terça-feira, 25 de março de 2014

25.03

Bebo, e novamente me sinto o rei do mundo. O mundo intelectual, claro. Alem disso eu tenho philip glass ao ouvido, ou seja, eu realmente me sinto/ouço rei de todo. Eu tenho em mim mim muitos sonhos, sensações, desejos que hajam no mundo. Ahja hoje. (Paulo Leminski ficaria feliz com algo escrito assim) alias paulo ficaria muito satisfeito em poder escrever algo, assim, a noite, sem o barulho da maquina, ao notebook. O que faria um grande poeta, poliglota, com a internet, com a moda dos vlogs? Com toda a sua maestria usaria disso pra explodir exatamente isso. Faria um, ou mais um, projeto iconoclasta sobre a era da informação. Seria ele um expectador de totoro? O melhor e mais autentico ator da internet? Aquele que com maestria destila a interpretação pra um campo tão, tão destituído de intenções que faz com que sejamos, todos, preguiçosos? Ou ele iria rir o riso mais sincero do claw marcos Majela, bruno Motta,  p. Serra? As vezes tenho a impressão que desperdiço tudo isso, pois uma mente brilhante usaria desses recursos todos pra explodir esses recursos todos. Imagina Nietzsche com acesso a internet? Kant com um canal no youtube? O mundo iria para o ano de 2300 imediatamente. Mas... pense outros nem tão progressistas assim, ou outros que não tem prazer no progresso. Se Maome tivesse, em tempo real,  sua vida revisitada pelos sensacionalistas do Ego, Yahoo, g1, o mundo perderia um lastro de paz. Ou mesmo se Jesus fosse julgado pelos fóruns da internet...bem, Jesus é julgado pelos fóruns, e deve ser por isso que sua mensagem está tão poluída. Deus! Quem passara por esse “filtro” da modernidade? E quantos que deveriam sobreviver a ela serão mortos nesse campo de batalha virtual? Todas as vezes que tentei ver quem está por traz desse WWW, como é o pensamento e a moral desse, desisti de pesquisar, pois algo chamava mais a atenção, algo era mais colorido e interessante. Mas, alguém há de decifrar esse 

Frankenstein (http://pt.wikipedia.org/wiki/Frankenstein) e 

e ver também milton, herodoto... descicloédia...não salvo, não ligo, não intendo, le ninja, ah negao, insoonia.  
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Gostar do fácil é fácil, gostar do difícil é estranho e até agrecivo (não sei se á com s ou c, a ignorância é um inferno) 
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olhar é uma intenção.
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Bebo, por isso meu olhar se torna naturalmente turvo. Ver algo se torna uma atividade seria, ou seja, é necessário querer ver, pra poder fixar a vista e enxergar. Desde ai é obvio que a atitude moral se impõe. Para ver é necessário um esforço. Para enxergar as minorias, as necessidades do outro, o outro, para tudo isso o esforço é quase muscular. Aristóteles diria que a primeira forma de conhecimento é a experiência, pois eu digo que é simpatia. Querer saber quem é o outro é a primeira e necessária forma de investigar o outro, pra depois odiá-lo ou ama-lo. Ou seja, sou simpático, posso te odiar. 

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