quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Não há violência em Curitiba.

Minha cidade sofre de um mal endêmico: violência gratuita. No dia 30-11-13 um morador de rua foi esfaqueado na praça rui Barbosa, no dia 07-12-13 um rapaz de 18 anos foi perseguido e morto no lago da ordem por um grupo ainda desconhecido, na reitoria um homem foi espancado. E há inúmeros outros casos de violência sem motivos. 

Entretanto a violência nunca é totalmente gratuita, não se trata de animais que brigam por passarem perto um do outro. Há algo por trás desses casos. E esse algo é a impunidade, a possibilidade de fazer, a oportunidade, e um total vazio fraternidade. Aprendemos desde muito cedo que pedintes e ciganos irão nos enganar, que não podemos ser motivo de chacota pra ninguém e nem de perdas financeiras; que o outro é inimigo ideológico ou concorrente, visto que essa é uma cidade feita pra ganhar dinheiro.  
Culturalmente Curitiba está no sec. XIX, é uma estação de vários imigrantes que não se integram. E no sentido cultural não há nenhuma ação governamental por mudança. E a ação policial é pouca ou se junta com o problema com ações desmedidas e opressoras. Que não é nada alem do reflexo dessa desintegração.

Há também o problema do álcool, muita bebida. Fossemos sérios, não fugiríamos desse tema. Porem o álcool só faz revelar algo enrustido no caráter do Curitibano. 

 Aqui a palavra “povo” não acha significado. A divisão é feita por classes, e também pelo lugar onde se está. (Identidades super transitórias). Para o deleite das nossas elites poderíamos até afirmar que “Não há violência em Curitiba” pois ela nem existe. O que existe são territórios cada um com uma lei. 
Pena que os fatos não mudam quando mudamos de ponto de vista. Essas vidas não existem mais e seus assassinos andam livres. 

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