sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

e afins.


Textura do tapete persa

Quase todas as doutrinas religiosas e também algumas filosóficas creem num fim: Juízo final, O nirvana, o absoluto de Hegel, até mesmo a revolução de Marx carrega uma esperança de paz na luta de classes e portanto fim de uma longa contradição. Não posso crer em nada disso. A natureza desconhece FINALIDADES. Creio como Aristóteles e Nietzsche que no eterno retorno. E visualizo isso na natureza e na sua infinidade de detalhes, até mesmo um grão de areia carrega em si infinitas particularidades, desenhos, partes ainda menores, e na infinitude do universo: mais e mais infinitudes. A natureza não quer ter UM propósito, muito menos um Fim. Então porque as religiões e a razão humana procura um em todas as ações?

Nesse sentido a única arte que sabe-se parte da natureza me parece ser a arte árabe, com seus milhares de detalhes, dentro de outros detalhes. E a maior loucura é essa procura desenfreada pelo minimalismo (ou puritanismo das formas).


 É no sujo, no rústico e misturado que existe vida. Em outras palavras diversidade. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.