terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

do corpo cuja alma voou.

i

Essas montanhas paradas, e...
o movimento das nuvens, e...
os pássaros circulando, e...
o Sol, e o movimento dos seus raios, e...
Você.
Essa beleza tão fugidia,
como a luz do o Sol,
o desenho das nuvens,
o voo dos pássaros.
Sobre mim, para você:
montanha parada.

ii

Isso:
Que passa, que deixa, que fere
Que Nunca esqueço, nem queixo,
Que sorte! Mereço?
 se sem isso me deixo,
 morrer.

iii

O Vagar de seus sinais.
Lentamente por entre meus olhos.
Ferir...furar, consumir.
Da carne ainda resta algo,
Na alma nada mais.
Nesta escala de desejo, sufoca:
o ensejo do sôfrego manejo
Dos dedos entre o cego possuir,

E o lúcido descarnar. 

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