sábado, 13 de agosto de 2011

Muito distante daqui…

 

Ontem caminhava pela rua XV quando encontrei um velho amigo. A tempos não nos falavamos e eu quis saber o porque da sua ausência.
   - Estive viajando, passei por oito paises, respondeu-me.
         Como eu tenho muita curiosidade pra saber como é estar num pais estrangeiro, continuei perguntando dos costumes, dos idiomas e da culinária tudo isso meu amigo me esclareceu muito bem. Depois de umas duas horas de conversa, e passado a emoção inicial percebi que algo incomodava o meu convidado. Perguntei o que era e ele, pedindo a maior discrissão de minha parte – que logicamente vou cumprir –  me contou sobre o último país que visitou. Eu fiquei um pouco assustado com a descrissão, mas vou tentar repassar aqui, da melhor e mais fidedigna maneira:
         Disse esse meu amigo que nesse pais, cujo nome devo omitir os custumes culinários, financeiros e outros em nada se diferem dos nossos, mas há, porem um que é muito diferente dos que aqui se conserva, diria mesmo que são incomensuraveis. E por causa desse muitas coisa tendem a mudar. Diz esse meu amigo que a regra sobre os casamentos desse pais é apenas uma: homens casam com homens e mulheres com mulheres. E que assim é feito a muitas gerações. De inicio já indeguei meu amigo sobre como um casamente homossexual poderia resultar em gerações, pois é o tipo de casamento que, justamente, não gera filhos. Falou-me ele que também fora sua primeira curiosidade e um dos habitantes respondeu-lhe que ter filhos nesse país não era uma coisa simples, primeiro que para poder ter filhos necessitava de uma autorização do governo, e essa autorização só era dada para aqueles casais que possuiam um renda mínima para o custeio de todo o processo de documentação, gravides, maternidade, pré-escola, escola e mais outros requesitos que não me lembro. Segundo que se homens quisesem filhos haveria de comprar ovulos e fecundá-lo graças a uma barriga de aluguel e no caso das mulheres comprar espermatoziodes, que alias eram selecionados e catalogados, e fecundá-los com seu ovulo, mas se a mulher quisesse gerar o filho na propria barriga deveria de prova-se capaz, realizar varios exames e participar de cursos especificos. Logo a maioria das mulhures preferia deixar a gestação por conta das “barrigas do governo” como chamavam as mulhres contratadas pelo estado para realizar essa tarefa. Terceiro era a residência que  tinha de apta para receber mais um habitante.

O fato é que era tão dicifil que poucos casais se aventuravam. Meu amigo perguntou a esse habitante qual o motivo de tanta burocracia, e ouviu desse que por causa do pequeno territorio e da pouca alimentação, a sociedade teve de restringir o direito á filho. Porem, meu amigo percebeu que essa parecia ser a melhor desculpa, pois já conhecera paises cujos territorio eram pequenos e mesmo assim não havia tal restrição. Ele disse que percebeu que a religião do pais era a maior incentivadora desse costume, os sacerdotes e teólogos tinham escritos leis baseados em mandamentos biblicos que restrigiam a união das pessoas com pessoas do mesmo sexo. Mandamentos como o que o rei Salomão pregava “é melhor vivam juntos do que só” ou talvez baseado no  amor de Davi por Jonas. Quanto aos trechos que condenavam tal pratica diziam que faltava-lhes a hermenêutica adequada. Enfim, não faltavam argumentos para defender a homossexualidade, até mesmo o Nosso Senhor era exemplo de sabios-que-não-tem-filhos pois consideravam amor materno ou paterno como prejudicial a coragem, virilidade e ao senso de comunidade. É que aqueles sabios que amam sua terra não teriam necessidade de ajuda-la reproduzindo-se, mas sim, contribuindo com a educação de todas as crianças. Até a tradução mais exata para a palavra “pai” era “aquele que me guarda” sendo que a tradução para “filho” era: “dessa-cidade” ou seja, mãe é a cidade e pai o governo.  
Perguntei a esse meu amigo se nascesse alguem hetero, ou algum morador tivesse um relacionamento heterossexual. Ao que ele me respondeu que fora justamente o que havia perguntado numa casa em que estivera para um jantar, e que para sua surpresa a pergunta constrageu a todos os convivas e ele sentiu necessidade de sair antes de acabar, tamanho o desconforto que sua pergunta havia causado. Mas disse que pelo que havia notado, os heterossexuais era minoria, pelo menos visivelmente. Em nenhum outdoor, panfleto, novela existia figuras de um homem com uma mulher e sempre dois homens ou duas mulheres. Mas, com estava intrigado com isso, ele investigou e soube que heteros encontravan-se, em alguns pequenos bares da capital. Ele foi até lá e percebeu que de fato não eram muitos, mas que, nesses ambiente dançavam e namoravam “a luz dos olhos” sem vergonha de serem o que eram, e viu também que fora dali viviam uma vida normal, porque fingiam ser homossexuais.
Disse que de um modo surpreendente ele começou a ver que o que antes parecia habitual e até mesmo ele não havia notado era completamente diferente. As musicas, os comerciais na TV, o desenho aminado, tudo feito para o padrão homoafetivo. E viu também, para sua surpresa, que havia em programas humoristico onde pelo menos uma ou duas figura de “heteros” eram esteriotipadas de homem machão, forte, falando muitos palavrões etc… ou mulheres muito franzinas, bobas que não saiam á rua sem a ajuda de um homem.. Tudo muito exagerado ao que os habitantes riam muito e até imitavam.
O que havia deixado meu amigo bastente abalado foi que por essas andanças, quando viajava á capital do dito país, conhecera um rapaz. Conversaram bastante até que esse jovem confessou que estava fugindo de sua casa, iria morar na capital. Pois ele havia se apaixonado por uma mulher. Uma jovem de sua cidade, falou que por maior esforço que fizera, não conseguia tirar essa menina da cabeça. “Pedi á Deus, mas não fui merecedor” dissera o jovem. Então ele iria ficar longe de quem amava para ser amado pelo seu povo e conluira: “antes só que desonrado”.
Meu amigo disse que admirava a força desse rapaz que por algo que considerava maior abdicava do amor que sentia. E eu confesso que também fiquei triste com o fim solitário do pobre rapaz.


Fim.




imagens:http://www.portocidade.unisanta.br/portugues/viagens/viagem1/1/index.htm
"muitos erros portugues fazem um estilo" anarfa.

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