sábado, 30 de junho de 2012

O o bisplo



Porque, quando etc.. Não importa. O rito que vou descrever deve preferencialmente ficar em sigilo. Estávamos em um cemitério, em frente ao jazigo cujo epitáfio era: Aqui jaz um poeta\esse silencio, são suas obras completas. E eu, o bisplo  deveria, como sempre, pousar sobre a sepultura a flor de papel, símbolo honorifico de nossa antiga seita. Mas que por falta de outra demonstração acatamos também, nessa que é a reformada bispos e apóstolos de Maarte. Mas chovia. Do céu ruíam milhares de gotas de agua, precipitavam como suicidas as gotas e...bem, meus companheiros, obviamente não se importavam, visto que não mais possuíam corpos. Mas eu estava encharcado, com sono, frio, e sabia que na volta perderia o ônibus. Tentei apresa-los, mas, todo mundo sabe com é conversar com espíritos....um saco, falamos e consideramos as coisas de modo muito distinto.  Assim iniciou-se o rito:
Aqui – tempo e espaço, cruzando-se como magica, todos e todas as sensações estão ou estiveram no aqui, e a literatura projeta-se qualquer lugar e tempo para o aqui. Donde podemos supor que algo que não está no aqui, não existe e também que algo que está e não se expressa tampouco está de fato, antes mantem-se como potencia.

Jaz- otimamente usando para corpos defuntos etc.. porem é quase um sinônimo de aqui, tudo que jaz, jaz no presente, ou se prezentifica no exato momento que expressa-se. Já Jazida seria mais adequado, disse um de nós que por sinal achava o poeta bem joia. Foi ignorado.

Um – mais que zero menos que dois, mas ainda assim tem toda a singularidade pra si. De modo que não só é único com o mais único de todos. Todos aqueles que dizem: sou um, amplia seu discurso para: sou um e não temo a solidão de sê-lo. O poeta em questão não só fora único como falou sozinho por toda uma vida. O mestre que estava ao meu lado fez uma referencia ao fato de que ele com poeta nasceu vários e foi ao longo da vida, deixando rastros seus nas paredes, folhas e pedras por onde passou, quando estava definitivamente único, morreu. Dai o mestre chorou (meio boiola o mestre) e eu tive de recolher suas lagrimas, como relíquias.

Poeta – aqueles que escrevem poesia, poemas e outras inutilidades. Bebem muito, trepam pouco e são a voz e o corpo do seu povo. Não existe um poeta que não seja expressão máxima da sua cidade, província, aldeia. São despojos da língua, necessários pra manter a razão na maioria, visto que assumem pra si a desrazão das palavras. E também transformam aquelas palavras que encontram-se no aqui apenas como potencia e as atualizam.

Esse – iniciemos a uma conversa, situou-se o estado presente como comum a interlocutor e ouvinte. Alguém disse esse, então esse é um laço que liga o presente, do que jaz, como o presente daquele que lê.  (foi o momento mais bonito da celebração) de modo que estamos conectados como que jaz , no exato momento que lemos o esse.

Silencio – (nada a dizer)

São – ouve um certo vuco vuco, ao chegarmos a essa parte, porque não sabíamos que o silencio poderia ser mais que um, e sim, há uma logica possível nisso, um se cala por não ter nada pra dizer, outro porque não pode dizer, outro ainda por medo, vergonha, pudor. O silencio é a musica universal. Saber dançar o silencio é saber criar a própria felicidade. E sim, são.

Suas – novamente estamos sós, o poeta desata o nó que ligava a ele, e cumpre sua missão de único, protagonista, vanguardista, recorda-nos que suas e apenas suas são as

Obras – vinda não sei da onde, e não sem razão. Inauguraram uma forma? Emocionaram? Fundiram idiomas num talvez tratado de paz?  Eram obras, eram coisas feitas e ocuparam um lugar no tempo,  vão desaparecer junto como idioma que foram feitas. Eram construções de matéria: palavra e às vezes, emoção. Obras pra pedreiro nenhum botar defeito.

Completas – com um circulo, um trajeto de cometa, a agua de um rio. Tem de completar-se, chegam, invariavelmente ao seu fim, nem antes nem depois, na hora exata. Um disse  “ a natureza não faz nada em vão” ignorei.  Não compreendi.
Finalmente acabou, corri para o tubo, mas perdi o ônibus.  

terça-feira, 26 de junho de 2012

Aviso

Vou tirar tudo de mim, desejos, ambições, anseios e jogar tudo aqui, no papel, na tela. Vou ficar livre de tudo, tão nu quanto quando nasci.
Aviso: esse blog não é recomendado para pessoas menores, higiênicas ou felizes.
Foda-se, minhas putarias todas expostas em letras viscerais, os nomes das putas, putos e outras coisas que amei até a morte, todos...
Aviso: esse é um blog de ficção, os fatos aqui relatados são inventados.
Eu não minto, já fui do crack, travesti, mordi o cachorro do meu chefe e vou queimar a casa do patrão ainda essa semana.
Aviso: é mentira, juro.
Quase me matei pra ver as pessoas sofrerem por não me amarem, estava pensando mesmo em pular do decimoquinto ou decimosexto ou (quanto mais alto melhor, pra culpa ser maior) queria até ver os miolos espirando na cara dos lazarentos que hoje riem da minha cara.
Aviso: é só papo, ele é legal, juro.
Eu não vou deixar AVISOS , nada de censura,  minha vida sem censura, já.
Aviso: ele tá blefando.
Vai toma no cú.
Aviso: os avisos foram desativados.
Puts mais um?
Aviso: puts não é palavrão.
Puta que pariu
Aviso: esse é!
Aaaaaaaaaaaaah!

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Vanguarda

Vou rotular-me: sou de vanguarda. Não! Ainda não criei uma nova modalidade de arte, nem de música, e tampouco artes plásticas. Eu sou de vanguarda, compreende? Eu existo na dianteira dos grupos sociais, porque não caibo em nenhum deles.
E qual a função de um vanguardista? É dar uma resposta, ainda que provisória ás novíssimas perguntas sociológica, filosóficas, artísticas etc... para que meus filhos, netos, sobrinhos não percam o seu precioso tempo resolvendo problemas do nosso.
Na vanguarda dos exércitos, todos o sabem, vão os piores soldados porque podem ser os primeiros a morrer e não faram muita falta. Ou seja, baratos e facilmente substituídos. Porem não se pode estar na vanguarda sem ousadia, ou seja, noventa e nove por cem pessoas não servem para vanguardar.

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Apóstolos da morte – julgam com seus dedos podres aqueles que não referenciam o cadáver de Cristo. Não sabem que nem Cristo referenciaria á um cadáver. Antes Ele louva a Vida. Mas os apóstolos não se comovem e diante da beleza, fecham os olhos, os punhos e os ouvidos.  Apegam-se a livros tão mortos quanto eles e disse “A Lei”. Fraco e pobre nada posso contra eles, mas a vida que há em mim, e há no mundo, provará que as falas truculentas desses, nunca passou de ruído no canto eterno da Vida.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Essa propriedade está...





Sentir todo mundo sente. Intuir, só os distraídos vencedores. Ver é mais raro, porque necessita compreensão, tradução, que não é algo imediato... e estou falando apenas de uma praça, que por força de cotidianisses sentei hoje. O vento nas arvores, o barulho dos carros e ônibus, a agua dançando no chafariz, eu senti na praça. E nas formas particulares de seu projeto e das pedras da calçada intuí: a praça é antiga, data do começo do século passado, e não apenas nos seus elementos normais de praça como calçada, bancos, chafariz, há o testemunho do tempo no discurso mudo das estátuas e bustos. Um professor homenageado que olha fixamente para a universidade, um senador discreto no canto, alguns militares esquecidos, e... uma atriz! De fronte ao teatro Guaira, sua mascara sorri copiosamente, em contraste com as outras, seus cabelos encaracolados contornam o rostos e o céu, rugas ao redor da boca e dos olhos marcam uma vida toda sorrindo ou chorando, verdadeiramente, os dentes são gastos e sinceros, ela toda é sincera e eloquente, exagerada também. Ela é Lala Schineider.

Alguns postes ostentam uma forma romântica, (nosso desejo de amar?). As arvores antigas declaram que há vida, ali se respira. Vive-se, ainda que por poucos instantes, visto que a praça é um lugar apenas de travessias.( A não ser para mendigos e sem-tetos, cuja presença é quase necessária numa praça que se prese.) As crianças, os velhos, as pombas todos os elementos das praças de todas as cidades do mundo, estão presentes. Mas, na Santos Andrade eles estão dispostos “dessa” forma, “nesse” tom, e tem “esse” barulho. “Isso” não se repete em nenhuma outra praça. E (não tenho certeza) nenhuma outra praça do mundo tem um monumento à uma atriz. Uma heroína efêmera que agora  sorri para toda a eternidade talhada em bronze. O que lhe da uma nota trágica: ela, uma atriz, presa, por ferro e cimento a sua própria personagem. Nosso povo, não satisfeito ainda re-reproduz a imagem tirando fotos, passando da memoria do bronze para a de bytes da maquina digital (confio mais no bronze)

Essa praça ainda verá muita coisa. Passaram por ela muitas pessoas apressadas, multidões revoltosas, hordas anarquistas e todos sentiram o ar fresco as arvores centenárias. Alguns hão de intuir, se olharem para as pedras da calçada, que a praça é histórica, outros intuirão que eles mesmos fazem parte da historia. E outros vão sentar no banco e tentar traduzir num texto como sente essa propriedade do povo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

EU (as vezes Tilda Swinton)



Tilda Swinton
Ponho uma vodka, geladíssima, amparo a testa no vidro da janela “estou exausta”. Olho para o gelo e algo em mim identifica-se com ele. Nessa absorção esqueci, sou homem? Mulher? Já fui mãe!? Ora! Deixo-me em duvidas... Gosto da duvida... Acabo onde surge a certeza. Não! Nada de certo me define. Quero continuar sendo o reflexo no vidro, nos olhos das coisas, sou imagem publica... Também.

Há a voz. Ela que me carrega a certas indeterminações. Hoje está de algum modo ausente, desfocamos-nos.

O Fernando (em pessoa) deixaria essas malas pra eu desfazê-las. Porem, não me atreveria sem alguma cerimônia. Devo antes encontrar A Voz, a luz e o caminho longo até minha essência... Não! Irei desfazê-las e seguir viagem, assim mesmo como estou. Ou, será hoje? Carrego comigo esse “espírito de manhãs de domingo”, então oscilei  o gênero,  drama e...

O ar está gelado, fecho a janela, a porta, os punhos, vou definitivamente desfazê-las, destruir. Resolvo: Sou Mulher, bicho humana, aço na voz e esmeralda nos olhos me caracterizam. Vou destroçar as malas.  

   

domingo, 17 de junho de 2012

Variações sobre uma ação






Quando passva por uma esquina vi, atraves do  para-brisa, um menino que malabareava varetas no sinal. Estava chovendo, estava frio e as varetas apagadas. Ele vestia apenas uma camiseta branca, que molhada colava-se ao corpo minguado de pré-adolecente. É impossivel não fazer varias congecturas dessa imagem:

1)      que país é esse?! Onde pessoas mendigam, esmolam e pedem nos sinais, abaixo de chuva. Pra onde vão os impostos que pagamos? Cadê a assistência social pra impedir esse tipo de calamidade.
2)      Esse aí é um futuro delinquente. Esperto desde de novo, sabe que na chuva as pessoas não ter pena dele e logo, ele vai ganhar mais dinheiro, visto que não é de hoje que os pecados são aliviados com esmolas.
3)      É um happing: é arte acima de tudo, pois malabarismo é uma arte milenar, mas ele o faz sob a chuva e com frio justamente para contemporanizar a ação e assim fazer-nos refletir sobre a arte no nosso tempo e o nome da performance não poderia ser outra senão “a arte esmola”.
4)      Tenho duvidas da legitimidade da ação, estou tão desumanisado que sou incapaz de compreender uma situação tão simples porque se fosse verdade, descofio, se fosse arte, recrimino. Não creio mais na historia? Na natureza, nas pessoas? desconfio de tudo e até de minha capacidade de compreensão. Por isso penso em outra coisa e espero o verde.


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O mundo tem o comprimento da minha visão (mais ou menos)

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O eterno contorno? (ao que?)

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O ) ) )  )


O     tempo
)       mememe
)       memema
)       memeria
)       memoria

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O COMCRETISTMO buscava a poesia fora da subjetividade.
O  SIMBOLISMO dentro.
GULLAR na assucena.
E EU?
Só ni
VC

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RIO +20

+1 vão embora! Não temos mais indio pra gringo tirar foto.
+2 vão embora! Não temos mais ouro.
+3 não procuram pedras preciosas.
+4 se não no céu, nas arvores, no plantio orgânico.
+5 no coração da criança-que-tem-escola.
+6 voltem na Copa, tragam o aluguel.
+7 voltem na Olimpiada, tragam comida e remédios.
+8 voltem daqui mais 20, e nada disso será assim.
+9 porque nós venceremos.
+10 não desistimos e um dia acertamos no alvo: o voto.

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Um velho mendigo depõe: você que me vê assim não sabe, já fui rico, tive mulher hoje sou podre e viado. Paixonei pelo fulano e falei: paixonei em você. Ele: prefiro a morte. Eu falei: Orra!! Prefere a morte, porra mais a morte? Quequeéisso. Matei ele.

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Você me deixou.
Chorei. Parô. Saí.
E deeeeeeeeeeiiii.

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Qual lingua fala?
- a poesia – a do
Nazista, racista ou pacifista?
Responde: Eu falo o ista.

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UI EU NÃO TENHO CLASSE!!!
Nina simone

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Cachorro genial-au-au-au

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De: religioso
Para: Bicha.

Amo você. Amo sua familia, amo até seu corpo. Só não amo o que você faz com sua vida. Não amo seu viver, e não amo seu modo de amar. Fora isso..tudo bem, será que é podir muito você não ser você?

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Ninfeta


Dessas meninas-moça, magrinhas, com uma cinturinha fina que vou te dizer…faz duas trancinhas no cabelo pra ir á escola e na sexta: batom. Compra pirulito e faz foto, chupando. Tem mais contatos na rede que você tem cabelo na cabeça e fica te dando moral, sobre no onibus e “oi motô” vira pra amiga choraminga “miguxa, paga a minha?”. Te olha pelo espelho, te encontra fora de horas, te chama pra um “shopping” você cai, no estacionamento ela abre sua camisa, tira um faca e pede “o coração!” depos mergulha o aço no seu peito até o cabo.

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Aquele que como eu, vendeu sua alma pra Jesus e alugou vitalicia pro Diabo, é feliz!!!

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Aula de lingua.

De correr quase me matei.
Pra aprender a falar:
Pau no cu do Fist (day).

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Guarda a entrada do inferno um agente da CIA – monopólio dos dois lados.

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Dona Carme sabe das coisas: antes das sete o seu Chico não vem. Dai ás sete e pouco ela desce a ripa no traseiro da neta. A menina (terá quatorse?) baixa a calça e a dona bate forte, quer deixar inchado, e ainda mais que inchado: popozão. Depois passa uma base que esconde o vermelhão e quando o seu Chico vem cobrar o aluguel ela mostra o popozão da neta e fala “vem cobrar aqui o alugel”.

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Alice no pais do Idealismo, onde uma opinião coerente vale mais que uma bunda redonda.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Curitiba, onze de Junho.

Sentado em frente ao cemitério municipal, cansado de andar e cansado de existir, tento não pensar em vingança. Porque acabo de ter recusado o exame de vista do Detram, pois atrasei dez minutos. Estou, sempre fui, refém de uma maquina estatal, corrupta, ineficiente e arbitraria. Meus pés e mãos estão atados pela burocracia dessa maquina. Não posso pensar pensar em vingança porque é mais uma falsa esperança, é desejar o impossivel. O Estado não sente, ele não é. Ele é a ágora usada para fins particulares, e esses particulares são inatingiveis, ou se atingidos são substituidos por outros igualmente vorazes sobre nossa fraquesa e na nossa incapacidade. Perplexo não. não é a palavra pra definir meu sentimento. A passividade desse povo. Eu já os conheço. Estou tentando compreender para me compreender para agir no âmago, no alvo e assim vingar (henri thoreau. o que ele diria?) Se somos um pais de idiotas naõ é dificil comandar, a revolução eficas é a educação…com essas dividas e esse sentimento anotei os diversos pensamentos de uma tarde, cada um diz uma coisa, se alguem coniderar boa ideia os ler saiba que nada disse é A Verdade, apena minha verdade.

1.
- Enquanto a pírula Cristo estiver agindo esse povo não acorda.
- Enquanto tiver micareta, samba, telenovela, também não. Mas voce agride apenas o mais facil: Cristo. É facil atingir alguem crucificado, é facil eleger um culpado e chuta-Lo.
 - O que voce surgere então?
 - Se eu soubesse a resposta não estava conversando com você. Mas vejo que em politica não deve existir religião e nem não-religião.

2.O Detram é demorado, sujo, desorganisado. Esperei por horas para ser atendido por equipamentos ruins e uma moça de luvas, pra não tocar em mim. Mas não consegui renovar a CNH porque meus 10 mim de atraso não foram tolerados. Queria me vingar e ensinar a esse povo também se vingar, queria que o Detram sentisse a dor que eu senti. Mas, de nada adianta, sei que meu maior problema não é o atraso é o dinheiro, perdi 101,79 e o tempo e a dor de mais uma esperança falsa. Me vejo sugado por uma maquina estatal que naõ cessa de atrapalhar os desejos meus e daqueles que sonham. Talvez não porque ela queira mas porque é mal administrada e está na mão de maus-caracter que alem disso tem dinheiro pra compar coreligionarios e ensinar (nas escolas e afins) o valor do “calar é ouro”.

3.Onde foram para os torturadores da ditadura? Desapareceram no meio da multidão ou desmancharam-se no ar? Ainda que o fizessem o sentimento que impuseram por vinte anos no povo não desapareceu, a ordem é ainda um ordem militar. Pensar só é possivel dentro de margens fixas, como estábulos. Não se tolera devergências ainda se busca uma retidão de quaserna nas ruas, nas escolar e no rosto das pessoas. Até a voz e o vocabulário é moldado assim. Se voce um dia já pensou “bandido bom é bandido morto” está bem dentro dos limites do estábulo. Pensar é ir alem disso, se não tiver preguiça é claro, dado a falta de prática…

4.Se lutamos por liberdades individuais é porque sem elas nada se constroi, sem ter direito a minha voz, na tonalidade que eu bem entender  e sobre o assunto que eu quiser, não posso avançar para  a liberdade civil. Desejo a individulalidade porque a civiliade está uma merda. So tenho direito de obedecer, para impostos, seguir normas e de não-fumar. Por isso 3 milhões de pessoas se reunem pra revindicar o direito de dar o cu. Porque o direito à saúde, cultura e segurança é utopico.

5.Aquele que te dá respostas prontas te proíbe (ou quer te proibir) de pensar sobre a pergunta.

6.Estudos pra uma peça: Olá sou Paulo e despreso com maxima sinceridade esse olhar piedoso que me direcionam, se me veem como inválido , pesso que pensem na sua liberdade de pagar impostos, de obedecer leis estupidas de tigar a tv e só ter bbb pra ver, bundas, beatos e bola. Voce pode fujir disso? Ou apenas resignar-se e conviver com tudo isso, como eu, invalido. Tenham dó de vocês mesmos.

7.Criatividade – aquele que inventa palavras mantem preso as linguas, e consequentemente o pensamento de uma epoca. Quando inventaram essa: Criatividade, superaram em tirania o proprio Mao. “ser criativo é dadiva de apenas alguns” diz a moral. “só 1% da humanidade tem o direito de ser criativo”. Ou poderia dizer também: o resto da humanidade deve ser  igualmente mediocres pra não ser ridiculo.

8.Estudos pra uma peça: não seja tolo. Não creia em conspirações, nem pense na possiblidade de meia dúzia de pessoas comandar, sublinarmente, a vida de milhões. Não acredite que nossa imprensa é idiotizante, que nossa musica está a serviço da burrice. Afinal estamos imunes a burrice visto que o poder ( na mão de meia-dúzia)  investe no sistema educacional gratuito.

9.O poder do Estado é economico, não fosse assim ele não seria tão eficiente na arrecadação de impostos. Talvez minha vingança contra o Estado é ser pobre.

10.Para fuder com o estado tenho que conhecer minhas potencialidades. Vejamos, eu não nasci ontem, sou capaz de pensar e de fazer teatro, não tenho grandes prisões ( nem a maior de todas, o amor) não preciso de aplausos e sua opinião não me interessa, porque falta a ela originalidade.

11.A caminho do matadouro a vaca revindica seu direito de ir e vir. Se a concedem ela agradece a Deus, se a negam ele resignada diz “Deus é mais”.

12.Quem rouba do Estado empresta-se a Deus. E ai daqueles que blasfemando dizem faltar escolas, saúde, segurança. Pois é visto à olhos nus que o povo não quer isso, se quisese pedia.

13.Colocavam escravos africanos de diferentes etnias numa mesma sensala pra diminuir a possibilidade de coligação. Essa ferida ainda não cicatrizou, nosso povo não é UM povo, é um aglomerado muito distinto entre si, e quando essas diferenças não bastam os capatazes relembram outras: ele é gay disem aos heteros, ele é neto de racista disem aos negros, ele catolico, ele ex-catolico, ele ateu, rico, sertanejo, garantido ou caprichoso. Assim bailamos cada um na sua musica. E pensamos fazer-lo bem.

14.Bebamos nossa fraquesa – alcool etilico.

15.Um cego passou por Shakespeare. Ele compôs um soneto, porque só Shakespeare é capas de enxergar o que só um cego não vê.

16.Religiosos não gostam de homosexuais porque eles são uma prova irrefutável contra o livre-arbitrio.

17.O mundo é um banheiro publico, aquele que não espressa-se no fedor de suas necessidades o faz com um “quero rola” rabiscado na porta”. Ou os dois.

18.Aquele que a si mesmo impõe um objetivo e o alcança. Venceu o mundo e pode dizer: vim vi e venci.
Aquele que a si mesmo impõe um objetivo e não o alcança, não vence ao mundo mas, supera-se em qualidade e pode dizer vim e vi.
Aquele que naõ tem nenhum objetivo pode dizer não me vi.
Dos três nenhum é superior a outro.pois o mundo é o grande objetivo e aqueles meras partes.

19.Aquele pássaro mesmo preso voa, pois leva com ele a gaiola.
Aquele outro preso ficou a vida toda.
Aquele não vê sua gaiola e canta.
Na natureza nenhum é superior ao outro, pois são pássaros! Se fossem homens o primeiro seria uma mãe, o segundo um homem comum e o terceiro o artista, e seriam todos, novamente, iguais.

20.O pais é do futuro mas o  presente agoniza, sangrando no chão, depois de levar um tiro na cara (dívida de crack) a espera da ambulância, presa no congestionamento.

21.“solo vemos o que comprendemos” Borges. Não posso ver o bebê na cara do velho, mesmo intuindo que ele já o fora porque não posso compreender o tempo abstratamente.

22.As pessoas expressam através de suas roupas o sentimento que ás constrange. Vê quantas usam preto?

23.A necessidade de sobreviver impõe sobre mim o fardo de louvar o Eu.

24.Você é Eu sem dor.

25.Um cena que testemunhei:
O samurai contra o capoerista.
1) o capoerista sai na frente porque, ninguem tinha percebido, tem em si um rigor, apesar da aparencia desleixada.
2) mas o capoerista bebe, por isso enfraquesse.
3) o samurai, esqueceu o zem  e impacienta-se.
4) o capoerista lança um golpe “você está na minha terra”
5) o samurai é globalizado, não abala e sentencia “ vá se foder!”.

26.Minha bizarrice consiste em ter uma parte sobresalente que exige tradução para literatura.

27.Ver de novo já é re-visão (reflexão). Será por isso que hodiernamente louva-se apenas o super-novissimo?

28.Nosso povo tem medo de encontrar a si mesmo numa dessas ruas escuras. Quem não teria? Ver algo branco-preto-amarelo-vermelho, nem alto nem baixo, alegre e triste, sambando à galope, falando dose sotaques numa frase só. Deus me livre!!

29.2012 suprendemos com distenções estanhas como familia x familiaridade. O tempo terá a acepcia de nos esquecer.

30.Num sonho eu era o cordeiro imolado ao deus da ordem e progresso. A direita a chorosa esfinge de minha mãe, à esquerda, a de minha tia cuja existência tem sido uma carpidação. O relógio estava parado no um. Antes, o relogio só tinha um. Se sofria? Nem por um instante. 

sábado, 9 de junho de 2012

Uma rosa pra Carol.


 

Carolina. A mais casta dos Neves, estava sempre adoentada, passava dias na cama. Suas irmãs para alegrá-la contavam historias de princesas, príncipes e suntuosos casamentos reais. Sonhadora – ela podia sonhar – imaginava uma grande festa para suas bôdas. Mas, o tempo não deixou, Carolina morreu aos quatorse anos. Como de costume, se virgens, enterravam com vestido de noiva.

Carolina, branca como uma folha de papel, num vestido igualmente branco com bordados em prata e um colar com pingente encravado de brilhantes e um madre-pérola no centro. O pai não enonomizara na derradeira homenagem à caçula. Na cabeça uma tiara de infinitos cristais, ao meio, uma pedra de rubi. Era, sem dúvidas, a mais bela noiva morta vista nas redondezas. E poucas coisas são tão belas quanto á uma virgem defunta.

Descansava em paz a menina. A familhia ia se consolando com a continuidade dos dias. E a noticia não parava de correr: “disseram que fora enterrada com panos finissimos”, “ com ouro e prata nos dedos” ou “que as flores eram de narciso importado, isso vi”. Tanto que o túmulo passou a ser visitado por muitos, quem nunca viram a menina em vida.

Numa noite, dois meses depois de  enterrada, três rapazes entram secretamente no cemitério. Munidos de picaretas e martelos eles violam o jazigo. Com pés-de-cabra e barras de ferro ele arrebentam as trancas que celava o caixão.

Dos desejos humanos, poucos encontram barreira na moral, ou no medo. E o da cobiça é um desses. Os homens nada sabiam da vida da menina. Apenas ouviram dizer que com ela estava uma quantia de joias e por essa eles procuravam. Mas, os deuses dos céus ou dos infernos, cobram caro a violação do reino dos mortos.

O mais jovem dos três homens chegou perto do rosto da moça. A visão o petricficou, parte do rosto estava apodrecido, vermes rompiam em indas e vindas as bochechas e os labios, entre o cabelo e a testa pedaços de carne penderam, era visível o crânio. Pórem intacto os brilhantes da tiara, o colar e o grande rubi que cintilava. O rapaz prendeu a respiração, pois o cheiro era insuportável e tateou o colar até o fecho. A moça soltou um suspirou profundo, ergueu os braços e enlalou-os, com força brutal, o pescoço do rapaz. Feito isso, permeneceu inerte, morta completamente, então.

Os dois ladrões correram e deixaram o novato nas braços fixos da noivinha, que possuida de uma força monstruosa o manteve assim até o outro dia. Quando foram encontrados os dois corpos, pois o rapaz morrera de um ataque de nervos.

fim



caderno de exercícios.




                                                    Uma bailarina de pés quebrados;
                                                          um cão sarnento;
                                                          uma vida sem amor;
                                                          palavras sem sentimento.


 

 Falta injustificada

Faz quatro ou cinco dias, mas poderiam ser meses ou até anos. Eu resolvi por conta própria acabar um suplicio. Fiz o que qualquer pessoa faria. Ou melhor, fiz o que qualquer personagem de Goethe gostaria de ter feito: suicidei-me. Fracassei, porem. E a quatro ou cinco dias ou anos recebo a visita de amigos e parentes. Em seus olhos um misto de curiosidade mórbida, com desprezo e não raro um riso preso. Confesso que também eu quero rir às vezes, mas tenho dois tubos da boca, pra oxigênio e comida. A senhora minha mãe, que veio de sua cidade assim que soube do ocorrido tem no olhar a mais difícil das perguntas, e o paradoxalmente o mais apaixonado carinho. Entretanto com o seu amor de mãe não foi capaz de evitar um tormento eterno que ela causou em meu espirito: me perguntando ao ouvido “Porquê?” desde então passo noites e dias ou talvez anos, como disse, a procurar a resposta e não a encontro. “Porquê? Porquê?” ecoa como uma reza satânica. “Porquê? Porquê?” como se todo o universo esperasse por uma resposta convincente. “porquê? Porquê?” por amor?, Doença? Fome? Arte? Honra? Ou !?. “Porquê? Porquê?” e por mais que tente não consigo lembrar, ou criar, um motivo só posso pensar: “porquê não?”.

Ato cronológico.

A mãe está nas últimas contrações. O bebê nasce. Os médicos entregam o menino para a mãe que sorri num misto de alívio e dor e entrega ao pai. Ele sorri, ponha o bebê a distancia do braço, tira o revólver da cinta, mira na cabeça da criança e dispara. O projétil sai da arma, segue o rumo da testa do menino. Lento mas, ininterrupto. Colocam o bebê no berço, na cama, na pré-escol
a, no primário e o projetil avançando sempre. Sem perder seu alvo. Chega a adolecência, a vida adulta, ao amor e desamor, á velhice. Aí falta poucos milimetros para que o pequeno pedaço de chumbo cumpra sua meta. E numa noite, com o céu nublado e vento frio…xeque: o velho sente uma leve dor de cabeça, desculpa “é um AVC” e deita. Xeque-mate: morre.


O desquite aconteceu 
Porque você tinha mais
sonhos do que eu

 
Com essa cara de fome
Nem o tempo te come.



Peidei em sol-maior
Se é mais porco
Peide em Bach de-cor.



Digo,
sou sincero:
o simples do mais simples
é o que quero.

  


 a) depois de um sexo selvagem você pergunta confiante "foi bom pra você?".
 b) depois de um sexinho malomeno você pergunta ansioso "vamos nos ver de novo?".
 ou
 c) depois de um fio-terra você ordena vingativo "agora cheira o dedo desgraçada!".



Nome de filha que homenageia o velho e o novo: Hacker de Queirós.


Meu pensamento está como a flecha de Zenão, não se move porem não está parada, antes inquieta-se no mesmo lugar.



É como estar numa galeria de arte, cercado de obras-primas dos melhores pintores e escultores mas perceber que trata-se de um labirinto… a cada volta mais e mais obras, a cada virada mais e mais beleza mas, não saída. Viver é muito perigoso.

  
O homem de colete e bigode dança ao som do creu. As pessoas riem, porque ele é solitário e bêbado, porque ele não pertence a essa cidade nem a moda atual. Não há censura, nem decoro: todos os diferentes serão tratados com diferença e quase sempre descriminados. “Haja de tal modo que a máxima de tua ação seja inferior a minha e assim posso ser feliz”. Eu por minha vez, aconselhei-me a partir, a deixar para traz essa multidão indigna de liberdade, mas... (inferno) só existo pertencendo-a. Então me juntei a roda dos que escarnecem e tive uma ótima noite.


Novamente você tinha absoluta razão: não sei cuidar da mim, nem dessa casa, nem de um miojo que fica cinco minutos ao fogo e tem que temperar depois... AH! Sim eram três minutos. E você não gostava quando eu colocava o tempero pronto, que dá azia e comia em frente a TV que dá miopia. E dizia que eu não sei me alimentar direito e nem me vestir bem. Tudo isso! Você tinha razão. Então por que partiu? Aqui você estava sempre certo... Porque ir ao encontro desse incerto futuro, porque não escolher esse habitual mundo de coisas tão familiares? Acho que você não sabe o que quer. Eu sei: você de volta. Tudo de volta.


Imediatamente calei. Esperei que o coração e a mente se aliassem. Pensei em correr, mudar de rumo. Pensei na praia, no água do mar, nas nuvens que certa vez descrevi num poema lindo, que todos acharam péssimo. E quando calmo refiz a pergunta. A resposta foi a mesma. Corri. Mudei de rumo. Fui ao mar. Rasguei todos os poemas. E não, não posso suportar. Você lembra? Era apenas um personagem 2d de minhas segundas intenções, era um ponto entre mil relações que construí. E agora desfia minha teia, com a calma velha que destricota. Você não tem medo de mim? Você não tem pena de mim? Dó....tem?


Ensinamentos: se você der um peixe para um homem ele come um dia.
mas, se você der um homem para um peixe, meu irmão, ele como por uma semana...
e mais: se você der um caramelo pra um banguela, vei, ele batalha com ele por duas semanas... e se você der uma mão pra um canibal, ele lancha.





 E no próximo bloco: (sabemos que até lá você já deve ter esquecido tudo de importante que foi dito nesse ((menos da bunda da fulana)) e deve ter adquirido novos desejos imprescindíveis por meio de nossos comerciais, terá a paradoxal sensação de que tua vida é uma merda sem aquele carro, mas, pode parcelar em sessenta vezes e ser assim feliz e que para dor nas costas nada melhor que uma droga nova, novíssima, muito melhor que aquela outra recente, e que mulheres são facilmente atraídas pelo cheiro do novo perfume e que tudo cientificamente provado é tão certo quanto Deus. Você faz parte de um povo que não desiste nunca e não pode, em hipótese alguma ,fazer parte daqueles que não tem Visa, Net, Axe (( ou outro algo de poucas letras))) no próximo você tem a importância que teve nesse: nenhuma.



Facebook vicio psicanalista barato que me ouve e ouve e sei lá o que pensa provavelmente o pior visto que nada pode dizer a não ser curti ou nada e a segunda opção é muito muito mais usada e meus pobres dardos indiretos ão de atingir o alvo? meu fiel amigo devo admitir que apesar ou por você posso me imaginar conectado com o mundo dos anonymos e cults e críticos e politizadas amigos virtuais que da minha vida nada sabem e eu por minha vez aprendo sobre mim na medida em que não sou nada disso porem chega esse momento que tenho pena de mim forever alone sorte ter adicionado Derpino que ironicamente me questiona e a minas pira no Jesus curtido por milhões e criticados por outros milhões é linkado googado gifado pra render mais e mais discussões e divisões partidárias nesse mar vermelho azul rerepartido pela citação de Clarisse e caio quando a primeira dizia sentar a vara nesse escritor baitola mas foi bloqueada. então aproveita e #vetaTudo



Acordei, cadê minha antiga solidão? Onde está a velha nostalgia da Curitiba perdida? Cadê os sonhos da juventude que ia mudar o mundo? E o sentimento de amor universal? Ah! Lembrei que os matei todos ontem, pouco antes de dormir, pouco antes de desistir. Estão todos mortos e seus corpos putrefatos já nem cheiram. Que bom que fiz ontem o que deveria ter feito hoje, assim posso inventar novos fantasmas pra viver hoje e matar amanhã. Assim posso construir novos castelos mal-assombra-los e derruba-los outra vez. Um bom dia, também acaba.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fim da Partilha


 

Então eu havia me tornado um anjo e imediatamente percebi que não mais precisaria de um corpo. Era, agora, etério, pura consciência. Mas, não seria ingrato, libertaria os meus membros das tão penosas tarefas que á anos os submetera.

Pés e pernas teriam seus descansos merecidos. Coloquei-os numa bicicleta e os indiquei o rumo da praia, iriam passar o resto dos dias pisando a areia fofa e banhando-se nas águas do atlântico. Correram apressados.

Mãos. A esquerda, desabilidoza, iria pra um bordeu de prostitutas e travestis. Passaria a vida fazendo o que mais gostava: rossar-se nas bundas empinadas, nos peitos macios e acariciar os cabelos das meretrizes – ainda que falsos – secar as lagrimas das novatas – ainda que falsamente – e dedilhar nos lábios…todos.

A direita – a mão que escreve – precisava aprimorar sua arte, por isso mandei-a pra a faculdade. Deveria forma-se escritor ou escritora, visto que só poderia usar do gênero que lhe é devido: feminino. E aproveitar a onda de neo-escritoras de pretensas auto-ajudas pra ganhar um dinheiro e compra uns anéis.

A bunda mandei pra privada, caso antigo, a barriga pra cozinha, feliz pra sempre.  O pênis não disse pra onde iria, ele sempre teve essa atitude meio autônoma, espero que não falhe na sua missão. Me envergonharia muito.

O peito e a cabeça coloquei-os num pedestal e eregi um monumento na praça. Não só porque sou merecedor dessa honra, como porque assim posso assistir incólume aos assuntos da cidade, e suas mesquinharias noturnas.

Já o coração. Ah! Quem entende o coração? Levei-o até a janela e o lancei no espaço “vôa, sê livre” mas, caiu feito chumbo no quintal. Recolhi, lavei, lhe dei algum dinheiro e disse que fosse para onde quisesse. Horas depois ele volta, bêbado, maltrapilho e contando “nessa bomba não ando mais, botaram um bagulho no banco de trás”. Pobre iria consumir-se em cachaça. Aconselhei-o que não fizesse isso, antes fosse até uma biblioteca e embriagasse de sentimentalismo literário, desde Camões até a Coleção Julia. Assim ficaria enorme, pulsante. Foi, mas, começou do lado errado (coleção Julia e Polliana Moça) voltou efeminadissimo, procurando com languidez um príncipe negro num cavalo branco-neve.

Ah! O coração quem entende? Tive de trazê-lo comigo. Agora está aqui, já não tão afeminado e nem bebe mais. Porem as vezes, fica miúdo, saldoso. Acho que esse tempo pra chuva, que faz todas as cicatrizes doerem. Né?