domingo, 21 de agosto de 2011

Charlote Danke II


O vento arrancou o papel colado no poste, ele voou e foi parar num bueiro fétido, servirá de cobertor a alguns ratos mortos que estão a dias na entrada do cano. O frio os fez ficarem todos juntos, e o pneu de um caminhão de lixo amasou todos de uma só vez. O papel era o cartaz de um show&luta, Kizz cover contra Irons madam.. que aconteceu ontem, com o resuldado de 6 mortos e 9 feridos graves. Um show! A cidade – sem – deus nunca viu a sua juventude tão enpolgada.
O publico ainda estava na frente do saloon onde fora o evento:
Kamila comeu dois caras, e queria mais…
“bora fudê! Moreno?”A porra do moreno era timido e foi saindo como se não fosse com ele.
“froxos” murmurou, nenhuma de suas amigas tinha conseguido mais que 2 aquela noite, mas ela estava determinada. Mais dois passos para trés e ela teria sido atropelada por uma Davison que chega em frente ao saloom a uns 100 km/h
“filha da puta” berrou Kamila.
O cara parou, tirou o capacete e…
“o que voce falou? Sua putinha” gritou.
“que vai tomar no cu” gritou Kamila de longe.
O cara veio… era alto, forte tinha um cavanhaque. E cabelos compridos.."fala de novo vaca!" Ele disse.
"Vaca é sua mãe", respondeu ela, já tirando a faca da cinta…
O cara olho nos olhos dela, tirou sua pexeira também..
Algumas puta que estava perto perceberam o movimento, e começarama chegar.
“Ka-mi-la- Ka-mi-la” gritavam, e foram fazendo uma roda..
“a putinha vai encarar” falou ele cospindo.
“vou enfiar isso no seu rabo” respendeu ela, referindo-se a sua faca.
Um golpe e ela desviou, “lerdo” falou..
Ela pulou na cara dele mas ele saiu de lado.
“idiota” falou ela, e num salto caiu em cima dela. Ela com a cara no chão viu que se dera mal, e ia morrer, até que a vida não foi tão ruim pensou, "comi um 30 caras vessa vida, e não tem formato de rola que não tenha entrado na minha buça.."
Nesse momento ouve um estrondo e uma nave patrulha apareceu,  todas as puta correram, Kamila sabia que ficar ali de bobeira era mal-negocio, “deixa eu sair porra” implorou para o cara que estava encima dela. Mas, mesmo se ele quisesse já não dava mais tempo, uma rede caiu sobre eles e num instante estava içados. Já na rede ela fou que ele era um baita de um filho da puta e que por causa dele eles estvam fudidos, ao que ele respondeu que calasse a boca. Ele tinha um plano.
Foram decarregados no patio da policia estadual, numa grande jaula onde já havia uns trintas bebados e putas e um neohippe que chapado presidia um culto.
“arrependeu-vos” vociferava… “ele não tarda” dizia ele com um cigarro de maconha nos dedos..
“ tua primeira vez aqui” peguntaou Karina ao cara…ele não disse nada, “qual é viado, não vai falar é?” , “não enche”, “ih. Tua primeira vez..hahha” disse ela referindo-se á quarentena alcoolica como era chamada as 4 horas a que os bebedos eram submetidos, se fossem pegos. “não liga, voce acostuma” , “ e minha moto?” disse ele ,“não era roubada?” respondeu ela “claro mas iria servir por um tempo” lamentou ele.
Esse papinho foi até que rolou um clima “ puta vontade de dar pra voce” falou Karina para Diego (nome do cara) enquanto ele observava o plantão nos guardas, pensando numa forma de sair. “vinte” resmongou ele percebeu ele, a cada vinte minutos os guardas trocavam de lugar, porem, mesmo assim era impossivel, teriam um circulo de 24 km livres se conseguissem pular a cerca. “voce não ouviu nè” disse ela. “oque?” ele falou.”pu-ta von-ta-de de-e dar pa-ra vo-ce” entendeu?” , ele suspirou, até que a garota era bonitinha, peitinho firme, bunca empinda, cabelos crepos e um tiara tribal dourada, ele tinha tesão mesmo era por bunda “dexa ver a bunda” ordenou. Era boa mesmo. “gostosinha”, “gostosinha?” disse ela, “sô bonita pra caramba” acresentou. “vamos então”, “voce quer fujr?”, “claro” ele falou, ela pensou nos 24 km de campo limpo pra correr “ta bem, foda-se” e pularam e cerca, começaram a correr, em zigzag, claro, pra escapar dos tiros.
Para a sorte deles os tiros acabaram rapido, e correndo juntos ele conseguiram alcançar a estrada… até atingir a estrada que ligava a cidade-sem-deus até um (diziam) set de filmagem de um filme b qualquer, quando encontraram uma borracharia  aos 14 km com o sol a pino bateram na porta: Chartot Danke abriu a porta... 



img: Michelle Bonshhell.

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