terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano novo e meio brinde a solidão.


Caíram-me lagrimas quando o relógio deixo-se mover tão facilmente, ignorando que meus sonhos pediam mais tempo, minhas lembranças ainda carecem de momentos, e que eu não estou pronto. Mas novamente ele vai e leva-me. Sabe-se lá pra onde. Espero que sejam para o mais próximo abraço e que seja o seu.  

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Que tanto faz acompanhado pelo amor de toda a vida, ou só, olhando os fogos que enfeitaram o céu. Em mim cabem muitos sonhos, muitas vozes e canções antigas. Eu por mim mesmo me acompanho mais nessa empreita, nesse ano que já passa. E passa-me, olhando o céu, a imagem que numa escala planetária estamos face a face. Essa distancia é um ponto de vista. Não é?

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A quem necessita de esperança – saibamos que todos esses fogos não são mais que mensagens de força, de beleza, gratidão, sinais de fumaça e barulho pra que os concidadãos vibrem juntos. Que por mais que nada restou das manifestações, quando foi de ponta a ponta o Brasil saiu em passeatas ao mesmo tempo? Estamos juntos. E que por mais que a perfídia nos governe, nós estamos aqui, essa é nossa vez, ou não é? 

domingo, 22 de dezembro de 2013

onze de onze

       Dispenso “feliz natal” e presentes. Não tenho religião alguma e não preciso de mais meias e cuecas. E a intenção dessa dispensa não é de modo algum uma provocação contra aqueles que precisam disso. Ao contrario é para mostrar a diversidade existente no mundo que as religiões, me parece, não gostam de ver. Nem todos tem sentimentos pela natividade de Cristo ou de Maomé, ou sei lá que salvador. Penso nisso enquanto olho pra duas gravuras que tenho na parece retratando Jesus. Vejo como ele é um ícone usado pela arte, pela teologia e outras ciências de diferentes modos e todos intencionais. A atual teologia da prosperidade com certeza é uma das fazes mais chatas do cristianismo. “Deus existe por que eu tenho um carro”, “Cristo me salvou de um desastre” e outras sentenças demasiadamente humanas. Tenho pra mim que isso não é tão distante assim do próprio Cristo da bíblia, se procurar nos seus livros encontramos esse mesmo discurso salvacionista e popularesco. Populista como é os seus seguidores mais barulhentos. Eu dispenso. Fico com meu silencio ateu. Como alias me parece ser o silencio da natureza, sem os homens. 

sábado, 21 de dezembro de 2013

A frente.

 

“Oh!, oh!” o pai sempre acordava assim o menino, tocando-lhe o braço. Depois falava do almoço “quanto o sol tiver a pino, em cima da mesa tem comida”. E saindo dizia que Deus o abençoasse. Então o dia começava com a espera do sol que cumpria lentamente uma linha até em cima da casa. Quando ele estivesse bem no alto era hora de comer a comida da mesa: arroz, feijão, ovo.
A vida era uma espera. Primeiro pelo sol, depois do pai. Ele chegava à noite, ligava o radio, fazia a comida do dia seguinte. Calado. Sempre acordando o menino e deixando-o com a comida sobre a mesa. Saindo e caminhando pela estrada até sumir na curva. A estrada era longa, terra clara, tremulava sob o sol forte. Por ela o pai ia caminhando todos os dias até a curva. Então sumia e o menino esperava-o a noite.
Depois de comer o menino ficava olhando a estrada. Uma vez quis saber o que tinha depois da curva. Se o pai ia e voltava todos os dias deveria ser pelo menos algo importante. E foi...devagar. Caminhando até a curva, e pra alem dela.
Passou pelo mato denso ao lado da estrada, depois descampados, então a estrada ficou dura de pedra e continuou. Casas, quase caído de tão velhas e feias surgiram. O menino com passos firmes seguia para frente. Para dentro de uma multidão de barracos que apareceram amontoados ao lado da estrada. O caminhar tornou-se difícil, cada passo novas casas e coisas. Como carros, tão raros na estrada de sua casa. Havia muitas pessoas, caminhantes apressados e severos no olhar.
Era esse o lugar do pai? Era esse lugar onde ele vinha todos os dias? Um mundo deveras grande e vasto. Cheio de cores, e logo que a noite ia caindo, surgiam luzes, faróis. Esse mundo confuso de penumbra, de cores acinzentadas e pessoas andando para todos os lados. Esse era certamente o lugar onde o pai vinha todos os dias, por isso que ele não gostava de barulho. Ele vivia num mundo já barulhento. E por isso que ele vivia cansado: esse mundo corre depressa. Era esse o lugar que o pai trazia dentro e si a noite.
A noite tomou todo o lugar. Fundiu as cores, as grandes casas, as ruas, tudo negro. Diluiu as pessoas em vultos e o menino perdeu-se. Doía-lhe os pés. Era hora de voltar a trás. Ir, como o pai, para a casa. Mas, por acaso escolheu ficar.
Era esse o mundo do pai, não a casa pra dormir, roncar, ali era pra viver. Ele ficaria.
Fim.



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Não há violência em Curitiba.

Minha cidade sofre de um mal endêmico: violência gratuita. No dia 30-11-13 um morador de rua foi esfaqueado na praça rui Barbosa, no dia 07-12-13 um rapaz de 18 anos foi perseguido e morto no lago da ordem por um grupo ainda desconhecido, na reitoria um homem foi espancado. E há inúmeros outros casos de violência sem motivos. 

Entretanto a violência nunca é totalmente gratuita, não se trata de animais que brigam por passarem perto um do outro. Há algo por trás desses casos. E esse algo é a impunidade, a possibilidade de fazer, a oportunidade, e um total vazio fraternidade. Aprendemos desde muito cedo que pedintes e ciganos irão nos enganar, que não podemos ser motivo de chacota pra ninguém e nem de perdas financeiras; que o outro é inimigo ideológico ou concorrente, visto que essa é uma cidade feita pra ganhar dinheiro.  
Culturalmente Curitiba está no sec. XIX, é uma estação de vários imigrantes que não se integram. E no sentido cultural não há nenhuma ação governamental por mudança. E a ação policial é pouca ou se junta com o problema com ações desmedidas e opressoras. Que não é nada alem do reflexo dessa desintegração.

Há também o problema do álcool, muita bebida. Fossemos sérios, não fugiríamos desse tema. Porem o álcool só faz revelar algo enrustido no caráter do Curitibano. 

 Aqui a palavra “povo” não acha significado. A divisão é feita por classes, e também pelo lugar onde se está. (Identidades super transitórias). Para o deleite das nossas elites poderíamos até afirmar que “Não há violência em Curitiba” pois ela nem existe. O que existe são territórios cada um com uma lei. 
Pena que os fatos não mudam quando mudamos de ponto de vista. Essas vidas não existem mais e seus assassinos andam livres. 

Só me apaixono por ideias subversivas, consequentemente pelas pessoas que as têm. Nunca me ocorreu desejar a normalidade e a civilidade sexual. O bom mocismo no sexo é broxante. Nunca desejei ser aceito. Apaixona-me o estranho, feio, imoral. Tudo o que não pode ser dito em voz alta tem lugar no meu pensamento. Eu desejo aquilo que me dá asas pra imaginação, aquilo que gera remorsos, aquilo que não foi bem feito. No sexo sou o seu oposto. E por isso agora inquieta-me o seu ser, tão certo, aceito, civilizado. Seu semblante plácido me tira o ar. Você, assim, dentro do melhor padrão, agita-me como nunca. Que me resta senão cortar minhas asas, sentar-se ao seu lado? Quero ser assim, mais nada, mais ninguém. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

caderno





Cara, que sonho ser eu o Dalton trevisam. Essas horas de noite eu olharia para o céu, sentiria o vento e teria mil inspirações. E depois sozinho sentaria na cozinha e estaria cercado por todos os meus personagens, e ao entorno toda a cidade, a que eu inventei e a que eu não inventei. Eu olharia para traz com um orgulho do caralho, e olharia pra frente, ou seja, para a morte, sabendo que a vida valeu a pena porque eu criei arte. Literatura da melhora qualidade. Porque eu seria um mito para todos, um enigma pra aqueles que procuram ilustrar-se comigo e pra mim mesmo: uma criação. Ah! Eu não seria apenas isso... seria dono da arte, das letras, domador das palavras ao invés de ser delas capacho. Discretamente feliz seria eu.

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...agora pra dizer a verdade isso [depender do sus] não me humilha de nenhuma maneira, a vida no Brasil não é fácil pra ninguém, nem pra aqueles que podem pagar por suas consultas. Somos um pais periférico refém de um Estado ruim e também de um mercado ruim. E nesse ponto esquerdas e direitas se encontram, porem ainda pelejam, por pura ilusão.

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Da nesga de um céu, espremido entre o muro do vizinho e o beiral, vejo uma estrela. Uma única estrela num espaço determinado do espaço infinito do universo. Ela é a mais solitária das estrelas. Ela esta brilhando sem saber por que, sem se reconhecer no seu brilho. A mais solitária das estrelas despeja brilho pelo espaço, crê fazê-lo por costume e por necessidade de iluminar o entorno, ao menos. Mas, seu brilho, ela não sabe, cai aqui como uma elodia, um canto medieval sobre anjos decaídos e feridas na alma. Eu e essa estrela passamos noites a mirar-nos, sabemos que ambos não temos função alguma. Apenas dois nos milhões de estrelas e humanos. E nos calamos antes de perguntar “porque”, esperamos o sol, a luz da dia e suas ilusões.

domingo, 15 de dezembro de 2013

dez de onze.



Viva a democracia. Viva o presidente Mujica e viva todos os críticos desse presidente. Discutir a legalização da maconha assim como discutir os problemas dela é um ato democrático. E a democracia deve seguir por esses rumos mesmos, chocando-se com o contraditório, convivendo com a contradição até que tese a antítese se acrisolem numa, quiçá, síntese. Não podemos mais conviver com fluxos pré-determinados de critica exemplo: falar mal do governo é democrático, defende-lo não é. Não haverá espaço na democracia pra determinismos ideológicos, e sim pra espaços que podem determinar-se em ideologias. Nós vamos ser o ar que consume com tudo que é solido. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

novx de onze

Facebook malandrão me fazendo uma retrospectiva de 2013 toda alegre, chapa-branca, de um novo dia e um novo tempo que começou. Perai mermão!! Vamos começar falando serio nessa porra? 2013 foi um merda: todos os meus amores sonhados, constituídos e imaginados morreram na praia. Os planos de ser feliz, de estar com pessoas queridas, de viver intensamente o momento...falidos. Nesse ano perdi algumas amizades das quais convivo com o vazio até hoje. Resolvi problemas existenciais da mesma e conhecida maneira: álcool, e por ele vivi o desdém alheio (não sei se esse fato é positivo ou negativo). Alem da clara o obvia frustração com o “gigante acordou” que acabou em nada e leis que intimidam qualquer manifestação. A Rede de minha querida Marina Silva teve sua esperança ceifada na raiz (mas ainda vive) meus projetos de trabalho, de educação, de ser o melhor em qualquer coisa relativo a isso, morreram todos. Minha cidade continua matando inocentes, feriando os humilhados e exaltando a canalhice. De minha parte ainda tenho medo de envelhecer, de enlouquecer ou de ser tomado por falsas  esperanças novamente e novamente e novamente. A arte essa PUTA continua me iludindo, tira de mim o melhor e o pior pra entregar-me um mais ou menos, que alias, me sustem. E a facilidade da tecnologia ainda não disse à que veio, se pra expor nossas jovens e suas sex tapes ou pra nos apresentar o mundo segundo os brasileiros (melhor programa).  Face... vamos esquecer tudo isso. Esse prazo de 365 dias significou nada alem disso mesmo:365 vinte e quatro horas de 60 mim cada. Na historia do universo isso não é nem um pingo do i.  

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Pensando? Em nada, tenho pensado em nada pois estou enojado. De ter egolido mais uma vez a esperança, o desejo de ver as coisas melhorarem no meu país: assisti cheio de orgulho as passeatas e tudo que deles restaram foram três (fora as que virão) leis injustas. A primeira foi que os deputados agora limitam a entrada de publico na assembleia, a segunda é que mascaras não podem ser usadas, alguém ainda dirá que “nem na ditadura não se usava” mas, na ditadura a tecnologia não permitia o manifestante ser caçado como agora; a terceira é esse maldito mal-uso da lei de organização criminosa contra pessoas cujo maior crime é pensar. Enjoado de ver o governo tão cínico em raptar o país pra uso próprio.

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Essa cura gay é similar a colherinha torta pra crianças canhotas aprenderem a usar a mão direita. É a instrumentalização do preconceito/superstição. Já nasceu obsoleta.

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A TV era ruim, a internet é pior. Na TV quem tem voz são as empresas que pagam por publicidade, publica-se o que é útil para venda, ou seja, há uma intenção: o mercado. Na internet, quem tem voz são os agentes políticos,(partidos, militantes, igrejas) com interesses muito diferentes do individuo, distantes da ética, bombardeando o cidadão comum falsas campanhas pró isso ou aquilo que no fundo não é nada mais que difamação em forma de humor. Não há apenas uma intenção, o objetivo é desinformar, desajustar, desregular, re-escrever a historia a partir de uma visão caótica sem o verdadeiro nexo causal. Como diria Anderson Barteli: Bem vindo ao inferno.

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Sofro de variadas emoções ao assistir a noticia sobre tumulto nas agências bancarias por causa de boatos sobre o bolsa família. Antes de tudo é preciso lembrar que moralmente esse programa é necessário, pois um pais rico como esse não pode deixar as pessoas na miséria e programas sociais não é nem de longe exclusividade brasileira. Porem pelo nível das entrevistas o programa não tem incentivado a educação e a critica do povo, pelo contrario, parece que, por causa desses cento e poucos reais, o governo tem assumido um tom paterno, ou materno no caso, coisa que é péssima pra democracia. (uma entrevista disse que a Dilma mandou um presente para as mães) Quem, nos dias de hoje, tem o direito de achar que o governo “dá” dinheiro aos pobres? Ou melhor, quem tem o direito à ingenuidade?... outra surpresa foi saber que a despeito de toda aquela multidão, foram sacados, cento e cinquenta e dois mil, coisa que não compra um terreno na minha cidade. Ou seja, tá barato pra caramba pra o governo manter a pobreza e a ignorância. [comentário de meu amigo Novak: Cento e Cinquenta e dois milhões. Valeu]

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No sábado passado tive e curiosidade de conhecer o grupo “compartilhando conhecimento” que está fazendo palestras no Bagozzi. São pessoas inteligente, cordiais etc. porem que pena: São discípulos de Olavo de Carvalho, aquele sujeito mal-educado que vive pra ofender gays, comunistas, a Dilma, a Preta Gil, o Dráuzio Varella, o Jean Willian. E sim, esse sujeito foi citado varias vezes na palestra como um bom exemplo de educador. 

Disse o palestrante que a “a escola não tem nada de bom pra ensinar” e que a LDB não tem objetivo, portanto, para esse grupo o melhor é o tal do “home school” O que para mim soa como “não vamos deixas nossos filhos se misturarem que essa gentalha”. E um aprofundamento nos clássicos de modo a elevar o exercício imaginativo das estudantes. Quem alem de não ser nada novo, ainda é por si elitista e ufanista. (Será que eles querem filhos ou clones?)

Pena saber que o espaço que já foi usado para aulas coma a da prof. Anita, palestras como a prof. Maria Cristina Leite Gomes, cinema em debate, e até missa para são José. Agora está a serviço do pensamento conservador cheio de discriminações, ainda que disfarçado de “café filosófico apartidário”.

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Isso foi a minha retrospectiva 2013 no facebook. 

oito de onze


E esse etnocentrismo regional heim? Esse julgar o próximo a partir de um ponto de vista centralizado na classe econômica, na condição de consumo. E nem de longe previlegio de quem está no centro, as margens também se julgam por elementos centrais e logo se depreciam.

Ou

Esse paradoxo brasileiro de ser um pais cristão. Onde o dinheiro tem deus, tribunais tem crucifixo etc... e a solidariedade ser quase um tabu. Não é correto ser solidário, não é correto defender bolsa-familia, não é bem visto aquele que dá ao próximo sem esperar vantagens disso. Porque demônio a Solidariedade foi expulsa do cristão? Talvez porque o único deus sobre esse povo seja o Capital, e esse logicamente não oferece almoços grátis. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

sete de onze


É possível falar em anarco-politica?

Ou seja:

É possível existir uma ação política que traga em seu bojo a anti-politica do anarquismo?
Para Hobbes a superação do homem-contra-homem é a criação de um sujeito político chamado Estado. E no caso um Estado com poderes absolutos.  Na atualidade o Estado é constituído por grupos políticos/ideologicos, então, não é absoluto nos seus poderes. Entretanto no interior desses grupos encontramos indivíduos que não reconhecem a total representatividade desse grupo. Exemplo: um terrorista inspirado por uma religião decide por si próprio cometer um atentado. Ele faz parte de um grupo que talvez não o apoie nessa decisão, entretanto ele a comete. É possível desobedecer, as vezes é regra.

E

Também podemos dizer que a relação entre os diferentes grupos é uma relação de Grupo-lobo-de-grupo, ou sejam uma relação sem um mediador com poderes moderadores, um anarquismo no pior sentido.

E, também


É evidente que a atuação política do Islã, dividido em varias correntes, filosóficas e políticas irá de um modo ou outro inspirar ações iguais do cristianismo. Grupos radicais, políticos e filosóficos não são exclusividade de uma religião. Grupos fundamentalistas ganham cada vez mais força, pois traem a si mesmo inspirando os indivíduos para ações livres, às vezes radicais, ocultada pela sua ideologia. Os pastores que agora ocupam as TVs e os partidos são a primeira etapa desse processo. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

seis de onze

É possível emburrecer?

Ou seja, é possível saber algo, aceitar algo como moralmente correto e depois afirmar o seu contrario?
 Gostaria muitíssimo de dizer que não, que o saber é como a lei da gravidade que atua em uma só direção. Mas, a realidade tem provado o contrario. Sim! é possível voltar a estado de “inocência”, ou precisamente “barbárie”. E nossa realidade tem mostrado isso. Um exemplo disso são as cenas de truculência nos estádio, nas ruas, em saídas de baladas, alias a própria balada com suas musicas bate estaca são provas da regressão do gosto, pauperização da estética. Qualquer que seja o tema, as entrevistas da tv com alguns populares nos anos 80 tinham respostas mais criativas que hoje. O rock in rio é outro exemplo e nem digo de gosto disso ou daquilo e sim a apreciação de estilos musicais mais complexos, menos pedagógicos. É terrível afirmar que estamos mais burros que décadas atrás. E é terrível ver como isso é lucrativo para o status quo.  

Em seu artigo de sexta na Folha Marina Silva afirmava a necessidade de 10% do PIB pra educação. Temo que isso não surta efeito, pois em algum momento do Brasil colônia a educação teve muitos recursos e resultados decepcionantes. A questão parece ser mais cultural que estatal. Deve haver algum modo de deixar o pensamento, a reflexão mais sensual, ao gosto do povo. Por enquanto as escalas mais baixas do saber humano imperam, a saber: egoísmo, sexo, gozo.

Não me coloco de modo algum fora dessa lógica, apenas indico que PRE-PA-RA pois estamos descendo.