quarta-feira, 18 de junho de 2014

k. i. xu. va.

A chuva me convida a permanecer em terra firme, em casa. Miseravelmente firme: presa á regras da velha geometria euclidiana com frente e trás, com certos e errados. Eu preso a saudade daqueles tempos vividos, onde não existia errado, inútil. Agora eu sei. Tenho consciência de que o certo e o errado são necessariamente diferentes. Estar preso no certo parece, sob sua própria ótica, o certo a ser feito. Mas o mar da imprecisão, o indefinido do fora-daqui parece tão atraente. È tempo onde nada poderia ser desperdiçado, até mesmo as palavras deveriam, sob sentença de serem desqualificadas, limpas. O exercício do adorno do enfeite era prejudicial. A literatura boa era industrializadamente sintética. E eu só queria sentir a língua quente de Caetano. O mundo tá tão próximo da profilática sala de espera de um consultório medico. Não se pode errar. O tempo não pode ser desperdiçado, até mesmo o jogo deve ser jogado pra ganhar, senão iremos todos  procurar a culpa no Daniel, no goleiro no... até o tempo de ócio tem um propósito (foi Sêneca que disse?) por isso eu me afogo num copo de cerveja, que nele esteja minha solução, vou passar o dia embriagado, ... e dormir com solidão. Chuva de merda.

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