sexta-feira, 8 de novembro de 2013

kautrô de onzce

South Africa. Um breve relato de como vejo o futuro.

Quem dentre nós quer sondar o futuro? Todos! claro.  Tenho suposto que o futuro será algo como a áfrica do Sul retratado nos clipes do Die Antwoord, com algumas semelhanças a mesma Africa do Distrito 9. Ou seja, uma confusão dos diabos, mega populoso, multi racial e multicolorido. Os direitos e as liberdades civis terão, necessariamente, ampliar-se de modo inédito na história do mundo. 
A imagem que melhor me traduz o futuro é a de uma esquina qualquer na periferia de uma cidade qualquer de um país qualquer na periferia do capitalismo. Produtos chineses, tecnologia descartável, modismos e promiscuidade estética. (Ainda que sejam essas pessoas as que de fato vivem o capitalismo, os prós e os contras, os do centro do sistema vivenciam apenas os benefícios). As fronteiras musicais, sexuais, raciais estarão cada vez mais virtualizadas e des-virtualizadas: ainda existiram, porem, cada vez menos de maneira efetiva; se existiram fronteiras ideológicas elas serão efêmeras. Penso que o sistema econômico deixará de ter um centro programático, será sim um sistema que age por vias diretas e temporárias, semelhante a natureza. Ou seja, a economia deixará de ser algo cultural pra ser natural, seus objetivos serão o lucro, expansão a todo preço, quase como um organismo autônomo. Dilatada as margens do atual sistema (não haverá centro) com a real inclusão dos atuais marginalizados. No campo político a democracia irá expandi-se cada vez mais, assim como seus prejuízos, suas burocracias, etc. mas um sistema totalitarista dificilmente sobreviverá aos ares futuros. Penso que o futuro próximo será mesmo o fim da historia de tão confuso e inédito. Porem, pra quem sabe dançar não pode haver melhor ritmo. 

Yolandi Visser and Ninja of Die Antwoord - New faces: Die Antwoord

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