terça-feira, 27 de setembro de 2011

caderno de exercícios.

27-09-11
Exercícios que consistem: ouvir músicas no radio ( e-parana programa Instrumental&tal e Intercambio - não lembro todos os nomes das músicas) e anotar pensamentos/sensações



      a)      Negreiros

            Negro, neto de escravos, andava pela cidade vendendo cadeiras e bancos de madeira. Amigo das donas de casa, piadista, chega junto com a alegria, ou a trás consigo. Junto com ele, uma cantiga antiquissíma.
         Pobre Negro da minha infância, cor da minha terra, mão trabalhadora da minha gente, cá não há quem, como tu, cante á alegria.
         Não fosse as noites de calor, o céu estrelado e a guia de oxalá, nem te lembraria Negro. Mas, como equecer tua melodia, Como não lembrar quem como tu, canta a liberdade?


   b)       ______

Ela saiu de casa, deixou o marido, o filho e a sogra na varanda e com lagrimas nos olhos….
Juntou-se a micareta, dançou entre dois marinheiros desconhecidos, com as putas, com os poloneses e amou que nem conhecia. Saciava a sede de beijos, não escolhia quem…
Agora ela é a dona da festa, sobre um caminhão ordena a multidão, nua, lança champanhe sobre as pessoas e banha-se dela também. Canta o amor livre, a boca livre, a liberdade.
Cabelos molhados balançam, seios dançam. Junta-se com uma nova amiga e celebram rossando as virilhas.

       c)      Ideologia de Cazuza na voz de ... em espanhol

             A gravidade está ao contrário. Todos voam, saem das casas de pijamas, ou nus com tocas de banho, leves a voar por sobre a cidade de concreto.
         A cidade horrorizada tapa os olhos dos prédios, e os carros olham, mudos de espanto.
Só as arvores, cumplices, é que dançam ao som dos novos ventos.
Um bêbe brinca com as estrelas, algumas senhoras conversam sentadas em nuvens, os meninos mergulham como pássaros no azul infinito.
E o homens já não sabiam voar? pergunta uma coruja.

      d) ____ na voz da Rita Lee, em Inglês.
     
Um casal, uma só boca, mãos nos seios, linguas nos pescoços, nas orelhas, mão na nuca.
- Te desejo até a ultima gota – sussura.
- te quero além – é a resposta.
Ele penetrou-a, ela movimenta os quadris, pra frente e para trás, ela é a ativa e ele cede.
Dois corpos unidos pelo sexo, pelo suor, pela saliva. Os braços cruzados nas costas dela, as coxas dela prendem na cintura dele, as testas coladas, e o gozo olho-no-olho.

     e) musica instrumental do Led Zeppelin

Um doente terminal numa maca solitária num triste quarto de hospital, está vazio e escuro. O tempo parou, o coração quase…

Mas há um brilho nos olhos. Brilho de olhos de criança que sabe que fês arte e sabe que a mãe, apesar de tudo, se diverte. Esse é, também, o brilho daqueles olhos de quem, mesmo morrendo, sabe que a vida era uma brincadeira, sabe que um dia tudo iria acabar, e “nem doeu” dirá.

Quem passar por esse triste ,solitário, corredor entrar nesse quarto sombrio, e olhar nos olhos do morimbundo. Verá a vida, dando um risinho maroto

f) Mùsica do Nirvana na voz de Caetano Veloso.

Dois iguais, crueis. Iguais nas suas maldades, invadem cidades, bares, roubam dos fracos, humilham os fortes, riem com escracho dos medrosos. Parceiros de maldades mas, nas noites amam-se, beijos loucos entre armas e barbas espessas.  
Penetram-se como machos de idêntica machesa.
Peito que de dia enfrenta a lei, a noiete é travasseiro para o amante.
Vão-se. Longe deixam a cidade gelada de medo e uma cama quente.


img: http://www.cienciaefe.org.br/jornal/ed125/ayahuasca2.html  (mestre Irineu)

domingo, 25 de setembro de 2011

exercícios

Exercícios corporais




Exercícios que compreendem um nivel de busca interior, substâncias… e anotar os pensamentos:

1

Não existe perdão sem pecado.

2

Nem todas as planicies tem acesso ao cume.

3

Eterno retorno? E eteno não é uma quantidade espacial?

4

A folha contém todos os galhos.

5

A fala do reacionario:

Sou oprimido pela [linha do] equador e pela equidade.

6

Todos os bons atores são atores pornôs.
Mas nem todos fazem filmes pornograficos.

7

E não seriam os filósofos as pitonisas do seculo XX?

8

Sobre citações:

Trago meus amigos, não meu inimigos, pra dentro de casa, portanto posso confiar em toda a biblioteca. Ou voce deixaria 1 ou dois prédios que estão quase caindo no meio de uma cidade?

9

X MENinas é tudo que restou no século passado.

10

Não contem pra ninguém
Mas eu não sei se é
O olho que vai ou a cor que vem


saiba o leitor que eu tenho a pachorra de escrever e publicar tudo isso porque eu não sou mais eu, sou um amontoado de sonhos mortos e vazios existenciais.

Mas as vezes isso acontesse:

Adorei ler de novo a história
mas to indo dormir
HAHAUAHAU
Boa noite! Até
beijo ;*
haha.


Então porque não exprimir o que se pensa em textos mesmo que eles estejam longe de ser bons?
img: Tarcila do Amaral.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

caderno de exercícios

Caderno de exercicios, 23 de setembro ou vindo Vivaldi “as quatro estações”

Spring – alegro

Tenho gostado mais de mim do que de você e penso que é “o principio de um fim”. gostava de ter-te nos braços antes de você saber o modo certo de dançar. Nossa confusão de dois-pra-la ou dois-pra-cá? Era mais harmoniosa que essa valsa ondular e perfeita. Gosto de mim porque é aqui que sobrevive, ainda que na memoria, a pessoa que eu me apaixonei. Aqui ainda é dois bailando num campo verde, entre margaridas e todos os outros punhados de cliches que você nâo quer ter….
Vem! Arriscar-se a pintar de branco a cerca de uma casinha de sapé , a ter um flor no cabelo. O sol ilumindo teus olhos castanhos,  o vento balançando alguns fios de cabelo sobre o rosto, sobre um sorrizo branco e que a conversa termine em ahãm. Por sobre essa colcha de lugares-comuns eu prometo de amar, para sempre.


Spring – largo

Sozinho caminho e carrego na memoria  mil fantasmas, alem da dor da despedida, o futuro longe. A infancia e suas crenças, de tão longe ecoam como trovoadas de aguas inalcansaveis. Lembro o canto de um profundissimo hino, elevo ao cêu meu nome e minha alegre ciencia. Estou ciente da verdade, mentira, bem e mal e é isso ser grande? Então tenho orgulho dessa construção, ainda inacabada, chamada idade adulta. Ainda posso bailar com as memorias? Ainda tenho os mesmos sonhos? Então ainda que tudo tenha mudado o essencial ainda está aqui, até essa melancolia tão presente, pois a força nunca deve deixar de temer, estou na entrada do mundo….

Summer – alegro nom molto

Protegido dos monstros da mata, acolhido no seio da mamãe que canta as cantigas tradicionais. Refrões e estrofes de batalhas, amores, corajosos herois. Dormi? Sonho? Pois caem cavalos, reis, valetes dum céu de estrelas loucas a balançar sobre o telhado, curvan-se arvores falantes a rir com as casas, assovia a lua…  num subito lembro da mamae? Vamos, vamos todos busca-la, os guerreiros com cavalos na frente… a lua indica o caminho… o rei ficou… e abro o olho e ei-la!

Summer – presto

Um bêbado caminha numa rua de pedra, é madrugada.
Uma guarnição de soldados olham furiosos sobre negros cavalos.
Continua o bêbado, cambalenado e rindo do mundo que não parar quieto..
Avançam os guardas,
O bêbado baila com a arvores, desenha nuvens com o cigarro, assovia uma aria, só na rua deserta.
A guarda da mais um passo
O bêbado entoa um triste canto
A guarda mais um passo
Some o bêbedo, e a guarda corre atrás mas, não acha, corre para um lado, para outro, por cima por baixo para si mesma corre, cade?, cade? apita, divide-se, observa, seria um fantasma, um sonho? Chama reforços, pede ajuda, bate na porta. Atravessa a cidade de porta a porta.. ainda procura, procura, procura… de baixo a cima, na direita na esquerda, no centro.De novo na direita, na esquerda, e novamente no centro… já não está…

terça-feira, 20 de setembro de 2011

botão II



Pergunta: por que nos sentimos no direito de enfiar tantas coisas no cu?
                 Tantos simbolos, metaforas, alusões…

                 “vai tomar no cu”, “enfia no cu” , “cuzão”, “meu coo pra você”, et cetera…

                 Isso já parece perseguição, já está pessoal…

Resposta 1: por que  em última analise ele é um buraco, um vazio e no vazio qualquer
                     coisa já é alguma coisa.

Resposta 2:  por que ele é sinônimo de tudo que não é civilizado, claro, fálico.
                     O mais humano em nós, nos lembra diariamente que viemos do BARRO.

Resposta 3: Dionizio, repartido e uno. É, mas não é. E é feio, sujo e fede. Mas…
                     ainda nos pertence, assim como a Alma.

Resposta 4: sobremesa da vida é rir da própria merda.
                    O cu está escondido pra ser o último golpe de humor:
                    A filha chorosa para o velho pai agonizante:
                        - Paizinho…quais são suas ultimas palavras?
                        - Filinha, acho que tomei no cu.

sábado, 17 de setembro de 2011

apologia a Platão.


Platão disse “ a arte é uma merda” e tinha toda razão."O artista é um finjindor de merda" voziferou Pessoa do alto de uma janela (de uma casa que não existe mais, numa lingua que ninguem mais usa)Uma merda revolucionaria, que precisa de novas formas pra ferder – o homem que disse isso é Maikovosky irônico filhadaputa que procurou um (apenas um) homem feliz no Brasil e não encontrou, pelo contrário viu apenas mulheres nuas de felicidade. É provavel que haja mais alguns bons teórico que mostrem ou sustentem a mesma opinião, mas pro caso basta esses. É a arte está morta porque os artista morreram, um bom imitador da natureza, morre após concluida sua obra. Um bom imitador da natureza não deve fechar os olhos para a podridão das relações, para a guerra, para a futilidade do amor, para o sexo mal feito e pago pelo senhor de setenta anos esquecido pela morte. Para as marcas de espinhas e socos que a prostituta de 15 anos sustenta na cara, ao finjir um sorriso para o senhor de setenta anos que passa.A arte não sabe imitar a vida, porque  a vida não é imitavel, elá é o proprio horrorsublime, sangrento e fétido. Que arte pode imitar esse momento? (GeraldThomas) e que fazer com essa faceta da vida, cujo face insiste em sorrir? Palhaço debochado que não sai de nosso caminho? Sorrir como loucos? Fazer-se de bichalouca que em nada sente dor nem em dar o cu nem em ser desprezado pela mãe? Ou nos apegamos a BIBLIA como a única e veradeira arte de falar a verdade por meio de inverdades (ou metaforas)? Ou acreditamos na maior invenção do ser humano: O futuro?



Img: Mondrian

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ai! - Cais

Versos com rimas pobre para meus ricos amigos:

Fran Nenevê
não tem vacina.
teatro é tua sina.

Fofocam atrás do pano
“namora o Paulo Urbano?”





 - faculdade:

O Fernando eu não entendo,
Só escuto e aprendo.

O Brunão não tem caô
Sorte na sophia, azar no amô.

Do Sol nascente: Kogimazene
Com cachacinha? Ana Paulinha.

Sergio
Orador do curso:
Na boca do forte,
Silêncio é discurso.

Amizade com Barteli:
Eu a lepra e ele a pele.

Daniel
Água virou vinho da melhor qualidade:
Como pode tão sábio com tão pouca idade?

Prima-Vera, mãe e filha
Ela é à base da família.

Eu tenho o direito de
Descer e subir;
Sou amigo do José Ademir!

Valete que não tem medo do trabalho:
Acho que o Cardoso marcou esse baralho.

Kant se Orgulharia:
A Nair na Filosofia.

Professora de Primário:
Odeie ou ame,
Mas se leu até aqui
É graças a Cristiani.

Filósofo mesmo é os do fundão:
Nascimento, Brunino e Chicão.

Uns vão e outros vem…
O Franciso viu a vida
como ninguém!

Raça forte 100%
Tenho orgulho do Nascimento.

Música na veia,
Rock estourando
E o Bruninho,
Só ta começando.


Segurança acima de tudo!
O Miro é nosso escudo.

Renato
Tamanho e sabedoria
Mas,
Não gosta da filosofia.

Barteli
Mesmo que me fujam
As palavras certas
Por/pra você:
Portas sempre abertas

Deus Existe e sabe o que faz:
As palavras do Bruno Lima
Perpetuam a paz.

Sake foi a aula?
Shushi ca Paula.

Indestrutível Samurai:
Tenho uma amiga
Jardineira de Bonzai


Jamais será Ancila:
A filosofia na boca
da Pricila.

Ainda que não cante,
O Roberto Carlos
é emocionante.

Já que disse
Não se arrependa:
Toda sala
Tem sua lenda.

Shaiene
Não há palavra que sozinha compreenda:
A belabeleza da miss Contenda.

Através dA PAVALAVRA defende
O histórico patrimônio:
O jornalista Antonio.

Marcio
Ninguém dê importância
Para o que ele diz,
Esse é louco, louco, louco
E Feliz!



- Professores

Deus uniu a palavra ao som:
Denilson



MARIA
                    STUART
CRISTINA
                    MILL

ÚTIL   
                    RAINHA
FILOSOFIA
                     BIO




Sidney
Piso no seu passo
Pra ter do seu saber,
Um décimo pedaço.

Dom Osmar Bosco:
A crítica que lapida o tosco.

Viesser
Um maestro contra o tédio,
Rir é o melhor remédio.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Caderno de exercícios


Caderno de exercícios 07-09-11
Ouvindo o programa Classicos da Atualidade da È-parana e anotando as sensações.

 Obra nº 1 - Aore Tamaguchi

 Há sons agudos, diferenciados entre si, que compõem uma sinfonia arquetipica. Há o vazio, há o estrondo, há , finalmente o grave.
Estamos sós, porque não há um som que nos guie.
Nada nada nada (do que ouço) aparenta-se com  a familia brasileira que reune-se nesse feriado.
Um som só.
É um onintorrinco, só.
É um chamamento ao templo budista, é iconoclastia budista.” O mundo te olha e te interroga” diz o som.
Nada nada nada é parecido com você e você não é parecido com nada nada nada.
Apartir do crepusculo a noite é sempre igual, repetição de si em si

Obra de um galho descascado – Aore Tamaguchi.

 folhas  secas sendo pisadas, violino e cello.
Venta, estou com frio e sozinho. Posso estar louco porque minhas memorias são fantasmagoricas. Tenho um compromisso firmado com a mais alta classe da mais alta classe de arte. Sou artista. Nada me aceitaria, a não ser a arte. Não tenho amigo a não ser a arte, não tenho fome, a não ser de arte, não tenho voz, a não ser falas teatrais. nem toque que não seja dor e nem olhares que não simbolicos.
…sou seu , sou todo ouvidos, meu senhor, minha senhora, meu amigo. E se comessemos um prato de feijão?
Topós – Salin Loresco - Romênia

Se tudo passa tão depressa como posso gostar de algo? Como posso ser algo? E se nesse nevoeiro de infindavel devir eu parar pra pensar? Conseguiria pensar em algo? Ou tudo será com a agua que escorrega e já não é…
Bailamos pois tudo é estrelas e champanhe e ao fim quem sabe o melhor pianista, la fora a guerra continua e venta muito.
Bailamos, sê nossa simples condição.
A guerra nos é inata, o tempo nos aproxima. Mas e a beleza? E a marcha pueril? Marciariam o pueril? Não há mais o exato?
Sax – Salim Loresco – Romênia

Como é grande  e complexo e multicolor. Mas eu confio em você por mais grande e complexo e multicolor que você seja.
Essas paragens em que me conduz são cheias de vazio e com picadilhos de universalisação, por isso estou em casa. Assustam-me novamente o habitual, quando o Eu surge entre os mais audazes movimentos/expressões
Em mim, há lembranças terriveis de um vastissimo céu azul marinho, sem mar, fujindo para dentro e encontrando o fora. E essa lembrança de um natal infeliz (não tinha superado isso)
O culpa e o relogio que não sessam de bater, e a vontade que teima em ser feliz, apensar de tudo: Danço entre espinhos.
Lento e forte
Multiplo e uniforme
Forte sem forma
Amo, não sei a quem.
Creio numa narrativa veloz que proxima-se, apresenta-se, eu sabia que um dia o sentido apareceria….de perto…é sem sentido o sentido.
Novamente só? Ou devo bailar com o nada?
E se o nada me limita, levará á outrem? Sinto que há.
Pois sou navio, sem porto.
 ___ – Salim Loresco – Romênia

As pontiagudas catedrais do medievo tentam pefurar minha pele, até minha alma. Mas, resistirei (sou bravo, sou forte, sou filho do norte)
Não é a dor do Cristo que vai me salvar, também sou inofensivo ao seu amor, burguês “Sois pecador” , não – respondo – não tive tempo de ser o bastante.
Mas, meandros da fé: vivisitudes dum pomposo céu continuam a me convidar.
Proporções – Salim Loresco – Romênia – 1984

Vento. De flor em flor a abelha voa. A procurar abrigo não encontra morada, o mundo é grande demais e o folego não aguenta. Sente-se velha, grita, fere, encima e embaixo, pra fora e pra dentro. Continua a abelha e o mundo não é flor. 
Fonologo nº 5 – Salim Loresco – Romênia – 1993

As maquinas untadas, a repetição dos mesmos movimentos, nada há de errado.
Surgiu eu.
Reparo nas maquinas…eu deixo de confiar. A maquina impõe, com seu barulho, seu lugar. Não me olha, não se importa respeita somente as horas, nada deixa perturbar.
Aproximo com cuidado, quero olhar por dentro. Sou simpatico, seu igual um não-tormento.
Tudo é estranho e novo, te-lo ia maculado? Estragado, como aberto um ovo?
Valha-me Deus, isso pode ser melhor, se aqui e ali fizer-se uma mudança
no que só falta ter voz, coisa-maquina falador.

Os tecnoselvagens fazem um ritual estranho.
Copiam o modelo, repetem a matriz são deuse? São bruxos?
Invocam os mais perigosos softweres, convocam o pior hardWere,
São homens modernos.

Pajes da home page
Bruxas dos pantanosos ciber-lodo
Ferem a barreira do tempo, destroem o espaço.
Velejando  – Salim Loresco – Romênia – 2002

Amanhece, o dia nos convida…para mais um dia como de costume: o diferente. Rodopiam as esferas das horas que caem em gotas de pensamentos, alguns vazios, alguns cheios de nada e sem recheio cujo bojo é quem detem o grande sabor.
Desfina-se os minutos tricoteando os segundos. No tear do tempo não há ponto falho.
Já é hora!, já é tempo!
Fala o relogio
Tudo são horas, tudo é dó dia, diz o tempo.
E a sombra, invejosa escurece a noite.
  - - - - -
A guerra faz o general,
A profecia o profeta. E qual
Será o meu maior sinal?

Se prevejo um sinal, devo segura-lo,
 se entre esse e eu aparecer
 um maior devo segui-lo?

Qual seta qual direção me trazem aqui onde sou

No drama assombroso não há precipicio pra me lançar
Ou ao me lançar no precipicio
Não há baixo pra precipitar.

O repetir repete-se: não há horror na escuridão, só escuridão.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Maldita...



Que um demônio debochado, entrou sorrateiramente no meu quarto essa noite e me plantou um beijo asqueroso, até aceito. Mas, a marca dessa maldito, essa imitação de flor do inferno no lábio superior. Isso não posso consentir. Repito mil vezes “ odeio afta” assim como odeio todas as doenças e chego ao exagero de, por extenção odiar também os doentes, porque por medo da morte - inerente a doença -  eles abdicam da dignidade humana - da altivez desse ser que dever antes de tudo sorrir.

Essa maldita afta como já é praxe: ira alongar-se até a véspera da semana que vem. E até lá devo insultá-la. Maldita seja toda a afta existente nesse mundo e em quantos mais mundos houver. E que nosso progresso ainda inventar. Não! reconsidero: aproveito pra mandar todo o progresso ir tomar no cu. Que porcaria é essa que é incapaz de nos livrar de uma afta ?! e de que adianta mandar uma nave pro Sol, se não se pode criar um dia de calor nessa cidade cor de cinzas-de-abortados?

Maldita filha-dum-cançer e irmã da hemorróida. Quem te convidou pra passar o feriado comigo? Será que não percebe que nunca és bem-vinda? Filha-duma-lepra…

Porque, maldita afta, me enfia na cara esse desgraçado simbolo? Pra me lembrar que sou humano? Falho? E já não basta a solidão? O medo? A fome e a dor da saudade? O odor da flatulêcia…

Vade retro aftana.





img:http://www.cactos.com.br/br/index.php

terça-feira, 6 de setembro de 2011

aprrehensões



- Que belas palavras essas que falastes todas relacionadas á altruísmo, benevolência e até socialismo. E quando propusestes a emancipação do povo, meu vinho até adquiriu um tom terra e pude sentir na boca o gosto do pé do trabalhador, amassando as uvas e cantando uma trovada.
 Mas, meu caríssimo senhor, sabes bem que, nós e os outros presentes neste salão concordamos que ideais, são apenas ideais e nunca deveram efetuar-se, porque para isso seria necessário uma grande mente, ou um grande coração, principalmente pra esse ideal : a emancipação do povo.
Uma grande mente - terás a certeza que sois melhor em tudo que fazes? Conheceis os mais diversos pontos do seu oficio? Porque meu senhor se esse povo oprimido, podre, analfabeto, um dia resolver empunhar-se de livros, combaterem com letras, fazer sangrar os velhos pensadores. Então quem de nos aqui não prevê que em pouco tempo nos pesaríamos questão de conhecimento, de retórica e de poder?
Se tens, por outro lado, um imenso coração e quer vê-los felizes, livres, o que impede de abandonar o sorver do champanhe e ir acompanhá-los nas aguardentes?
Mas se o senhor, assim com eu, pensas que é melhor que tudo fique como está, façamos um brinde em homenagem a todos os trabalhadores, saldamos o garçom, e bebamos a saúde do povo!!

sábado, 3 de setembro de 2011

...eto de separa...


ovo
ovo
amor
roma
somos
somos
socoram-me
marrocos
Nietzsche
Einstein
ver
crer
cristo
Dionisío
ser
nada
Deus
Deus
infinito
.
acho que não te amo mais
penso em você o tempo todo
minha dor é passageira
não aguento mais
Erasmo
Roberto
?
!
6
9
=*
* :
faria qualquer coisa pra te impressionar
não conheço ninguem com esse nome
faria um milhão de pasticas, mudaria

minha imagem, minha familia, mudaria

de religião, de Deus, de voz, de idade

de país. Não existo sem você, não quero

existir se você nâo me notar, tenho

saudades do seu cabelo, da sua pele, da

sua boca, quero você de voltar nem que

seja apenas por um

dia
hoje