quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

novx de onze

Facebook malandrão me fazendo uma retrospectiva de 2013 toda alegre, chapa-branca, de um novo dia e um novo tempo que começou. Perai mermão!! Vamos começar falando serio nessa porra? 2013 foi um merda: todos os meus amores sonhados, constituídos e imaginados morreram na praia. Os planos de ser feliz, de estar com pessoas queridas, de viver intensamente o momento...falidos. Nesse ano perdi algumas amizades das quais convivo com o vazio até hoje. Resolvi problemas existenciais da mesma e conhecida maneira: álcool, e por ele vivi o desdém alheio (não sei se esse fato é positivo ou negativo). Alem da clara o obvia frustração com o “gigante acordou” que acabou em nada e leis que intimidam qualquer manifestação. A Rede de minha querida Marina Silva teve sua esperança ceifada na raiz (mas ainda vive) meus projetos de trabalho, de educação, de ser o melhor em qualquer coisa relativo a isso, morreram todos. Minha cidade continua matando inocentes, feriando os humilhados e exaltando a canalhice. De minha parte ainda tenho medo de envelhecer, de enlouquecer ou de ser tomado por falsas  esperanças novamente e novamente e novamente. A arte essa PUTA continua me iludindo, tira de mim o melhor e o pior pra entregar-me um mais ou menos, que alias, me sustem. E a facilidade da tecnologia ainda não disse à que veio, se pra expor nossas jovens e suas sex tapes ou pra nos apresentar o mundo segundo os brasileiros (melhor programa).  Face... vamos esquecer tudo isso. Esse prazo de 365 dias significou nada alem disso mesmo:365 vinte e quatro horas de 60 mim cada. Na historia do universo isso não é nem um pingo do i.  

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Pensando? Em nada, tenho pensado em nada pois estou enojado. De ter egolido mais uma vez a esperança, o desejo de ver as coisas melhorarem no meu país: assisti cheio de orgulho as passeatas e tudo que deles restaram foram três (fora as que virão) leis injustas. A primeira foi que os deputados agora limitam a entrada de publico na assembleia, a segunda é que mascaras não podem ser usadas, alguém ainda dirá que “nem na ditadura não se usava” mas, na ditadura a tecnologia não permitia o manifestante ser caçado como agora; a terceira é esse maldito mal-uso da lei de organização criminosa contra pessoas cujo maior crime é pensar. Enjoado de ver o governo tão cínico em raptar o país pra uso próprio.

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Essa cura gay é similar a colherinha torta pra crianças canhotas aprenderem a usar a mão direita. É a instrumentalização do preconceito/superstição. Já nasceu obsoleta.

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A TV era ruim, a internet é pior. Na TV quem tem voz são as empresas que pagam por publicidade, publica-se o que é útil para venda, ou seja, há uma intenção: o mercado. Na internet, quem tem voz são os agentes políticos,(partidos, militantes, igrejas) com interesses muito diferentes do individuo, distantes da ética, bombardeando o cidadão comum falsas campanhas pró isso ou aquilo que no fundo não é nada mais que difamação em forma de humor. Não há apenas uma intenção, o objetivo é desinformar, desajustar, desregular, re-escrever a historia a partir de uma visão caótica sem o verdadeiro nexo causal. Como diria Anderson Barteli: Bem vindo ao inferno.

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Sofro de variadas emoções ao assistir a noticia sobre tumulto nas agências bancarias por causa de boatos sobre o bolsa família. Antes de tudo é preciso lembrar que moralmente esse programa é necessário, pois um pais rico como esse não pode deixar as pessoas na miséria e programas sociais não é nem de longe exclusividade brasileira. Porem pelo nível das entrevistas o programa não tem incentivado a educação e a critica do povo, pelo contrario, parece que, por causa desses cento e poucos reais, o governo tem assumido um tom paterno, ou materno no caso, coisa que é péssima pra democracia. (uma entrevista disse que a Dilma mandou um presente para as mães) Quem, nos dias de hoje, tem o direito de achar que o governo “dá” dinheiro aos pobres? Ou melhor, quem tem o direito à ingenuidade?... outra surpresa foi saber que a despeito de toda aquela multidão, foram sacados, cento e cinquenta e dois mil, coisa que não compra um terreno na minha cidade. Ou seja, tá barato pra caramba pra o governo manter a pobreza e a ignorância. [comentário de meu amigo Novak: Cento e Cinquenta e dois milhões. Valeu]

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No sábado passado tive e curiosidade de conhecer o grupo “compartilhando conhecimento” que está fazendo palestras no Bagozzi. São pessoas inteligente, cordiais etc. porem que pena: São discípulos de Olavo de Carvalho, aquele sujeito mal-educado que vive pra ofender gays, comunistas, a Dilma, a Preta Gil, o Dráuzio Varella, o Jean Willian. E sim, esse sujeito foi citado varias vezes na palestra como um bom exemplo de educador. 

Disse o palestrante que a “a escola não tem nada de bom pra ensinar” e que a LDB não tem objetivo, portanto, para esse grupo o melhor é o tal do “home school” O que para mim soa como “não vamos deixas nossos filhos se misturarem que essa gentalha”. E um aprofundamento nos clássicos de modo a elevar o exercício imaginativo das estudantes. Quem alem de não ser nada novo, ainda é por si elitista e ufanista. (Será que eles querem filhos ou clones?)

Pena saber que o espaço que já foi usado para aulas coma a da prof. Anita, palestras como a prof. Maria Cristina Leite Gomes, cinema em debate, e até missa para são José. Agora está a serviço do pensamento conservador cheio de discriminações, ainda que disfarçado de “café filosófico apartidário”.

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Isso foi a minha retrospectiva 2013 no facebook. 

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