segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

buceta


Era uma vez uma Buceta, Era bela, porem ... - deixemos os porem para o segundo parágrafo – a buceta era namorada de um caralho e amiga bem próxima de um cu. Essencialmente não diferenciava de outras tantas, mas essa porem...
Era uma vez uma buceta, que apesar do nome carnoso e sonoramente úmido não exista no mundo, era uma buceta textual, suas finalidades todas se encerravam no mundo imaterial da literatura. Se a buceta estivesse no titulo, sua função era, evidentemente, repelir leitores como as madames do Batel, as beatas da nossa senhora da luz e outros tipos comuns que não gostam da buceta. No subtítulo seu intento era afastar doutores, mestres e pos-doc em qualquer coisa que não fosse o simples prazer da palavra. Assim, buceta, no meio de uma frase qualquer ela poderia até estimular a leitura de um punheteiro qualquer, mas, assim: biceta buceta buceta e buceta ritmando no contratempo de uma bronha, ela vinha mesmo era atrapalhar qualquer tesão.
A buceta, no fundo do seu ser, imaterial, textual, só-palavra sem coisa era uma buceta que não coisava. Seu reino era aquele das palavras trancadas do lado de fora do fundo, como: liberdade, nunca, ife. O sabor da buceta está reservado aqueles que vivem fora do real, que se perdem em labirintos literários, cuja existência se limita ao final de cada livro, ao sonho de cada poeta ao som da palavra. A buceta é tão haicai quanto um sapinho pulado na água. 

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