sábado, 30 de julho de 2016

sopraram a vela.



Eu vivia numa antiga aldeia, gerações e gerações ali tinham filhos, casas, comiam.  E desde que eu me vejo por gente, havia Cisto, o maluco. Maluco que acordava cedo, calor ou frio, se é tempo de plantar ou colher. Levanta-se e no meio da praça começa com seus rá, trá, iiiiaaaaaaaa!!!!, é seu “karatê”. Diz ele “ quando Eles vierem, temos que estar preparados, nos vamos lutar com eles aqui mesmo nessa praça... dai você mete um soco assim, depois uma voadora... depois tu finaliza ele assim...” Passa dias se preparando para uma tal invasão nunca explica. E contra “Eles” que ele nunca nominou.   
Quando eles chegaram mataram com um tiro, o primeiro que foi correndo em direção à eles. Era Cisto.

Agora somos escravos deles, eles são nossos ídolos e “cistar” é contar piada. 

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