sábado, 21 de abril de 2012

retorno




Platão escreveu no pórtico de sua academia “não entre aqui quem não sabe geometria”, no templo de delfos  a mensagem era “conhece-te a ti mesmo”. Eu por minha vez escolhi como máxima “lutar, por simples opção estética”, tendo inclusive escrito isso na parede de meu quarto.

Lutar por simples opção estética

Surgiu em meu espirito como uma solução existencial: o niilismo á porta, a resignação dentro de mim e uma questão a ser respondida: porque continuar vivendo? Se eu não existisse por certo algumas pessoas sentiriam minha falta, mas, no geral o mundo continuaria tal e qual. Se eu não existisse, ou deixasse de existir de que eu sentiria falta? Confesso que não sentiria falta de muita coisa não. Dos meus amigos e dos parentes. Porem algo faria muita falta: o conteúdo  artístico dos quais eu ainda pretendo ter acesso: todos os livros que eu ainda não li, (me são mais caros que as pessoas que ainda não conheci) as peças que ainda vou assistir e as musicas que vou ouvir. Ou seja, uma meta possível pra um niilista (não por opção) como eu seria lutar por uma vida aonde a arte é o principal objetivo.
Então estava correndo na Br116, rumo a são José dos pinhais, quando errei a entrada e tive que buscar um retorno pra Br. O que isso tem a ver com essa questão não sei mas, nesse momento tive pena da minha existência. Ter como meta um objetivo estético é tão, tão tão pobre. Um cachorro querendo atravessar um rua tem uma existência mais rica que a minha. Foram esses os meus pensamentos naquele momento e são esses que povoam meu espirito agora.
Porque  busco dar sentido pra vida, um qualquer sentido, desde que mais nobre que as sensações.

ps. a escolha da imagem A Liberdade Guiando o Povo de Delacroix, é uma bobagem: imagine se a revolução francesa tivesse como único objetivo posar pra esse quadro?

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