sábado, 28 de junho de 2014

ontem

29-06-13 é sábado. Chove. [...]Eu, tenho em mim, todos os clichês do cinema pornô, e tenho a irmã pobreza ao meu lado pra manter-me na realidade. Sorte de hoje: Jesus está do lado dos evangélicos, pois o tempo está bom. Sorte de todo dia: o tempo é determinado por pressões atmosféricas e quantidade de água nas nuvens, já era assim antes de Jesus, e continuará sendo depois que todos os cristão morrerem, e o nobre (nunca desconfiei que ele fosse nossa face mais nobre) repousar em paz, ao lado de Isis, apolo, tupã... mas, antes disso os seus seguidores irão nos importunar muito, acusando-nos de sermos pecadores. E convidando-nos a sermos como eles, santos, e deixarmos de crer no que sentimos pra crer no que não sentimos e no que não vimos. Hipócritas. A face de Jesus é nossa melhor face, nossa comunhão nossa resistência nos piores momentos. Já a outra face, que ele próprio nos mandou oferecer é de raiva, homofobia, hipocrisia, rompimento com o mundo e com o próximo. Deus e diabo no mesmo ser, eis a face completa. Queria eu poder romper  com esse véu de maia e poder, naõ só ver, mas compreender a razão e a necessidade de um Deus. E o que há entre esse deus oculto e essa natureza tão, tão presente. Natureza alias que não proclama nada. Apenas executa com a mais dura frieza. Queria eu poder ver se há no seio da natureza um deus ou um diabo. Provavelmente ambos. É necessário ter uma alma diosiniaca pra romper com o medo, medo de até pensar nisso. É necessário desprender-se do próprio ser, para pensar nisso. Ninguém pensa nesses termos impunemente. Nisso o nossa nobre deputado (feliciano) tem razão, ninguém chega tão perto do Ser, como John Lennon, impunemente. A natureza dá saltos qualitativos sim, porem ao seu tempo, qualquer um que estiver qualitativamente superior antes do tempo, será morto. Destruído ou se destruira. Tenho pena. Toda esse minha frágil individualidade, carregando um si, uma faísca de universalidade, uma faísca que pode inflamar todo o resto. Pondo a perder esse CPF, esse RG, esse corpo, tudo porque há aqui um desejo de universo, uma vontade sondar por cima do muro da realidade, procurar o real. Serei eu uma espécie de mãe de Dionísio, iludido quero ver Zeus na sua forma divina e por isso mesmo ser destruída? Serei eu o mais novo tolo desse reino de mediocridade, (medíocre sim, mas, meu reino, meu real, preservemo-lo) Não! Não quero! Quero o pão de cada dia, quero o cartão ponto, quero a velhice de dor nas costas e o silêncio sepulcral. Dâ-me, tu que sois capaz de ouvir pensamentos, da-me a felicidade de uma vida comum e vulgar, da-me a paz do mediano. Que o mundo carece de um novo Artoaud não tenho dividas, mas que não seja eu.
Era uma vez um maluco, desses doidos-patrimonio-municipal, que discusava ao vazio numa praça. Todos sabiam que esse mesmo louco era, entre todos os mais sábio. Mas, todos sabiam também que o saber é perigoso e mesmo anti-natural. Por isso o chamavam de louco e riam dele. Antes mesmo que suas palavras lhes atingissem os ouvidos eles, prudentes, devolviam gargalhadas. Era uma vez...
Era uma vez um desses loucos que rompendo a tradição. O modelo prévio, vestiu-se de dialética e ao invés de discursar, conversou...mataram-no por isso. Mas, tarde demais, suas palavras já espalhavam-se como moscas, infectaram bocas, olhos...
De um gênio divino nasce o antídoto: arte, sorriso, paixão. E fecha-se um novo ciclo nesse canto de universo, nesse canto de eterno-retorno. Nessa: Era, e era só uma vez...
Qual a necessidade de se publicar coisas como essa: vaidade, prepotência, rancor, vingança.
Eu, fraco, emudecido, pobre. Tento de alguma maneira me vingar daqueles que se deram bem na vida, tendo destituí-los de suas metafísica, de seu chão de estrelas.tendo destruí-los por aquilo que eles não podem tocar nem proteger.
Creio que uma forma dionisíaca de pensamento, é o necessário pra romper com esse meu rancor, com esse meu desejo mesquinho de vingança. Mas... como e onde encontrar o antídoto pra tanta inveja.
A tempestade acabou. Acabou também a inspiração, acho que é a chuva quem trás os sonhos presos nas nuvens, e os pesadelos dos fundos dos rios. Quero morrer de tanta mediocridade, quero esconder-me ainda mais por ser tão burro e ignorante. Não queria sofrer a dor de 1) não compreender o meu tempo 2) ter duvidas 3) naõ saber explicar essas duvidas. 4) ter inveja de quem tem fé.
1)      Meu tempo é o tempo da TV. São heróis os notórios televisionados, e há uma progressão para os quase televisionados, e entre a historia desses. Como um sangue azul, mais ou menos azul depende de fatores como aonde passou e como passou.
2)      Tenho muitas dividas, porque li muitas coisas e ouço a vários canais, naõ sei se existe mesmo uma teoria da conspiração, não sei se deus existe, nem sei se pensar é um ato voluntario ou totalmente alienante. Veja: entreter-se é andar em círculos sem saber que está num circulo. E se o pensamento, dado nossas condições, for, em si, um circulo fechado? Pensar seria entreter-se e portanto alienar-se. Cabe os desejos e as intuições. Ou seja, o que resta mesmo é a teologia.
3)      Viver em sociedade é viver entres espinhos, ranhuras, e pior: meu prazer em ferir é pequeno. Naõ gosto de climão, nem gosto de injustiças, nem gosto de totalitarismos ou ditaduras. Mas, vivo num tempo que o respeito é pequeno, a vulgaridade é grande e a vida...vale nada. Será que um dia foi diferente? Será que pode ser diferente um dia? Queria saber me comunicar melhor....
4)      Tenho pensado muito nisso. Boa parte do meu ódio a religião deve, provavelmente provir de inveja daqueles que se sentem acolhidos por uma religião. É duro andar tanto e não sair do lugar. É duro ver que aquele menino, sentado nos bancos da ccb, que imaginava como era o “mundo” agora vive num mundo falso, criado pra dar sentido ao “mundo” como forma de provar aquele menino que esse, daqui de fora é melhor. Mas não. Não estou nem um milímetro mais livre... gostaria de chorar por isso, mas me faltam lagrimas. Sobejam decepções, abundam chuvas.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Mundo: Se é infinito cabe tudo, até a contradição? Se não é, porque ainda não chegou ao fim?

*contradição: dois corpos não ocupam o mesmo espaço e alguns corpos ocupam o mesmo espaço. 

Que é diferente de:
  
Da onde saiu isso?
Pois quem não á capaz de saber da onde saiu as PUTINHAS ABORTEIRAS e AS XERECAS SATANICAS, penso, não será capaz de compreender o mundo atual. Esse grito, essa performance, essas intolerância com a intolerância, tudo isso e mais um pouco é nosso tempo. Cada vez mais os modelos estéticos e morais são quebrados com um desprezo, as vezes, assustador. É o novo surgindo com toda a força e sob toda a pressão que o velho impõe. Não ligue, porem, se você não gostar, quem disse que é pra ser agradável? E não ligue também se você não concorda que o novo tenha essa cara, essa é só a cara da vanguarda, o principal vem depois. Historicamente poderíamos dizer que é o neohumanismo, mas pra que colocar UM nome? Não seria mais correto afirmarmos que desse ventre vem muitas e variadas ideias.

E também de:


Não é que teve copa mesmo! E os gringos gostaram. Mas quem não gosta de ser tratado com sorrisos, tapetes vermelhos? Quem não gosta de saber que está cercado de segurança, que o separa da pobreza das periferias? E depois... voltar pra casa, em ultima estação, é a esperança mais que concreta do gringo. Sorri eles, sorrimos nós que sabemos que nosso tesouro não está na praia. 

domingo, 22 de junho de 2014

As pessoas só tem uma pátria: a cidade onde nasceram. Mais que isso é ideal romântico.

São como casas, cada qual com seu mistério. Luzes interiores e ruído de conversas domesticas. Vizinhas e diferentes em quase tudo. Do quanto mais sabemos, mais diferente são. E ao longe, unidas pela distancia, geminam-se num nome rua, cidade. Desaparecem em essência. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

k. i. xu. va.

A chuva me convida a permanecer em terra firme, em casa. Miseravelmente firme: presa á regras da velha geometria euclidiana com frente e trás, com certos e errados. Eu preso a saudade daqueles tempos vividos, onde não existia errado, inútil. Agora eu sei. Tenho consciência de que o certo e o errado são necessariamente diferentes. Estar preso no certo parece, sob sua própria ótica, o certo a ser feito. Mas o mar da imprecisão, o indefinido do fora-daqui parece tão atraente. È tempo onde nada poderia ser desperdiçado, até mesmo as palavras deveriam, sob sentença de serem desqualificadas, limpas. O exercício do adorno do enfeite era prejudicial. A literatura boa era industrializadamente sintética. E eu só queria sentir a língua quente de Caetano. O mundo tá tão próximo da profilática sala de espera de um consultório medico. Não se pode errar. O tempo não pode ser desperdiçado, até mesmo o jogo deve ser jogado pra ganhar, senão iremos todos  procurar a culpa no Daniel, no goleiro no... até o tempo de ócio tem um propósito (foi Sêneca que disse?) por isso eu me afogo num copo de cerveja, que nele esteja minha solução, vou passar o dia embriagado, ... e dormir com solidão. Chuva de merda.

domingo, 15 de junho de 2014

viva vaia?

Bem amigos da rede global: Vê esse incrível evento que se descortina sobre nossos olhos, essa miragem da cultura humana. Saiba: é tu o responsável. Quando olhando com olhos fitos pro centro do campo, da cidade e do mundo e crias palavras que resumem teu pensamento sobre a jogada, a política e a vida. Suas palavras são como ventos, talvez brisas ainda, mas que se juntam a milhares de outras vozes e formam vendavais, dos que movem moinhos e dos que destroem telhados.  São suas criações a sensação de impunidade e também a corrupção, que crias quando dirige bêbado ou sonega obrigações. E quanto o vento se curva contra sua casa, não procure seu inicio alem de dentro de ti. Mas, caros amigos, são suas também as melhores criações do mundo, a musica mais bela e a paisagem do poente. São apenas suas criações toda a mágica universal. 

domingo, 8 de junho de 2014

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Há  pessoas que dizem que vivemos numa ditadura de esquerda. Acho patético essa impressão. Talvez nem eles mesmos imaginam quão horrível seja viver numa ditadura onde o Estado se torna tal qual marido ciumento e usa de seu poder pra controlar a vida individual das pessoas. Mas em qual tipo de ditadura vivemos de fato? Acho que as pessoas normais, com profissões corriqueiras vivem a ditadura dos processos. O que foi o fordismo, o taylorismo etc... como procedimento produtivo agora é uma forma de pensar. Uma forma de ser que todas as pessoas ditas honestas devem seguir. De modo que a criatividade fica excluída de todos os setores. Vivemos numa ditadura dos procedimentos, dos índices de qualidade, do padrão e por fim: na ditadura na nova China.