terça-feira, 17 de setembro de 2013

#felixiano


1.
Daqui a cinco anos? Pretendo estar, assim como agora, agindo pra que minha vida seja melhor, ou seja, quero estar sendo alvejado por, pelo menos, quinze tiros na cara. Antes quero estar viciado em crack, fumando a ponta dos dedos numa viela qualquer dessa cidade. Quero ser a sombra do espírito cidadão, tudo que ele não deve ser. Quero, daqui a cinco anos, ser uma nota breve de jornal  “ morreram 15”. Porque essas vidas não vale uma coluna ou uma foto p&b.  Meus pensamentos daqui a cinco anos serão os mesmos de agora: Antes não tivesse nascido, antes fosse um daqueles que ficaram na camisinha, que precipitou pela menstruo, que foi parar na próstata de um viado qualquer. Porque desse ponto, de vista e de vida, tudo é relativamente inútil.
Conta proposta:
A vida é a coisa mais democrática que existe. Ela pode, ainda que fira em seu cerne, defender a morte. Em todos os momentos em que eu, desejando morrer, desejando a morte, relativizei a vida, usei, de modo absoluto, seu poder. Ou seja, necessito de vida, de modo pleno até pra, pensar e desejar a não-existência. Francamente senhores a vida não é algo que seja fácil pensar sobre. 

2.

Ia postar que Beoynce é uma mulher incrível (e é mesmo) mas dai lembrei que tem muita gente tão bom quanto. E ele foi meio cuzona ao babar o ovo do Obama, sem motivos.

3. #feliciano

De um dia para o outro ele tem o poder de determinar prisões, baseados nos seus valores. Inclusive contra aqueles que não concordam com esses valores. O fato das meninas serem presas é reversível, o fato de ele, a partir de agora, poder mandar prender é estabelecido. Bem vindo ao estado teocrático do Brasil.

Ou

Estado contraditório do Brasil. esse pais onde o topless é proibido na praia e liberado no carnaval, televisionado.  No país de tantos cristãos, tão pouca caridade, e se há é chamada de populismo (to falando das bolsas) Agora temos os mais liberais cosmopolitas criticando os mais médicos e (!) reprovando protestos, até mesmo os pacíficos como o das duas meninas que beijaram na igreja do Feliciano. Obvio que o culto, seja qual for, deve ser respeitado. Mas o respeito pelos direitos humanos, pela cidadania, não se consegue marcando hora com o sujeito. Se não é possível falar deve-se gritar.  

E (ironia alert) se esses religiosos dizem que a homossexualidade é 1) doença, porque eles não curaram as meninas ali, onde se faz tanta cura, e por que impedem que “doentes” entrem na igreja? 2) espírito. Por que não expulsaram esses das meninas, eles devem estar práticos nisso, visto o tanto de exorcismo que ocorrem nos programas evangélicos. Pode-se argumentar que os milagres só ocorrem quando o doente quer, ou o pecador se arrepende. Mas e no caso dos possuídos, como eles podem querer ser salvos já que é justamente o seu querer que está controlado pelo mal? 

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