quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

...2015... Já!




E não é que pisamos no tal do futuro, ou pelo menos o futuro que o filme visualizava, ainda nos faltam carros e skates voadores. Mas, cá estamos olhando os pequenos apocalipses de cada dia com uma dose assustadora de compreensão e relativização. De algum modo nos acostumamos com tanta incompreensão, fanatismo, fobias etc.. ou seja, estamos no futuro.

E: há a esperança de um ano melhor, há os desejos de mudanças no plano pessoal, até a utopia de mudanças sérias rumo ao sucesso. Há uma brisa de felicidade mantendo essa bandeira tremulando. Pois é ano novo.

Já nesses primeiros dias do ano tenho tentado me compreender, saber porquê as coisas que antes eram indispensáveis agora tanto faz. Por que ando com uma lucidez anti artística. E cadê aquela vontade de escrever coisas ao léu?

Talvez seja a falta da bebida, pois tenho bebido menos, ou a falta de saudade, porque deixei de esperar, ou, finalmente, a idade madura.

Se um quadro me representasse agora seria o ultimo quadrinho daquela tirinha de Calvin & Haroldo, onde o tigre insiste ao garoto pra que eles irem brincar, o que o garoto responde que tem realmente que terminar a lição de casa. Então o tigre se transforma realmente num tigre de pelúcia. AH! A vida lúcida chega de surpresa, acaba com a farra da fantasia, com o sabor do imaginado, muda os rumos da conversa e impõe um olhar mais duro sobre o mundo. Se eu pudesse voltava, Ou, se realmente quisesse voltar ao mundo do faz-de-conta eu e Calvin voltavamos.

Porem, vejamos o que pode sair desse poço profundo da realidade maturada. 

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