domingo, 2 de junho de 2013

arte pura.

papel sujo




Então Gregório acordou. Igual há todos os dias. Nem um fio de cabelo a menos que ontem, nem uma ruga a mais, e como sempre: ainda tinha sono. Mas era tempo e deveria pegar o trem em trinta minutos.

Esses fatos, tão cotidianos, não são literatura, porque literatura é algo feito para surpreender, para encantar. Na literatura são usadas imagens surreais ( como um homem transforma-se em inseto) ou altamente dramáticas ( como ser abandonada pela família) tudo isso pra falar da alma humana, da solidão, pra espiar o gênero humano que procura um sentido pra sua existência.

Ai, nesse instante fomos nós que acordamos. E percebemos que essa tal arte literária nunca passou de um tremendo engodo pra vender papel. A literatura não á arte porra nenhuma, se fosse ela poderia sobreviver sem o papel, ser impressa nos muros, estar em circulação virtual etc... Fosse ela uma arte teria adentrado a virtualidade, assim como fez outras artes como as visuais ou as cênicas.

Até o dia de hoje compramos papel pensando comprar literatura. Rosas Ramos Machados Daltons todos operários cuja missão é encher paginas de celulose de palavras que iludem falando algo de alguém que não conhecemos e que vamos esquecer muito em breve: Passatempo.


A arte literária não irá para a virtualidade da internet porque ela é a arte de vender sujo de tinta muito mais caro que papel limpo.

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