quinta-feira, 25 de agosto de 2011

defesa do que sonha.


Coro: o mundo não é tão feio
         Tal como dissestes
         Ao invocar o horror da guerra
         Da fome, e das pestes

  Protagonista:O que nos cerca, e creio, ainda não destes conta disso, é que vivemos nos bastidores, na oficina, e como sabes é na oficina que o acerto e o erro encontram-se, a estátua e a pedra bruta ainda dividem o mesmo espaço.

Coro:Se é o mundo palco e oficina
         É porque nada nele está pronto
         É no mundo que a pedra ao artista ensina
         e a musica canta o canto.

Protagonista:Não pensai por imagens! Considerai, antes, o que ainda não se vê e o que ainda não se fez.

Coro:O pensar é verbo sem passado
         O pensar corre por um caminho
         Nunca visto nem sondado

Protagonista:Porem se não podeis viver sem um pouco de beleza, vê o belo disso: há a indiscutível possibilidade, existe em cada misero canto do mundo a chance de torna-se um templo sagrado. . A beleza do mundo não está onde está o ressentimento, está no ou, no que virá quando a cortina abrir.

Coro:  sob campo frio, no corpo frebriu
         Verás arder em fogo
         Um enorme brasil.


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