sábado, 26 de outubro de 2013

caderno de exercícios.



No caminho muitas,
muitas,
pedras, pedradas, pedregulhos.
Muitos tombos, também ralados...
muitas vezes perdido,
parado, muitas vezes. Desistir
Aí: essa pedra
com brilho longe
(não parece ser daqui)
uma pedra de marte?
Pedra que elava o caminha á jornada.
Brilho que cega, dada a escuridão em volta.
Minha pedra. De marte.



Da vida que nada se leva, só uma lembrança triste de um quase, um pouquinho mais pra amar, ser feliz, gozar muito. Uma pequena maleta contendo uma quase vitoria, um desses pacotezinhos pra um pão, cheio de primeiros beijos, sexos, quase namoros e só. Pouco, muito pouco faltou pra que se realizasse o maior sonho, o maior desafio o melhor talento... tudo um pouquinho e só, ao fim de tudo, um quase. Antes mesmo de morrer ele teve uma quase grande inspiração pra um poema, de um sujeito que vencia o concurso, de um romance com final surpreendente, mas era só um sonho. Acordou. Esqueceu. Vestiu-se pra viver seu ultimo dia de...
...bom dia, dois reais de pão, já vou almoçar, já paguei a prestação e até amanhã...

Então os dias se findaram, quando ele olhava para o joelho. Uma pequena bolha que parecia uma pereba qualquer, era câncer de pele. Tomou a perna, depois, algo no sangue o fez desejar uma morte rápida. Olhava para o próprio joelho como quem olhava uma terra distante, um monumento em fotografia. Mas era câncer de pele, era o fim dos seus dias. Tudo começou com uma pereba no joelho, então ele morreu, deixou de ser, ele mesmo um pereba na vida. 

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