terça-feira, 9 de agosto de 2016

carta para R.


Existe uma maneira de descrever o tempo? Seria sufiente eu colocar aqui algumas datas? o ano-novo de 2013, eu você e uma porção de amigos; aquele dia em que te esperei sentando no meio fio do passeio público; aquela marquise perto da sua casa, quando te beijei por tempo suficinte pra saber que tinha me apaixonado, aquele dia na casa do “tio B.” que apesar de tudo acabou mal; o dia da despedida; o dia que conversamos ao telefone e eu, pela primeira vez, briguei feito louco por e com você.
Ou talvez o nosso tempo se conta de antes de nos falarmos ( lembra do Orkut?rs).
Ainda que o tempo, não passe de memórias vãs, palavras que o vento levou, eu gosto de lembrar que um dia elas foram proferidas com verdade. Nunca duvidei de nenhum de seus sentimentos preocupações obsessões, não saberia nem qualificar o tanto sua intensidade me preocupa. Sua coragem supera os continentes e as línguas, sua alegria e sorriso superam minhas (ateias) convicções. E apesar de tudo, de tudo mesmo, se tem algo que eu tenho certeza é que você me receberia... assim mesmo como estou: distante. Se tem algo que me conforta é saber que você está na zero hora dum tempo que nunca para...que não esqueci.