domingo, 22 de dezembro de 2013

onze de onze

       Dispenso “feliz natal” e presentes. Não tenho religião alguma e não preciso de mais meias e cuecas. E a intenção dessa dispensa não é de modo algum uma provocação contra aqueles que precisam disso. Ao contrario é para mostrar a diversidade existente no mundo que as religiões, me parece, não gostam de ver. Nem todos tem sentimentos pela natividade de Cristo ou de Maomé, ou sei lá que salvador. Penso nisso enquanto olho pra duas gravuras que tenho na parece retratando Jesus. Vejo como ele é um ícone usado pela arte, pela teologia e outras ciências de diferentes modos e todos intencionais. A atual teologia da prosperidade com certeza é uma das fazes mais chatas do cristianismo. “Deus existe por que eu tenho um carro”, “Cristo me salvou de um desastre” e outras sentenças demasiadamente humanas. Tenho pra mim que isso não é tão distante assim do próprio Cristo da bíblia, se procurar nos seus livros encontramos esse mesmo discurso salvacionista e popularesco. Populista como é os seus seguidores mais barulhentos. Eu dispenso. Fico com meu silencio ateu. Como alias me parece ser o silencio da natureza, sem os homens. 

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