sexta-feira, 23 de setembro de 2011

caderno de exercícios

Caderno de exercicios, 23 de setembro ou vindo Vivaldi “as quatro estações”

Spring – alegro

Tenho gostado mais de mim do que de você e penso que é “o principio de um fim”. gostava de ter-te nos braços antes de você saber o modo certo de dançar. Nossa confusão de dois-pra-la ou dois-pra-cá? Era mais harmoniosa que essa valsa ondular e perfeita. Gosto de mim porque é aqui que sobrevive, ainda que na memoria, a pessoa que eu me apaixonei. Aqui ainda é dois bailando num campo verde, entre margaridas e todos os outros punhados de cliches que você nâo quer ter….
Vem! Arriscar-se a pintar de branco a cerca de uma casinha de sapé , a ter um flor no cabelo. O sol ilumindo teus olhos castanhos,  o vento balançando alguns fios de cabelo sobre o rosto, sobre um sorrizo branco e que a conversa termine em ahãm. Por sobre essa colcha de lugares-comuns eu prometo de amar, para sempre.


Spring – largo

Sozinho caminho e carrego na memoria  mil fantasmas, alem da dor da despedida, o futuro longe. A infancia e suas crenças, de tão longe ecoam como trovoadas de aguas inalcansaveis. Lembro o canto de um profundissimo hino, elevo ao cêu meu nome e minha alegre ciencia. Estou ciente da verdade, mentira, bem e mal e é isso ser grande? Então tenho orgulho dessa construção, ainda inacabada, chamada idade adulta. Ainda posso bailar com as memorias? Ainda tenho os mesmos sonhos? Então ainda que tudo tenha mudado o essencial ainda está aqui, até essa melancolia tão presente, pois a força nunca deve deixar de temer, estou na entrada do mundo….

Summer – alegro nom molto

Protegido dos monstros da mata, acolhido no seio da mamãe que canta as cantigas tradicionais. Refrões e estrofes de batalhas, amores, corajosos herois. Dormi? Sonho? Pois caem cavalos, reis, valetes dum céu de estrelas loucas a balançar sobre o telhado, curvan-se arvores falantes a rir com as casas, assovia a lua…  num subito lembro da mamae? Vamos, vamos todos busca-la, os guerreiros com cavalos na frente… a lua indica o caminho… o rei ficou… e abro o olho e ei-la!

Summer – presto

Um bêbado caminha numa rua de pedra, é madrugada.
Uma guarnição de soldados olham furiosos sobre negros cavalos.
Continua o bêbado, cambalenado e rindo do mundo que não parar quieto..
Avançam os guardas,
O bêbado baila com a arvores, desenha nuvens com o cigarro, assovia uma aria, só na rua deserta.
A guarda da mais um passo
O bêbado entoa um triste canto
A guarda mais um passo
Some o bêbedo, e a guarda corre atrás mas, não acha, corre para um lado, para outro, por cima por baixo para si mesma corre, cade?, cade? apita, divide-se, observa, seria um fantasma, um sonho? Chama reforços, pede ajuda, bate na porta. Atravessa a cidade de porta a porta.. ainda procura, procura, procura… de baixo a cima, na direita na esquerda, no centro.De novo na direita, na esquerda, e novamente no centro… já não está…

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