terça-feira, 27 de agosto de 2013

#agosto

Blz, belz, beleza, belezinha. Eu vou ficar aqui, sentado, calado, caladinho. Vou esperar esse cara. Fico assim olhando pro chão, ou, será mais certo olhar logo pra porta. Porque se esse cara vem , me chama eu to olhando pro chão e não ouço ele chama outro. O outro vai passar na minha frente. Tirando o fato de que ele vai receitar o meu remédio para o outro e eu vou ficar com o outro remédio, que provavelmente vai me deixar louco. Com câncer. E sabe como são as secretarias, ficam de olho no que você está fazendo e passam tudo isso para o medico lá dentro, então, quando ele sai da porta já tem uma ficha extensa de quantas vezes você olhou no relógio, (eu: duas. Ele: quatro eu sei. Eu: as outras vezes estava só lendo a marca no logotipo) e quantas vezes você foi ao banheiro. Esse item inclusive é o mais perigoso, existe mesmo a chance de eles te espiarem para ver se o sujeito lava as mãos, olha no espelho, olha dentro das narinas e confere o halito. Eu sei que isso é padrão. Então devo é ficar olhando pra o chão, mas prestando a atenção na porta. Se a primeira silaba que ele disse for a primeira silaba do meu nome. Ju  - levando – venal – vou até o banheiro – liano – pois não? Já seria minha hora doutor? Ou: já seria minha hora? (sem doutor) talvez eu deva até olhar pra o trinco, se ele se mexer já apronto pra levantar. Se não mexer não.  E digo que tarde fresca, que foto familiar bonita, conhece a praia? Ou: que consultório amplo o senhor tem muitos diplomas? Então nos abraçamos e concordamos em encarar esse problema de maneira natural e reta: cromoterapia.  A casa é melhor azul e verde, o teto com cores de aurora de verão e seus sapatos brancos. No tapete motivos em lilás. A cromo – so funciona – terapia – pra quem enxerga. O trinco! Minha – não? – silaba – será? Foi, não foi? Espero? Em pé? 

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