quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Da beleza quando opressora.


Sabe-se que o belo é sempre belo. Ainda que esteja a serviço do feio. Ainda que esteja escondendo o feio. A beleza só serve pra revelar a beleza. Contraria qualquer moral ou ideologia, indiferente aos valores humanos, a beleza é.

Então

Quando vemos uma cidade bela, enfeitada, desenhada não podemos concluir que é uma cidade boa. Porque a beleza também serve ao mal governante, ao governo vil. Nesse exemplo nada melhor que as paradas militares, exatas nos seus movimentos conjuntos, os prédios governamentais, as tribunas, os tribunais. Palácios de governo, palácios de justiça, todos dotados dessa beleza que nada revela do caráter do governante.

Contra

Para que essa beleza opressora seja desmascarada apenas o vândalo, a pichação, o enfeiamento da cidade. Ainda que crime essa atitude destruidora é também uma forma de revelar a essência feia e desigual da cidade. Na ação individual a pichação, por exemplo, é um erro, mas, no conjunto ela revela a fealdade implícita na sociedade.


Lembro que a beleza em si nunca é opressora e seu uso, também não.  A opressão que mantém o belo contra o verdadeiro é que é ruim. 

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