sexta-feira, 29 de novembro de 2013

caderno

Sob matrix.
Não seria um filme sobre como controlar a própria mente? Neo deve aprender que é capaz de pular de um prédio a outro, Morfeu deve tentar controlar a mente pra não entregar a chave de Zion aos agentes, e outros exemplos claros... entretanto poderia supor que é também um filme que tenta a partir da empiria conhecer a metafísica. O que somos, em essência, partindo daquilo que pensamos ser em aparência.
Eu penso cenas que poderiam ser criadas nesse “estilo” matrix.
A ideia nasceu porque vivi uma experiência nos anos vinte. Eu corria contra um dos poucos rapazes que tinha bicicleta também. Nos corríamos como se estivéssemos num desenho animado em preto e branco-areia. E isso eu vivi de verdade. Eu lembro e foi massa. Então refleti sobre o fato das lembranças significarem algo, elas existem em algum lugar, e pra mim elas são formados por dejavus. (antes é depois) e com essa lembrança é possível conhecer a matriz. Porque estamos falando numa limitação num quadro, até então, ilimitado.

Pega esse então:
Tu: maquina com softwhere autônomo ao central (economia de gastos)
Tu: rebelde.
Espião: é implantado pra te destruir.
Tu+espião=agora.
Tu: um misto de Neo com Smith.

(Para os racionalistas a razão era totalmente boa, para Kant não. ) A tua racionalidade é a parte humana (Neo), a irracionalidade (Smith) são valores e praticas que pensas serem suas mas que em suma só servem pra sua destruição.

Nesse plagio de Matriz peço que façam algumas cenas. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

de onze

Dai vc mei que olha pro céu. Dai tem UM céu, dai voce tonteia e molha a camisa, (fica olhando pra cima!!!) dai voce olha de novo pro ceu. Dai o céu é o mesmo mas vc já tá com uma puta de uma mancha ma Camisa. Ou seja, vc é outro, o céu é o mesmo. Entõa?? Sendo o seu defeito de olhar pra cima aleoatoria mente distribuída entre a população, dai vc Tem dai vc olha e muda a aleatoriedade, a sua com a do céu estar daquele jeito. E se, prestenção!!!, olhar imediatamente depois?? Então voc e estára cometendo uma matriz, um numero regular na aleatoriedade da relação voce-TONTO-OLAHNDOO CEU X CEU. E LOGO IMEDIATAMENTE VC DOIS, VENDO O CEU DOI.  Meu deus uma regularidade na aleatoriedade. Feito uma matriz, agora só mantar pro morfel, ou pra mim.... Trinity. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

mulher bomba



Querida amiga. Sei que você está acompanhando o quadro do fantástico sobre as obras de Helen Palmer, pseudônimo de Clarisse Linspector. E sei também que a senhora se sente incomodada com o tom burguesinho que esse quadro tem dado as suas noites de domingo. Então eu que muito lhe quero bem, devo instruí-la no sentido de exorcizar essa burguesa que insiste em apodera-se da senhora. Pra começar deixe dessas besteiras de acreditar no amor. O sexo é melhor. Mas o sexo lhe traz  um vazio terrível certo? Pois é ai que começamos o nosso exorcismo. O que é esse vazio que você sente quando tem tudo, quando o amor e o sexo já se mostraram incompletos? Essa coisas é a tal da vida. A vida é uma vazio terrível, nada aqui dura pra sempre, nem nada é definitivo. E nós viciados em agremiações insistimos em imitarmos repetirmos, assim como nossos pais, assim como nossos amigos e assim, repetindo vamos fingindo que a felicidade nos sorriu. Quando não, nos apoderamos de tábuas salvadoras como a igreja, o trabalho, filhos etc.. Querida: dance. O vazio foi feito pra isso, pra dançar. Encontre o ritmo que o seu vazio lhe impõe e dance com ele. Dançar ao ritmo imposto por outrem é passar a vida no faz-de-conta que é feliz. Nada mais provocador, anarquista e sedutor que uma mulher, ser-para-o-mundo-masculino que ser ela mesmo na sua qualidade trágica. Desafie-nos com alguma autenticidade e nós repararemos em você, nas suas roupas, maquiagem etc...  bjs m.paumirinha. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

kautrô de onzce

South Africa. Um breve relato de como vejo o futuro.

Quem dentre nós quer sondar o futuro? Todos! claro.  Tenho suposto que o futuro será algo como a áfrica do Sul retratado nos clipes do Die Antwoord, com algumas semelhanças a mesma Africa do Distrito 9. Ou seja, uma confusão dos diabos, mega populoso, multi racial e multicolorido. Os direitos e as liberdades civis terão, necessariamente, ampliar-se de modo inédito na história do mundo. 
A imagem que melhor me traduz o futuro é a de uma esquina qualquer na periferia de uma cidade qualquer de um país qualquer na periferia do capitalismo. Produtos chineses, tecnologia descartável, modismos e promiscuidade estética. (Ainda que sejam essas pessoas as que de fato vivem o capitalismo, os prós e os contras, os do centro do sistema vivenciam apenas os benefícios). As fronteiras musicais, sexuais, raciais estarão cada vez mais virtualizadas e des-virtualizadas: ainda existiram, porem, cada vez menos de maneira efetiva; se existiram fronteiras ideológicas elas serão efêmeras. Penso que o sistema econômico deixará de ter um centro programático, será sim um sistema que age por vias diretas e temporárias, semelhante a natureza. Ou seja, a economia deixará de ser algo cultural pra ser natural, seus objetivos serão o lucro, expansão a todo preço, quase como um organismo autônomo. Dilatada as margens do atual sistema (não haverá centro) com a real inclusão dos atuais marginalizados. No campo político a democracia irá expandi-se cada vez mais, assim como seus prejuízos, suas burocracias, etc. mas um sistema totalitarista dificilmente sobreviverá aos ares futuros. Penso que o futuro próximo será mesmo o fim da historia de tão confuso e inédito. Porem, pra quem sabe dançar não pode haver melhor ritmo. 

Yolandi Visser and Ninja of Die Antwoord - New faces: Die Antwoord

domingo, 3 de novembro de 2013

três do onze.

Você não me conhece, ou melhor, nos vimos apenas uma vez... Eu puxei assunto contigo sobre a possibilidade de você ser parente de um vizinho, mas, já sabia que não, era só pra ouvir sua voz. Só pra não deixar totalmente em branco essa oportunidade. Pois desde o primeiro momento sua beleza me encheu os olhos. Um tipo de beleza tão cheia de vida, cheia de força, até mesmo um pouco aristocrática. Que eu na minha condição de proletariado só posso apreciar, acima de qualquer possibilidade recíproca. Mas, agora numa agonia estranha, algo como um orgulho de sentir isso me toma. Sinto-me como um pedaço da natureza que vê outro pedaço dessa mesma natureza e tem muito prazer no que vê. E mais: orgulho de gostar disso. Eu gosto de ver você, suas fotos, seu modo de relacionar-se com os amigos. Um certo olhar doce que as vezes surge nas fotografias. O desenho perfeito da sua boca, as palavras quase ingênuas que troca com seus contatos. Talvez eu tenha invadido mais que podia, ao ler alguns comentários seus, mas o faço com a mais plena admiração. Te ver, com esse sorriso enorme, é como ver um por-do-sol, sobre uma cidade fria. São reflexos de força e esperança. Passe bem.

ou

Reflexões de Quando Fuçava seu Face.

dois do onze

"talvez seja o necessário pra ser feliz, uma boa dose de loucura".
Não. Sinceramente não quero a loucura. É anti-estético, anti-higiênico como o suicídio. Mas essa realidade, que invade meu espírito, me deprime. Por isso eu bebo, por isso as vezes me alieno, pra tentar fazer filtro nessa realidade. Só ler nela o que me interessa.

Alias é uma tese que tenho pensado. Nosso cérebro renascentista é capaz de suportar tanta informação? Tantos rostos. Duvido que Alexandre o grande tenha visto tantas fisionomias quanto eu. Pois por causa dessa virtualidade, rostos navegam sem corpos pelas redes e meu cérebro tenta de algum modo dar sentido a tudo isso. Trabalhando a exaustão. Alem de que tantas noticias, tantas frases, falas, novidades... seria possível digerir tudo isso sem ficar louco. Ou depressivo, ou estressado? Ou pior, conseguir deixar de viver nesse ritmo sem se desconhecer. Aspectos atuais da vida que não haverá respostas tão cedo. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

um de onze.

Olho um céu cheio de nuvens, um céu noturno que mereceria um sinfonia lenta, quase silenciosa. Penso que esse mesmo céu estava naquele dia em que eu esperava meus amigos, pra um show numa cidade próxima. Na verdade espera um só amigo, os outros conheci nessa mesma noite. Lembro de ter tentado me enturmar de qualquer modo, lembro também de ter me frustrado nesse propósito. O mundo é um lugar difícil.
Penso agora se eu sabia compreender a solidão nessa época. Creio que ela era um infortúnio, uma lastima pra um cara, como eu, que só queria ter companhia pra shows de rock. Agora tenho outra visão desse mesmo sentimento de estar solitário. Penso que é o ultimo estagio do “conhece-te a ti mesmo”. Pra compreender-se no mundo é necessário uma grande dose de solidão. Conhecer-se é ver-se limitado, num mundo tão vasto, tão cheio de gente e perceber que boa parte das pessoas que conhecia eram imagens inventadas por mim. Não! Ainda não criei amigos imaginários, criei sim qualidade pra pessoas das quais elas não dispunham. Quando passo no filtro “conhece-te” deixo de ter ilusões.
O prazer da amizade é insubstituível. O prazer da solidão é tão grande quanto, mas é uma conquista. O desprazer da amizade é contornável, mas, a dor da solidão é impossível disfarçar. Quando se está solitário, só ou acompanhado, vê-se cada minuto passando, e creio que é necessário ver mesmo, cada minuto de uma vida que esvai-se de falsos sentidos,ilisões, de perda de esperança, ou seja, de tudo que é negativo a vida. Porem, quando se está naquela solidão plena de si. Confortável dentro da própria pele (Maria Rita). Ah! É esse um ganho sem limites. É o conhecer-se. Desmistificar-se. Desertificar-se.
Como eu gostaria de ser como esse céu, voltar esporadicamente a forma antiga. Reviveria aquela noite e seus sabores doces e amargos. Mas.... pra nós o tempo é linear...

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Evolução:
Eu era uma vaca. Tava tão feliz de vaca.
Não fosse a necessidade de matar moscas não teria evoluído num ser de braços.

Toma agora seus filhas de uma varejeira.