sexta-feira, 22 de junho de 2012

EU (as vezes Tilda Swinton)



Tilda Swinton
Ponho uma vodka, geladíssima, amparo a testa no vidro da janela “estou exausta”. Olho para o gelo e algo em mim identifica-se com ele. Nessa absorção esqueci, sou homem? Mulher? Já fui mãe!? Ora! Deixo-me em duvidas... Gosto da duvida... Acabo onde surge a certeza. Não! Nada de certo me define. Quero continuar sendo o reflexo no vidro, nos olhos das coisas, sou imagem publica... Também.

Há a voz. Ela que me carrega a certas indeterminações. Hoje está de algum modo ausente, desfocamos-nos.

O Fernando (em pessoa) deixaria essas malas pra eu desfazê-las. Porem, não me atreveria sem alguma cerimônia. Devo antes encontrar A Voz, a luz e o caminho longo até minha essência... Não! Irei desfazê-las e seguir viagem, assim mesmo como estou. Ou, será hoje? Carrego comigo esse “espírito de manhãs de domingo”, então oscilei  o gênero,  drama e...

O ar está gelado, fecho a janela, a porta, os punhos, vou definitivamente desfazê-las, destruir. Resolvo: Sou Mulher, bicho humana, aço na voz e esmeralda nos olhos me caracterizam. Vou destroçar as malas.  

   

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