domingo, 17 de junho de 2012

Variações sobre uma ação






Quando passva por uma esquina vi, atraves do  para-brisa, um menino que malabareava varetas no sinal. Estava chovendo, estava frio e as varetas apagadas. Ele vestia apenas uma camiseta branca, que molhada colava-se ao corpo minguado de pré-adolecente. É impossivel não fazer varias congecturas dessa imagem:

1)      que país é esse?! Onde pessoas mendigam, esmolam e pedem nos sinais, abaixo de chuva. Pra onde vão os impostos que pagamos? Cadê a assistência social pra impedir esse tipo de calamidade.
2)      Esse aí é um futuro delinquente. Esperto desde de novo, sabe que na chuva as pessoas não ter pena dele e logo, ele vai ganhar mais dinheiro, visto que não é de hoje que os pecados são aliviados com esmolas.
3)      É um happing: é arte acima de tudo, pois malabarismo é uma arte milenar, mas ele o faz sob a chuva e com frio justamente para contemporanizar a ação e assim fazer-nos refletir sobre a arte no nosso tempo e o nome da performance não poderia ser outra senão “a arte esmola”.
4)      Tenho duvidas da legitimidade da ação, estou tão desumanisado que sou incapaz de compreender uma situação tão simples porque se fosse verdade, descofio, se fosse arte, recrimino. Não creio mais na historia? Na natureza, nas pessoas? desconfio de tudo e até de minha capacidade de compreensão. Por isso penso em outra coisa e espero o verde.


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O mundo tem o comprimento da minha visão (mais ou menos)

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O eterno contorno? (ao que?)

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O ) ) )  )


O     tempo
)       mememe
)       memema
)       memeria
)       memoria

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O COMCRETISTMO buscava a poesia fora da subjetividade.
O  SIMBOLISMO dentro.
GULLAR na assucena.
E EU?
Só ni
VC

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RIO +20

+1 vão embora! Não temos mais indio pra gringo tirar foto.
+2 vão embora! Não temos mais ouro.
+3 não procuram pedras preciosas.
+4 se não no céu, nas arvores, no plantio orgânico.
+5 no coração da criança-que-tem-escola.
+6 voltem na Copa, tragam o aluguel.
+7 voltem na Olimpiada, tragam comida e remédios.
+8 voltem daqui mais 20, e nada disso será assim.
+9 porque nós venceremos.
+10 não desistimos e um dia acertamos no alvo: o voto.

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Um velho mendigo depõe: você que me vê assim não sabe, já fui rico, tive mulher hoje sou podre e viado. Paixonei pelo fulano e falei: paixonei em você. Ele: prefiro a morte. Eu falei: Orra!! Prefere a morte, porra mais a morte? Quequeéisso. Matei ele.

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Você me deixou.
Chorei. Parô. Saí.
E deeeeeeeeeeiiii.

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Qual lingua fala?
- a poesia – a do
Nazista, racista ou pacifista?
Responde: Eu falo o ista.

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UI EU NÃO TENHO CLASSE!!!
Nina simone

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Cachorro genial-au-au-au

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De: religioso
Para: Bicha.

Amo você. Amo sua familia, amo até seu corpo. Só não amo o que você faz com sua vida. Não amo seu viver, e não amo seu modo de amar. Fora isso..tudo bem, será que é podir muito você não ser você?

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Ninfeta


Dessas meninas-moça, magrinhas, com uma cinturinha fina que vou te dizer…faz duas trancinhas no cabelo pra ir á escola e na sexta: batom. Compra pirulito e faz foto, chupando. Tem mais contatos na rede que você tem cabelo na cabeça e fica te dando moral, sobre no onibus e “oi motô” vira pra amiga choraminga “miguxa, paga a minha?”. Te olha pelo espelho, te encontra fora de horas, te chama pra um “shopping” você cai, no estacionamento ela abre sua camisa, tira um faca e pede “o coração!” depos mergulha o aço no seu peito até o cabo.

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Aquele que como eu, vendeu sua alma pra Jesus e alugou vitalicia pro Diabo, é feliz!!!

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Aula de lingua.

De correr quase me matei.
Pra aprender a falar:
Pau no cu do Fist (day).

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Guarda a entrada do inferno um agente da CIA – monopólio dos dois lados.

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Dona Carme sabe das coisas: antes das sete o seu Chico não vem. Dai ás sete e pouco ela desce a ripa no traseiro da neta. A menina (terá quatorse?) baixa a calça e a dona bate forte, quer deixar inchado, e ainda mais que inchado: popozão. Depois passa uma base que esconde o vermelhão e quando o seu Chico vem cobrar o aluguel ela mostra o popozão da neta e fala “vem cobrar aqui o alugel”.

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Alice no pais do Idealismo, onde uma opinião coerente vale mais que uma bunda redonda.


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