quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O sexo e as ruas.



A sexualidade e as conquistas em relação a ela são um fenômeno do nosso tempo: gays podem casar, pessoas podem falar de sexualidade abertamente, a educação sexual ocupa espaços na grade escolar etc. Mas, o problema não está resolvido, alias deixou-se de perceber o problema. E qual é ele?

Muitas vezes ouvimos os mais conservadores argumentando que seria um absurdo ver dois homens se beijando na rua, “como vou explicar para meu filho?”. Esse argumento já deduz uma respostas: a sexualidade deve ficar entre quatro paredes. Porem essa mesma resposta esconde o problema real: a convivência.

A rua é um espaço onde a civilidade é posta a prova. Não fosse a rua, como propriedade publica, toda e qualquer regra social seria respeitada, ou melhor, nunca seria questionada. Pois é justamente nessa convivência, nesse choque de pensamentos e subjetividades, que as regras sociais se mostram ou necessárias ou fracas e ultrapassadas.

O sexo está para a moral o que a rua está para o social: não fosse ele (quase) toda moral funcionava. Pois é no sexo que os desejos não se deixam limitar pelas regras morais. O desejo sexual ignora limites morais, sente até muitíssimo bem quando os ultrapassa. Um exemplo de como a sexualidade ignora regras é os eventuais caso homossexuais de pessoas totalmente heterossexuais, e vice-versa, ou os casos extraconjugal, ou a frustração com o sexo-perfeito-dentro-da-lei.

Então o sexo e a rua, são os lugares onde as regras morais e sociais são desrespeitadas com maior frequência, pois são os espaços de maior choque dessas regras. Não é á toa que nesses espaços as regras amontoam, e crescem cada vez mais (incluindo as regras de transito).  Mesmo com o enorme numero de regras, continuam a “desobediência civil-sexual”.


Essa deveria ser o questionamento sobre o beijar na rua, e não se pode ou não pode.   

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