sábado, 4 de janeiro de 2014

é pavê?


Basta!

De tempos em tempos nosso dicionário deve, necessariamente, perder algumas palavras. Outrora isso nos daria medo. Mas, agora é preciso nos livrarmos de algumas palavras-muro, palavras-divisórias, palavras-fronteiras. “Internauta” é uma que ninguém mais suporta, todos podemos ser internautas ou não, alias foi ela a internet que nos invadiu antes, não somos nós os cosmonautas a explorar um novo ambiente, ela nos explora.

“Artista” chega! Ninguém é artista, todos são artistas. A arte faz parte da vida da humanidade desde que ela é humanidade. Deixemos essa alcunha-fronteira de “artistas” pra lá e não-artistas alhá. Libertemos-nos e libertemos qualquer tipo de arte que há dentro de nos. Sejamos nos mesmo a nossa arte. (foucault?) sejamos artista na arte de apreciar arte. Artistas na arte de escutar musica, artistas na arte da conversa, artistas na arte de ver.

O Brasil, como provocou hoje o Edson Bueno, não é um pais com pouca arte, é um pais onde poucos tem o “alvará” de artista e por isso fazem pouco e ruim.


É necessário que nos qualifiquemos pra sermos artistas, claro. Mas primeiro, deixemos essa palavra para os historiadores da arte. Ao lado da “internauta”, perto da piada do pavê.

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