quinta-feira, 27 de junho de 2013

anti-mérito

 Crente que raciocinar é um ato natural e necessário , portanto nunca motivo de erro ou acerto ou vergonha, me ponho a pensar num (tram rãmmmm) modelo ideal de justiça. Sim. Eu um sujeito sem grana, preso em casa, preso nessa cidade, antes de pensar em como resolver a goteira no teto gostaria de resolver o problema da justiça. Há varias definições pra o que é justo, um bom exemplo e talvez o melhor é o de Aristóteles, ele representa esse modelo com uma partilha: aquele que divide os bens deve ser o ultimo a escolher. Então é como uma pessoa que corta um bolo e deve dividir entre três parceiros, esse que corta deve ser o ultimo a escolher o seu pedaço. Assim ele jamais colocaria um pedaço maior, pois é claro que esse pedaço maior seria escolhido primeiro... enfim, um modelo desse parece ser perfeito. Mas nossa sociedade, capitalista, escolheu outro modelo: dar a cada um a parte que lhe é devida. Ou: meritocracia. Para esse modelo parece não haver adversários. Adversário sérios é claro, porque fanfarrões da esquerda e da direita podem falar por horas contra ou a favor dele e nada dizer. Mas, essa unanimidade um dia será rompida. E eu, apostolo do futuro já adianto a discórdia.
A meritocracia imagina que todos tem as mesmas condições, a priori. E têm mesmo, ou deveria ter. E deve ter porque no meu raciocínio não existe pobreza, nem exploração. Então se um cumpre com sua tarefa deve receber por isso, se um não cumpre não recebe. Mas vejamos a historia, quanta injustiça com os gênios. Foi a meritocracia que deu a Mozart uma vala comum, porque não enxergou o no seu tempo. Porque achou que todos devem produzir em escala industrial, padrão, igual. A meritocracia desconhece que a natureza dá saltos, portanto não existe apenas uma régua pra medir a todos e a todas produções. A meritocracia brilha como um sol de meio dia, acha que ilumina a todos por igual, desconhece que as partes mais distantes sofrem das maiores distorções, vide suas sombras.

É necessário dar um voto de confiança pra todos os humanos, os que produzem muito, os que produzem pouco. Isso é o mais próximo de um modelo de justiça que pude chegar agora devo dormir que o amanhã serão duas horas de ônibus lotado até o trabalho. Justo?

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