segunda-feira, 23 de abril de 2012

A B C ...



A – o incio, é tão bom começar algo novo, casa nova, roupa nova, no começo tudo é tão...novo, depois acostumamos e deixamos de dar valor. Somos ávidos pelo novo porque ele é e não é nosso.
B – branco, a mais bela cor, pura, cujos simbolismos referem-se ao que há de mais nobre: paz, luz, espiritualidade o branco total é a renovação. Moveis e roupas brancas são modernas e fhastions. Paredes brancas são belas e tranquilizadoras, flores brancas são puras e delicadas. O branco é nobre, rico, moderno.
C – cristianismo, assustador em sua origem, duvidoso na historia, mas com alguns pontos belíssimos - esses pontos é logico não se referem ao grande rebanho – sua qualidade é a de dar esperança num mundo sem esperança seu vicio é a necessidade de estar lutando contra os outros. É uma arma usada pelos melhores e pelos piores.
D – Deus, Tupã, Rá, Zeus, tantos deuses quanto estrelas, tantos povos e cada um com seus deuses.  Se eu tivesse que justificar a existência de outros deuses diria “o amor que outrem sente por outrem, existe pra você?” é claro que sim, ainda que eu não o sinta.  E Deus é um problema filosófico dos mais radicais e importantes. Ainda, li num muro pichado: Deus é preta.
E – economia que me exaspera. Por que não sei lidar com dinheiro? Por que não consigo fazer dinheiro? A melhor coisa que tornar-se adulto é poder comandar a própria vida, mas sem grana não tem graça nenhuma, é duro admitir mas sei: passarei a vida toda sem grana.
F – facebook, veio pra mudar a forma de relacionarmos com a internet, é uma beleza de ferramenta, tem de tudo, porque tem todos. Mostra a contradição entre fazer e falar, e mostra a diversidade na sua essência. É uma praça onde todos falam e por mais surpreendente que seja, todos são ouvidos. Mas, pretendo sair dele tão logo consiga, só preciso de outro vicio.
G – gay, o assunto do momento. Ser ou não ser, de um momento pra outro a sexualidade das pessoas passou a ser assunto publico. E nessa questão de aceita ou não a sociedade não tem dado um ponto positivo, são imensas as barbaridades que se falam – dos que criticam e também dos que apoiam – é um assunto muito cansativo. #to #morta.
H – hoje. Porque fazer hoje o que se pode fazer amanhã. Hoje estamos confusos, desligados, desinteressados, ou será uma síndrome de agorafobia? O futuro presentificado assusta.
I – ignorância, a mãe da discórdia, da guerra. O maior dos vícios, segundo Sócrates. A ignorância ignora que não sabe, por isso fala, fala e fala mal. A ignorância é também a oportunidade de aprender, é um terreno fértil pra criatividade, mas antes de sermos bons ignorantes incorremos no erro de nos cremos sábios, oh! Santa ignorância.
J – justiça, cadê? Diz o ministro Aires Britto na abertura dos trabalhos do Stj em 2012. “ pelo enorme numero de ações percebemos que o brasileiro acredita na justiça” ora ministro, pelo enorme, e muito superior, numero de assassinatos percebemos que faz tempo o brasileiro resolve fazer justiça pelas próprias mãos, e lhe pergunto ainda: se não for pela justiça qual outro caminho pra uma ação? Portanto os numera nada significam além de que a justiça é lenta, cara e verborrágica.
L – literatura, um prazer e duas dores. Prazer por poder ler tantas e tantas coisas boas. Ir pra países e tempos que materialmente seria impossível, de estar vendo o mundo pelos olhos de autores fascinantes. Dores, a primeira o fato de ainda não ter lido Prust, Lhosa, todo o Machado, de nunca conseguir ler tudo, conhecer tudo.... a segunda, pela dor de nunca ter escrito algo que satisfaça, pelas palavras me fugirem na hora necessária, por não saber doma-las, ou por elas simplesmente se recusarem a ser domadas por mim.
M – musica, a vida é musica, ou melhor, a vida se torna plena se colocar nela a trilha sonora adequada pra cada momento, o mundo é musica, os povos todos, tem sua identidade musical. Mas, para os pobres apenas as musicas de pior qualidade, e é nessa que as grandes empresas da indústria cultural irá investir bilhões de dólares. Por que?
N – nada, é uma questão existencial, que será o nada. Ou por que eu ao invés de nada? Na via das duvidas é melhor não insistir nessa questão.
O – ódio, de pessoas contra pessoas, de povos contra povos, e isso desde que o mundo é mundo. O ódio já foi maior que o amor, já destruiu mais do que destrói hoje. Porem cada vez que um alguém odeia outro alguém, temos a oportunidade de um novo Hitler surgir, de a humanidade desaparecer pelas próprias mãos. A face do ódio é o mais horrível espetáculo, é o mais humano também.
P – pintura, ah! Belíssima arte. Sem ser politicamente correto afirmo ter pena dos deficientes visuais, por eles não poderem apreciar a pintura. Existem obras nos fazem respirar diferentes, viver diferentes. Existem quadros com vida dentro. Ah! Belíssima arte, faz luz e amor sair de tintas.
Q – q? pergunta não custa nada. Enche o saco se forem muitas, mas é sempre bom...pode até nascer uma conversa.  Quem tem boca vai a Roma, e em Roma como os romano pode viver se perguntar como é.
R – revolta, quem não quer ver esse povo todo, revoltado, na rua, resolvendo de uma vez por todas todos os problemas sociais. Revoltem-se - pede nosso judas – seu senhor está sendo crucificado. Mas a boa resignação e a falta de harmonia ainda falam mais alto e o povo , nós, não nos revoltamos. Ficamos quietos mais uma vez. Pra que o povo revolte-se é necessário resolver outros problemas de ordem fundamental.
S – saudade da infância.
T – transito. tudo está em transito, as pessoas, as bicicletas, as motos, os carros e o planeta também, mas só o carro tem prioridade, e tem uma pista especial pra ele.  Fora isso, o assustador numero de carros  gera um problema insolúvel: o transito – agora na acepção problemática da palavra -  o estado cobra caros impostos sobre isso e como não consegue ordenar devolve a responsabilidade para os próprios usuário. “Nem uma gota de álcool para o motorista.” mas o problema não era o numero de usuário?
U – universo, tão lindo, vasto e misterioso. Não fosse as estrelas nunca teríamos usado a razão, são elas, nos mirando la de não-sei-onde que nos questiona o porque de existirmos.
V – É muita viagem, pra dentro de si mesmo, numa busca louca por algum sentido, paixão, coração.
X – de Xuxa e toda a mídia brasileira, banal, medíocre. Nos merecemos coisa melhor.
Z – mae, te amo.






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