sábado, 20 de abril de 2013

Os Kibes


Aqueles que querem da arte, apenas uma parte
Eles participarão, eu paticipassinho
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Se procurares os vicios dos fracos nos fortes é certo que encontrará.
Se procurares as virtudes dos fortes nos fracos, não econtrará.

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Os Kibes.

- O Senhor quer um kibe? Dois real. É bom comer que essas coisas aí demora. Outra vez os cabras demoraram seis horas, tambem era tanto menino pra escolher isso aqui ficou lotado de criança. E os pais? Ficam mais nervosos que as criança mesmo. É um tal de pai gritar aqui que o senhor tem que ver... é duro pra eles né, são o que? Dez vagas e uma centena de criança. Isso tá ficando igual a futebol, quer dizer, futebol normal com o pé. Porque esse daqui é futebol também mas joga com a mão né? É bonito de ver esse negocio, os cabras corre que é o diabo, e pincha aquela bola de meia lua numa força do cão. Eu já estou pegando mais ou menos a coisa, a bola tem que passar naquele gol ao contrario ali, né. O bão é que dá pra fazer falta de monte. O senhor sabe que quando isso aqui começou nossa vila era pequena, tinha oque? Umas trinca casa só. Daí os japones fizeram essa empresa ai, daí mudou tudo, foi crescendo. Depois eles mesmos arrumaram esse campo, e começaram a treinar os moleque da vila. Deu o que ver pra convencer os menino a jogar com as mão. Todo queria era futebol mesmo, com o pé. Até que começam a gostar do negocio. Daí, sabe como é os menino ne? Um mes depois os diabo já tavam craque no negocio, deixam os japones pra tras com a facilidade de um cachorro correndo de ganço. E sabia o senhor que tinha aque um tal de marquinhos, Marcos era o nome dele mas, todo mundo conhecia por Marquinho, da dona Déte. O menino eram mais pra menina. Daqueles que fica em casa, lavando a louça ou ajudando as mulher nas coisas dela. Ele não gostava das coisa da menino não. Daí teve uma vez que chamaram ele so pra completar o time do futebol, porque sem time completo os japones nõa jogavam. Ele ficou mais ali pro fundo do campo, quase não pegou na bola. No outro dia de jogo o tal do Marquinhos veio de novo, já ficou ali mais no meio, passou a bola e foi indo.... depois de um tempo o danado no menino tava que tava bom na coisa. Corria feito doido nesse campo e não tinha jogo que ele não fazia gol. Acho que foi uns tres meses de jogo, os japones ficavam bobo de ver o tal do Marquinhos jogar, o menino era bom mesmo, parece que já sabia antes mesmo de ter jogado. Então num dia os japones vieram e falam que iam trazer um tal de um treinador pra ver o jogo, os melhores o treinador ia levar pro time dele e daria até dinheiro. Todo mundo ficou animado com o negocio e falaram que o Marquinhos ia de qualquer jeito. Até ele mesmo ficou todo alegre com o negocio de ir pra um time, ganhar dinheiro. No dia certo, era domingo, todo os meninos aqui, e já tinha uns pais que vierem pra ver o jogo, era domingo né? Único dia que os oreia-seca tem pra descansar  O tal do treinador não tinha cegado ainda, mas os japones já trouxeram uma bola, a molecada já comecou jogar, só que o tal do marquinhos não chegava nunca. Foram atraz dele na casa da D. Déte. “Marquinho já foi!” – “Mas não tá lá, não” – “Ué, vai ver que desencontraram...” Volta os meninos pro campo, e o tal não tava aqui. Só que o sujeito treinador já estava e todos começaram a jogar, o melhor que podia. Mas, de olho  esperando Maquinhos aparecer pra mostrar o jogo pro homem. Pois veja o senhor, o menino não veio, e também não jogou mais. Ficou em casa, ajudando as irmãs e só brincando brincadeira de menina. O time cresceu, fizeram esse campão aqui, tudo ficou diferente. E o menino foi estudar longe, parece que costurar. Era pra ser o maior jogador mas não quis, ou vai ver não conseguiu mudar da sua natureza né? Acho melhor o senhor comprar um kibe aí, porque esse jogo ainda demora, eu digo pro senhor.
Fim.

sábado, 13 de abril de 2013

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

sem tempo....quem nunca?


Um tantinho só de imortalidade não faria mal. Juro que não a usaria para tripudiar da vida, nem pra me igualar aos deuses. Na verdade nada do que sou ou faço mudaria, estaria apenas mais tranquilo, sem aquele sentimento que tudo passa, e passa e passa e que o devir é regra, que eu e você amanha já seremos outro. Um pouco de tempo sem-tempo, pra não ser o  ser-em-transformação. O tempo, aquele mesmo que comia a Mosé (por trás) também anda me encurralando. Não estou confortável. Ei! Tempo, dá-me um tempo. Um Oasis cronológico pra pensar o devir, que dentro dele nem Heráclito, o obscuro se satisfaz.

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ão anda me encurralando. nmia a Mose sem-tempo, pra ser sem ser-em-transformaçele sentimento que tudo passa, que o devir Essas palavras são tal e qual escritos de um naufrago. Testemunho de que, aqui longe, havia alguém, sentimentos e esperanças, e que esses sentimentos e esperanças eram a herança de uma civilização, herança de uma família e de um ponto de vista que a solidão e aridez foram destruindo, restou....
Um homem qualquer, inteligente e até culto, solto (nunca livre) entre outros quaisquer.  Percebendo que sua vida não passava de uma repetição inútil decide morrer. Não é e nem nunca será um suicida, ele não tem motivos pra morrer, assim como também não os tem pra viver, sua decisão e racional, lógica. Para explicar melhor, num idioma que todos conhecem, ele decidiu morrer porque seus ganhos, não superavam as perdas, viver era caro. Ele vai planejar sua morte assim como alguém planeja uma viagem, ou seja, ira pra um lugar que não conhece, mas, assim mesmo deve definir como, quando e como deixa o que fica por aqui.
Ele procura um amigo e explana sua empresa. O amigo horroriza-se, recomenda-lhe psicólogo, remédios, igreja.
Decide sozinho planejar sua morte. E descobre que nem culturalmente, nem antropologicamente um homem é capas de pensar sua morte. Nem mesmo um médico, que vê a finitude do corpo todos os dias, é capaz de pensar a morte. Antes, o medico diria: falecimento. Os órgãos, separados, já não operam e isso faz do todo um morto.  O homem faz parte da natureza, a natureza desconhece a morte.
Tudo se transforma, não morre.
Ou
O ser humano, ser mais próximo do Ser, que a natureza. Vê alem de seus limites próprios, vê que pensa, e reconhece as fronteiras do pensar. Pensa sobre a morte, percebe que ele é o fim da sua individualidade, um fim bastante confortável. Mas, é incapaz de observa-la sem horror, nojo e repulsa. E por que?
?
Hipótese: somos dotado de um natural horror ao não-ser, porque somos em ultima instancia parte do Ser, e o ser nunca quer transmutar-se em não-ser.  Isso se mostra claro também na vida cotidiana, odiamos o erro, o engano, o congestionamento. Porque tudo isso não faz parte de uma narrativa retilínea, racional que criamos para a vida. Não é parte do logos. É parte do erro.  É em parte do não ser, a imagem falsa do mundo, da opinião.  E cada célula do corpo, e do ser, carrega o ímpeto de continuar sendo, então, até mesmo o mais racional dos seres está impedido de pensar o seu contrario.
Hipótese:  Seria a natureza sempre proporcional, ou seja, sempre buscando simetria e portanto pensar a morte só seria possível se fosse na mesma medida que se pensa o seu contrario: a vida, sendo necessário muitíssima energia para tal, e portanto impossivel para qualquer mortal.  
Hipótese: nossa vida gira em torno do desejo, a morte não é desejável e nem deseja algo. É-nos impossível pensar fora do desejo e portanto é impossível pensar a morte.