quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Maldita...



Que um demônio debochado, entrou sorrateiramente no meu quarto essa noite e me plantou um beijo asqueroso, até aceito. Mas, a marca dessa maldito, essa imitação de flor do inferno no lábio superior. Isso não posso consentir. Repito mil vezes “ odeio afta” assim como odeio todas as doenças e chego ao exagero de, por extenção odiar também os doentes, porque por medo da morte - inerente a doença -  eles abdicam da dignidade humana - da altivez desse ser que dever antes de tudo sorrir.

Essa maldita afta como já é praxe: ira alongar-se até a véspera da semana que vem. E até lá devo insultá-la. Maldita seja toda a afta existente nesse mundo e em quantos mais mundos houver. E que nosso progresso ainda inventar. Não! reconsidero: aproveito pra mandar todo o progresso ir tomar no cu. Que porcaria é essa que é incapaz de nos livrar de uma afta ?! e de que adianta mandar uma nave pro Sol, se não se pode criar um dia de calor nessa cidade cor de cinzas-de-abortados?

Maldita filha-dum-cançer e irmã da hemorróida. Quem te convidou pra passar o feriado comigo? Será que não percebe que nunca és bem-vinda? Filha-duma-lepra…

Porque, maldita afta, me enfia na cara esse desgraçado simbolo? Pra me lembrar que sou humano? Falho? E já não basta a solidão? O medo? A fome e a dor da saudade? O odor da flatulêcia…

Vade retro aftana.





img:http://www.cactos.com.br/br/index.php

Um comentário:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.....

    Muito bom...kkkkkkkkkkkkkkkk

    Marção...só tu mesmo pra me fazer rir neste feriado insano,....

    Abraço por trás na afta...affff...kkkk

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.