que a foto será usada contra eles, mas também é certo que pode ser à favor dele, à favor dos gays e lésbicas, à favor de quem entende que um beijo não é “pecado”.

Capital – É curioso ver a atitude daqueles que tem o tal do capital político. Obama, por exemplo, deixa-se fotografar em mil situações engraçadinhas, sua mulher dança em programas de auditório, parece o Lula nos tempos áureos. Acho que a máxima de “quer conhecer alguém. Lhe de poder” vale para isso também, quando o sujeito tem poder e capital para grandes mudanças, mas ele não quer grandes mudanças, usa desse capital pra criar uma caricatura de si mesmo.


Esperança – que tolo sou eu, olhando com certa esperança para o RJ quando todo mundo sabe que se a “esperança é a ultima que morre” devemos antes de qualquer coisa assassina-la. É inútil ter qualquer esperança nesses tempos, a política chegou ao limite do que Bacon chama ídolo da tribo, ou seja, a humana condição.  Esperar que algo melhore dessa configuração político-partidária é esperar em vão.  Em outras palavras: nos lutávamos por transparência, agora todas as cartas estão na mesa é obvio e transparente que o baralho é (em essência) adulterado. 

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