sábado, 29 de junho de 2013

pequenas reflexões sobre o momento definitivamente heteróclito, solitário e sufocante que vivo. com muito prazer.

Parem de brincar com comida! – vocês ai que usam de figuras de linguagem relacionadas com comida, saibam: vocês são ridículos. Vocês que falam que os revolucionários de ocasião foram criados á base de toddynho, alem de fazer propaganda gratuita estão desmerecendo o importante papel do chocolate na historia desse país, na sua influencia da literatura de um Jorge Amado por exemplo. Vocês que insistem na ideia de “coxinhas” como pessoas pequeno-burgueses, ignoram o maravilhoso sabor de uma coxinha de terminal de ônibus ou de padaria 24h? Você que já usou a expressão “bicha pão com ovo” pra se referir a alguma sub classe de homossexuais está, alem de preconceituoso, esquecendo o incrível sabor de um ovo estalado numa fatia de pão caseiro... Parem de imputar novos significados á comida, ela já tem um único e verdadeiro significado: vida.
Como Nietzsche falando:

Era uma vez um maluco, desses doidos-patrimonio-municipal, que discusava ao vazio numa praça. Todos sabiam que esse mesmo louco era, entre todos os mais sábio. Mas, todos sabiam também que o saber é perigoso e mesmo anti-natural. Por isso o chamavam de louco e riam dele. Antes mesmo que suas palavras lhes atingisse os ouvidos eles, prudentes, devolviam gargalhadas. Era uma vez...

Era uma vez um desses loucos que rompendo a tradição. O modelo prévio, vestiu-se de dialética e ao invés de discursar, conversou...mataram-no por isso. Mas, tarde demais, suas palavras já espalhavam-se como moscas, infectaram bocas, olhos...

De um gênio divino nasce o antídoto: arte, sorriso, paixão. E fecha-se um novo ciclo nesse canto de universo, nesse canto de eterno-retorno. Nessa Era, e era só uma vez...
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Psicologia? Autoajuda?Melhorar-se como pessoa? Deus! Fazer de mim um protótipo perfeito de ser humano? Ainda com um charme individual. Pois saibam que sei muito bem, esse protótipo é só casca, não cheira mal, mas também não sente perfume de um cabelo molhado, num cangote suado. Controla-se, por isso nunca sentirá o gosto do brigadeiro roubado. E nesse dia santo tenho que agradecer ao santo Danton por mais essa iluminação.
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Sobram chuvas, faltam lagrimas.
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Está provado (provando) só é possível filosofar em alemão.
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Micro ondas – aspecto da nossa cultura digno de nota: “dói um tapinha não dói” refrão vulgar pra desejos proibidos. Antes de avaliarmos a composição métrica e ou masoquista do tema vamos nos ater à 1) o tapinha foi uma febre, e já no seu auge todos sabiam que ele iria passar, assim como passou o bonde do tigrão, a Lacraia (Deus a tenha) e assim como agora vemos passar o Michel telo e seus pares. Vivemos numa época em que as grandes explosões do mundo pop fazem grande alvoroço, passam mas...2) continuam de alguma forma povoando a “nuvem” da cultura.

 Na melhor das hipóteses as manifestação políticas atuais são similar a isso. São ondas passageiras, localizadas e pequenas, porem, com força suficiente pra imprimir uma marca no tecido social.

Na pior das hipóteses as marchas serão politizadas, roubadas dos seus autores por aqueles com maior astucia política ( assim como o foi um fenômeno: Tiririca) elas serão institucionalizadas, burocratizadas e sufocadas no seu cerne.


As margens podem mudar o mundo. Mas o mundo nunca deixará de ter margens. Salve-se quem puder. 

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