quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cachorro e outos pronomes inquietos.

Nasceu:
Viveu sob o sol dourado,
Dum poente quente.
Ao longe silhuetas poluídas dos prédios
- Lá a cidade, aqui lixão e cachorro.

Venceu:
de porrada e soco na cara
impôs seu nome: Cachorro Loco.
Rei as ruelas, dono das gurias?
Cachorro Loco.

Perdeu:
Os conhecidos cresceram.
Cachorro sozinho repensa o que os levou:
O tempo? Alguns.
Uma festa onde só ele não foi convidado?
Os outros.

Entrou:
De cabeça nas erva (descobriu a tal festa)
E foi bem recebido
Uma pira, um salto no paraiso
Cachorro, rei de novo.

Juntou, formou:
Na pilha do lixão – lugar de planos.
Formou um sonho: ser patrão.
Não sem antes passar um:
Pelé.

Pelé, um bosta:
Se armado vira macho.
Intimida, intima.
Cachorro na alcova.
“vou pegar de butuca”

Vacila:
Um ou outro dedou Cachorro.
Surra dos caras de Pelé.
Até por dentro do cu.

De Boa:
“quero forma de Boa”
Pelé aceita, cachorro aviãozinho.
(humilhação)
Na cabeça planos de uma vingança
Súbita - ao modo CachorroLoco.

Na moral:
Tenizão, celular, Cachorro gerente.
Bom de papo, 15 anos.
Cachorro grande.

Sem Caô:
Nego vacila, faz um linha.
Se caga todo. Sem caô:
Cachorro arranca a grana.
Ou a cabeça.

Cesceu, apareceu:
Junta urubu.
Levaram a grana do pelé.
Foderam a mina do Pelé.
Cachorro vazou.

No norte:
Tudo diferente:
Cachorro não é Cachorro.
É Gustavo, entrega marmita.
Na cabeça: Virar gente.

Capial:
Nativo folgado
Tirou ca’cara de Gustavo.
E Cachorro racha a cara dele.
E vaza, de novo.

Poeira: abaixou no lixão
Cachorro volta.
Pelé é morto. Subtamente.
Cachorro loco, é…

Dono:
Sabe como deve ser
Coloca a ordem,
Faz grana, carreira
(carreiras brancas de pó também)

Ampulheta: de pó.
Leva o tempo e a saùde
HIV
“foda-se”

Beira de abismo:
Um cachorro loco
Sem futuro. Nem valor
Pedra de um quilate:

craCk!
E o mundo ganha
Cor e velocidade
Cachorro é feliz
Por 1 minuto.

Depois:
Sujo, com tosse,
Ninguem consegue pensar assim.
Perdeu. A gerencia é de Tonho
(polaco filha da puta)

1 minuto:
É rapido, é leve, dai..
Cachrro loco tem sede.
Fome.
Aids.

o ultimo cachimbo de
crack que Cachorro Loco fumou
levou o sonho de uma geração
toda. Todos nós que imaginamos
alguma fagula de liberdade. O sonho
acabou. Não somos mais crianças
não podemos dizer “tanto faz”, não
existe mais corda sobre o abismo,
como dasafio: um terreno plano
um caminha bem claro.

Cachorro
Inquieto. Nem vê
Que morre
Ofusca-lhe um sol
De meio-dia e meio.

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