sábado, 21 de janeiro de 2012

Caderno de execícios.

                                                                                                               Carla Pilla 


Amor,
Encontro marcado
Entre o som e a cor.

. . .

Nada se compara
Ditadura,
futura

. . .

Te elevo ao cêu,
Me rebaixo abaixo da terra.
Te baixo, ao meu baixo
Fico menos, menos que etc

. . .

Ultima cena, the end.
Imito a cara de quem
Entende

. . .

Não sou esquisito
Sou esqueisso.

. . .

Afogaram a mosca da na S.O.P.A

E agora meme?
A guerra acabou.
O império venceu.
O megauploud fechou.
E agora meme?

. . .

Não existe amor na CIC.
Aqui a noite está em casa
Para esvaziar a vazio (só milagre mesmo)
passa por ruas vazias
um vento pesado mas, fraco
que nem sabe que aqui já teve poeira
(nem nunca saberá)
Que nem sabe dançar
(nem nunca saberá)
pelas ruelas da pseudurbanidade.
Aqui qualquer coisa é vendavél
roubavél, cabivel.
Ele pode ser ela.
Ele pode ser nada
E os pasteis de vento
(vez em quando uma fatia de mussarela)
E as cores são pasteis
na aridez de CTBA.

. . .

Faculdade

1 abraço pra quem fica
2 abraço pra quem edifica
1 pouco de humor
500m de saudade, sem sabor.
Vazio á gosto.
(na falta, seu oposto)
Muitas ilusões pra decantar
Muito orgulho em deformar.

. . .

Cheira aqui.
diga o que parece
cabra? cobra? couro-de-boi-quando-endurece?
Ou
Essa coisa humana
com dentes, sangue
cu pau ou xana.
Diga: travesti é oque?
Tudo que você
ama/odeia?
ignora/adora?

Coisa que tem pênis
e se diz mulher
fragrância: pau-barbado e anis.

Te encar eu não aguento
Porque te sei:
Espelho do meu tempo.

. . .

Fama repentina (de matador
otário ou poeta)
Por dentro contamina.
Por fora, por si só
Decreta

Deita na cama.
Excraxa-se na lama.
Chora e bebe por quem não te ama.

Ao publico não se interroga.
É dele a algema e a toga

Mascara,
porque famoso
não vê a própria cara.

. . .

Linhas de meu desepero.
Quando ei de vence-las?
Subjulga-las ao trivial
“tou compondo”?
Quando farei de vossos silêncios
música rápida e ligeira?
Até quando suas grades hão
de degladiar com meu espirito?
Barreiras inviolavéis dos milhares
de metros rasos ou profundos,
Porque eu?
Porque me olham?
Como se agora fosse eu poeta, fisico
ou, pra vocês: astrofisicomentarado.
Pra faze-las sensuais e claras….
Eu?
Bem mereço uma existência amena
límpida, com sorriso aos domingos.
E que? E que?
continuam me olhado…
Porque me encaram filhas duma página em branco?
Estaticas de silêncio, pra zombar
da minha incapacidade
de tudo que é feminino? Belo? nobre?
Hei de vence-las.
Hei de pré-em-pré-e-enche-las
Do gozo azul do meu
Membro esferografico.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

sobre gritos mormurado.

…suspiros longos, ao olhar por entre as grades da cela.

(o califa tá de olho no decote dela, tá de olho na marquinha do…)

Seus soluços a noite escura abafa.

(vai ralando na boquinha da…)

Por mais que tente, a loucura de seu espirito não desata

(delicia, delicia, assim você me…)

O assombro e o medo a esmagar-lhe o coração…

(vô não, posso não, minha mulher não…)

Nas ondas do mar deseja, afogado, morrer-se

(oh! Mila mil e uma noites de amor com…)

Porque uma história tão triste e mal contada tem de acabar

(carrinho de mão, badá, badá ba…)