quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uma história encantada.

 

Essa é uma história encantada, - quase íreal de tão encantada que é. Trata-se da história de uma pequena bolsinha, dessas de guardar moedas. Ela era tão bonitinha que logo que foi fabricada foi, imediatamente, adquirida pela moça que a fabricou. A moça ainda nem tinha moedas pra por dentro, pórem mesmo assim não titubiou em levá-la consigo. E foi assim que a bolsinha passou a existir de fato, pois agora já não era um punhado de tecidos e fios, ela possou a fazer parte da vida de uma moça. A moça era cuidadosa e cuidava muito bem da bolsinha nunca deixou-a perdida e sempre conservou-a limpa.

Como é natural nas fabulas os objetos adquirirem vida e até falar - essa nossa bolsinha começou a soltar algumas palavras. Só a moça dona da bolsa é que entendia, mas a bolsinha falava. - E é também comum nas historias o elemento fantastico, Nessa história ele é espacial:  - a bolsinha cresceu e se tornou uma mochila de escola. Seus horizontes ampliaram-se, ela conheceu novas pessoas, fes novas amizades etc..

O mundo começou a fazer sentido, ou novos contornos…só ela era diferente. Enquanto todas suas amigas tinha rosto, pernas, braços ela era de tecido e plastico. Apareceu um desejo enorme de tornar-se uma garota. Mas como ela, uma mochila poderia se tornas uma garota, não era possivel isso, nem o contrário disso…

Nesse momento o autor que até aqui pretendia fazer de um fato uma fábula para, quem sabe, imitar Machado de Assis e suas agulas e linhas, parou e pensou… Ele, um autor, mediano, com pouca maestria nas letras, começa a sentir um repúdio da própria estoria de escreve, pois até a linha que antecede esse parágrafo esse texto tinha algum sentido, agora perdeu-se…o autor foi tomado por um medo, por um nojo mesmo. Porque a metafora é até boa, a intenção também até se justifica, mas a dura e estranha realidade assusta. O autor tem na lembraça o som inconfundível, quisá universal, de crianças brincando. E na memória a violência sádica dos homens. Duas imagens inconcilháveis e ainda assim, parte do mundo absurdo que habita…mas, á contra gosto, o autor continua e espera que sua literatura ainda que não faça o bem que não cause o mal.

A mochila estava num canto e observava, as crianças que brincavam ruidosamente, os adultos que passam apresados, um pouco de cêu azul que escapa por entre os prédios do centro da cidade mas, nada disso á alegra. Ela está triste porque não participa desse todo. E na sua umaginaçãozinha, por uma só causa: ela mesma. Afinal não pode uma cidade toda estar errada, e mais ainda, ele tem certeza que essa cidade comunica-se num idioma muito próprio que ela não entende justamente por ser mochila, por isso ela quer ser uma menina…

Havia uma sombra que vagava pelo centro, sem rosto, sem pegadas, mas qualquer um que a visse diria “ ali vai uma das nossas sombras”, numa dessas andandas a sombra notou a tristeza da mochila e quis saber o porquê dela.

“Porque não posso brincar, correr, desenhar, igual as crianças”

A sombra sorriu e falou que aquilo tudo, de brincar, correr… era bobagem e que ninguém naquela cidade gostava de criança que brinca. Todos gostam de crianças bem comportadinhas e silênciosas para não atrapalhar os adultos a trabalhar.

“Mesmo assim gostaria de ser menina”

Então a sombra falou que conhecia um lugar que poderia transformar a mochila em menina, mas que para isso ela deveria ir, junto com a sombra, bem quietinha e não contar nada para a moça. Seria uma surpresa…

Os dois, chegaram num lugar muito grande. Que de tão grande a mochila ficou ainda menor, e a sombra ainda mas dissimulada por entre todas as pessoas e sombras que por lá cominhavam. Lugar era mesmo cheio de mochilas, malas, pacotes etc..

A mochila foi transformada em menina.

Uma menina linda, que sorri e manda beijos, mas -  porque não há contos de fadas no mundo real -  essa linda menina está presa numa fotografia e porque a cidade não pode parar pra ver, seu sorriso e seus beijos são em vão.

Fim: O autor finaliza com a dúvida de essa estória é incompreensível porque dói, ou se dói porque é incompreensível. E pensa que só uma cidade de loucos admite que uma mochila vire uma menina e só uma cidade de sombras admite o contrário.


img:http://manasedesenhos.blogspot.com/2007/10/desenhos-para-festas-de-aniversrio.html

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

defesa do que sonha.


Coro: o mundo não é tão feio
         Tal como dissestes
         Ao invocar o horror da guerra
         Da fome, e das pestes

  Protagonista:O que nos cerca, e creio, ainda não destes conta disso, é que vivemos nos bastidores, na oficina, e como sabes é na oficina que o acerto e o erro encontram-se, a estátua e a pedra bruta ainda dividem o mesmo espaço.

Coro:Se é o mundo palco e oficina
         É porque nada nele está pronto
         É no mundo que a pedra ao artista ensina
         e a musica canta o canto.

Protagonista:Não pensai por imagens! Considerai, antes, o que ainda não se vê e o que ainda não se fez.

Coro:O pensar é verbo sem passado
         O pensar corre por um caminho
         Nunca visto nem sondado

Protagonista:Porem se não podeis viver sem um pouco de beleza, vê o belo disso: há a indiscutível possibilidade, existe em cada misero canto do mundo a chance de torna-se um templo sagrado. . A beleza do mundo não está onde está o ressentimento, está no ou, no que virá quando a cortina abrir.

Coro:  sob campo frio, no corpo frebriu
         Verás arder em fogo
         Um enorme brasil.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

pedrasensível.

             
- Não. o mundo não é horrível tal como afirmaste ao invocar as guerras, a fome e as pestes.  O que nos cerca, e creio, ainda não destes conta disso, é que vivemos nos bastidores, na oficina, e como sabes é na oficina que o acerto e o erro encontran-se, a estatua e a pedra bruta ainda dividem o mesmo espaço. Não pensai por imagens! Considerai, antes, o que ainda não se vê e o que ainda não se fez. Porem se não podeis viver sem um pouco de beleza, vê o belo disso: há a indiscutível possibilidade, existe em cada misero canto do mundo a chance de torna-se um templo sagrado. A beleza do mundo não está onde está o ressentimento, está no ou, no que virá quando a cortina abrir.


img:http://www.visualdecoo.com.br/produto/1379/escultura-abstrato-esc-107.html

terça-feira, 23 de agosto de 2011

foda-seGoogle

Foda-se o facebook Foda-se o milênio Foda-se a correção automática Foda-se o amor é importante.porra Foda-se o HTML Foda-se o JN Foda-se o CSS Foda-se Banksy foda-se o neo Foda-se  o/a neon Foda-se a Apple Foda-se o IFoda-se Foda-se o aplauso ao por-do-sol Foda-se o foco Foda-se a oportunidade Foda-se o sex&drugs Foda-se o rock’n'foda-se Foda-se o turismo sexual Foda-se o mp3, mpc, MPB, URV, URL Foda-se o fim-de-semana-pra-recarregar Foda-se o modelo Foda-se a copia Foda-se a representação Foda-se o símbolo, o signo, o ícone, o vazio Foda-se o critério, adultério, cemitério Foda-se Bohl, Einstein , Capra Foda-se setenta por cento água Foda-se a pressão arterial Foda-se teatro municipal Foda-se a pica, Foda-se a rola Foda-se o pau. Foda-se pica-pau  
Foda-se o Foda-se Google.

img:http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/ednacunhalima/2006_1_1/joao_penoni/index.htm

domingo, 21 de agosto de 2011

Charlote Danke II


O vento arrancou o papel colado no poste, ele voou e foi parar num bueiro fétido, servirá de cobertor a alguns ratos mortos que estão a dias na entrada do cano. O frio os fez ficarem todos juntos, e o pneu de um caminhão de lixo amasou todos de uma só vez. O papel era o cartaz de um show&luta, Kizz cover contra Irons madam.. que aconteceu ontem, com o resuldado de 6 mortos e 9 feridos graves. Um show! A cidade – sem – deus nunca viu a sua juventude tão enpolgada.
O publico ainda estava na frente do saloon onde fora o evento:
Kamila comeu dois caras, e queria mais…
“bora fudê! Moreno?”A porra do moreno era timido e foi saindo como se não fosse com ele.
“froxos” murmurou, nenhuma de suas amigas tinha conseguido mais que 2 aquela noite, mas ela estava determinada. Mais dois passos para trés e ela teria sido atropelada por uma Davison que chega em frente ao saloom a uns 100 km/h
“filha da puta” berrou Kamila.
O cara parou, tirou o capacete e…
“o que voce falou? Sua putinha” gritou.
“que vai tomar no cu” gritou Kamila de longe.
O cara veio… era alto, forte tinha um cavanhaque. E cabelos compridos.."fala de novo vaca!" Ele disse.
"Vaca é sua mãe", respondeu ela, já tirando a faca da cinta…
O cara olho nos olhos dela, tirou sua pexeira também..
Algumas puta que estava perto perceberam o movimento, e começarama chegar.
“Ka-mi-la- Ka-mi-la” gritavam, e foram fazendo uma roda..
“a putinha vai encarar” falou ele cospindo.
“vou enfiar isso no seu rabo” respendeu ela, referindo-se a sua faca.
Um golpe e ela desviou, “lerdo” falou..
Ela pulou na cara dele mas ele saiu de lado.
“idiota” falou ela, e num salto caiu em cima dela. Ela com a cara no chão viu que se dera mal, e ia morrer, até que a vida não foi tão ruim pensou, "comi um 30 caras vessa vida, e não tem formato de rola que não tenha entrado na minha buça.."
Nesse momento ouve um estrondo e uma nave patrulha apareceu,  todas as puta correram, Kamila sabia que ficar ali de bobeira era mal-negocio, “deixa eu sair porra” implorou para o cara que estava encima dela. Mas, mesmo se ele quisesse já não dava mais tempo, uma rede caiu sobre eles e num instante estava içados. Já na rede ela fou que ele era um baita de um filho da puta e que por causa dele eles estvam fudidos, ao que ele respondeu que calasse a boca. Ele tinha um plano.
Foram decarregados no patio da policia estadual, numa grande jaula onde já havia uns trintas bebados e putas e um neohippe que chapado presidia um culto.
“arrependeu-vos” vociferava… “ele não tarda” dizia ele com um cigarro de maconha nos dedos..
“ tua primeira vez aqui” peguntaou Karina ao cara…ele não disse nada, “qual é viado, não vai falar é?” , “não enche”, “ih. Tua primeira vez..hahha” disse ela referindo-se á quarentena alcoolica como era chamada as 4 horas a que os bebedos eram submetidos, se fossem pegos. “não liga, voce acostuma” , “ e minha moto?” disse ele ,“não era roubada?” respondeu ela “claro mas iria servir por um tempo” lamentou ele.
Esse papinho foi até que rolou um clima “ puta vontade de dar pra voce” falou Karina para Diego (nome do cara) enquanto ele observava o plantão nos guardas, pensando numa forma de sair. “vinte” resmongou ele percebeu ele, a cada vinte minutos os guardas trocavam de lugar, porem, mesmo assim era impossivel, teriam um circulo de 24 km livres se conseguissem pular a cerca. “voce não ouviu nè” disse ela. “oque?” ele falou.”pu-ta von-ta-de de-e dar pa-ra vo-ce” entendeu?” , ele suspirou, até que a garota era bonitinha, peitinho firme, bunca empinda, cabelos crepos e um tiara tribal dourada, ele tinha tesão mesmo era por bunda “dexa ver a bunda” ordenou. Era boa mesmo. “gostosinha”, “gostosinha?” disse ela, “sô bonita pra caramba” acresentou. “vamos então”, “voce quer fujr?”, “claro” ele falou, ela pensou nos 24 km de campo limpo pra correr “ta bem, foda-se” e pularam e cerca, começaram a correr, em zigzag, claro, pra escapar dos tiros.
Para a sorte deles os tiros acabaram rapido, e correndo juntos ele conseguiram alcançar a estrada… até atingir a estrada que ligava a cidade-sem-deus até um (diziam) set de filmagem de um filme b qualquer, quando encontraram uma borracharia  aos 14 km com o sol a pino bateram na porta: Chartot Danke abriu a porta... 



img: Michelle Bonshhell.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Carta do exílio aos cuidados de Glauco Matosso.

           

            Eu, filho da amônia e de um beliscão. Eu, paco exemplar de uma geração que não gera nada alem de gavidez indedejada, emprego que bate ponto e discusso ambientalista. Tenho o singular prazer de me ver espelhado nos seus oculos-escuros, vejo o que você escreve, tenho a impressão que te compreendo melhor que todos os outros que algum dia te leram. Fora isso tenho em mim todos os sonhos do mundo. E eles são cinzas, e cheiram a mijo abaixo do sol de uma segunda, que veio como uma guilhotina acabar com todos os desejos de um fim-de-semana, mas são sonhos altênticos, de alguém que se orgula de comer merda pra não comer enlatado. Porem dessa moral franciscana sem cristo resultou um belo capacho, talvez necessário pra manter a ordem, o machismo, a herarquia.
Não tenho prazer nenhum em nada disso.
E é tudo verdade: minha fraquesa, meu medo, a angústia de morrer sem nunca ter vivido. A total falência na arte, na literatura, minha patria-lingua não me reconhece em união civil. E essse exilio etilico a que me submeto, vuntariamente, começa a cobrar um preço maior que a constumeira ressaca. Hoje tem sol mas, há luz pra tantos becos, porões, quartos sob-urbanos que fazem dessa cidade uma capital.
Sobre sua literatura que me afaga, seu maldito pederata, vê-lo em pior situação só me dá uma vontade: mandar-te lamber minhas botas.
       

         com amor _|_

sábado, 13 de agosto de 2011

Muito distante daqui…

 

Ontem caminhava pela rua XV quando encontrei um velho amigo. A tempos não nos falavamos e eu quis saber o porque da sua ausência.
   - Estive viajando, passei por oito paises, respondeu-me.
         Como eu tenho muita curiosidade pra saber como é estar num pais estrangeiro, continuei perguntando dos costumes, dos idiomas e da culinária tudo isso meu amigo me esclareceu muito bem. Depois de umas duas horas de conversa, e passado a emoção inicial percebi que algo incomodava o meu convidado. Perguntei o que era e ele, pedindo a maior discrissão de minha parte – que logicamente vou cumprir –  me contou sobre o último país que visitou. Eu fiquei um pouco assustado com a descrissão, mas vou tentar repassar aqui, da melhor e mais fidedigna maneira:
         Disse esse meu amigo que nesse pais, cujo nome devo omitir os custumes culinários, financeiros e outros em nada se diferem dos nossos, mas há, porem um que é muito diferente dos que aqui se conserva, diria mesmo que são incomensuraveis. E por causa desse muitas coisa tendem a mudar. Diz esse meu amigo que a regra sobre os casamentos desse pais é apenas uma: homens casam com homens e mulheres com mulheres. E que assim é feito a muitas gerações. De inicio já indeguei meu amigo sobre como um casamente homossexual poderia resultar em gerações, pois é o tipo de casamento que, justamente, não gera filhos. Falou-me ele que também fora sua primeira curiosidade e um dos habitantes respondeu-lhe que ter filhos nesse país não era uma coisa simples, primeiro que para poder ter filhos necessitava de uma autorização do governo, e essa autorização só era dada para aqueles casais que possuiam um renda mínima para o custeio de todo o processo de documentação, gravides, maternidade, pré-escola, escola e mais outros requesitos que não me lembro. Segundo que se homens quisesem filhos haveria de comprar ovulos e fecundá-lo graças a uma barriga de aluguel e no caso das mulheres comprar espermatoziodes, que alias eram selecionados e catalogados, e fecundá-los com seu ovulo, mas se a mulher quisesse gerar o filho na propria barriga deveria de prova-se capaz, realizar varios exames e participar de cursos especificos. Logo a maioria das mulhures preferia deixar a gestação por conta das “barrigas do governo” como chamavam as mulhres contratadas pelo estado para realizar essa tarefa. Terceiro era a residência que  tinha de apta para receber mais um habitante.

O fato é que era tão dicifil que poucos casais se aventuravam. Meu amigo perguntou a esse habitante qual o motivo de tanta burocracia, e ouviu desse que por causa do pequeno territorio e da pouca alimentação, a sociedade teve de restringir o direito á filho. Porem, meu amigo percebeu que essa parecia ser a melhor desculpa, pois já conhecera paises cujos territorio eram pequenos e mesmo assim não havia tal restrição. Ele disse que percebeu que a religião do pais era a maior incentivadora desse costume, os sacerdotes e teólogos tinham escritos leis baseados em mandamentos biblicos que restrigiam a união das pessoas com pessoas do mesmo sexo. Mandamentos como o que o rei Salomão pregava “é melhor vivam juntos do que só” ou talvez baseado no  amor de Davi por Jonas. Quanto aos trechos que condenavam tal pratica diziam que faltava-lhes a hermenêutica adequada. Enfim, não faltavam argumentos para defender a homossexualidade, até mesmo o Nosso Senhor era exemplo de sabios-que-não-tem-filhos pois consideravam amor materno ou paterno como prejudicial a coragem, virilidade e ao senso de comunidade. É que aqueles sabios que amam sua terra não teriam necessidade de ajuda-la reproduzindo-se, mas sim, contribuindo com a educação de todas as crianças. Até a tradução mais exata para a palavra “pai” era “aquele que me guarda” sendo que a tradução para “filho” era: “dessa-cidade” ou seja, mãe é a cidade e pai o governo.  
Perguntei a esse meu amigo se nascesse alguem hetero, ou algum morador tivesse um relacionamento heterossexual. Ao que ele me respondeu que fora justamente o que havia perguntado numa casa em que estivera para um jantar, e que para sua surpresa a pergunta constrageu a todos os convivas e ele sentiu necessidade de sair antes de acabar, tamanho o desconforto que sua pergunta havia causado. Mas disse que pelo que havia notado, os heterossexuais era minoria, pelo menos visivelmente. Em nenhum outdoor, panfleto, novela existia figuras de um homem com uma mulher e sempre dois homens ou duas mulheres. Mas, com estava intrigado com isso, ele investigou e soube que heteros encontravan-se, em alguns pequenos bares da capital. Ele foi até lá e percebeu que de fato não eram muitos, mas que, nesses ambiente dançavam e namoravam “a luz dos olhos” sem vergonha de serem o que eram, e viu também que fora dali viviam uma vida normal, porque fingiam ser homossexuais.
Disse que de um modo surpreendente ele começou a ver que o que antes parecia habitual e até mesmo ele não havia notado era completamente diferente. As musicas, os comerciais na TV, o desenho aminado, tudo feito para o padrão homoafetivo. E viu também, para sua surpresa, que havia em programas humoristico onde pelo menos uma ou duas figura de “heteros” eram esteriotipadas de homem machão, forte, falando muitos palavrões etc… ou mulheres muito franzinas, bobas que não saiam á rua sem a ajuda de um homem.. Tudo muito exagerado ao que os habitantes riam muito e até imitavam.
O que havia deixado meu amigo bastente abalado foi que por essas andanças, quando viajava á capital do dito país, conhecera um rapaz. Conversaram bastante até que esse jovem confessou que estava fugindo de sua casa, iria morar na capital. Pois ele havia se apaixonado por uma mulher. Uma jovem de sua cidade, falou que por maior esforço que fizera, não conseguia tirar essa menina da cabeça. “Pedi á Deus, mas não fui merecedor” dissera o jovem. Então ele iria ficar longe de quem amava para ser amado pelo seu povo e conluira: “antes só que desonrado”.
Meu amigo disse que admirava a força desse rapaz que por algo que considerava maior abdicava do amor que sentia. E eu confesso que também fiquei triste com o fim solitário do pobre rapaz.


Fim.




imagens:http://www.portocidade.unisanta.br/portugues/viagens/viagem1/1/index.htm
"muitos erros portugues fazem um estilo" anarfa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Minha Sombra é pedra.



Eu: porque voce me segue?
Minha sombra (cala-se):….
Eu: porque maldita? Anos a fio me seguindo com se eu soubesse pra onde vou… ou vamos?
Minha sombra: até que demorou?
Eu: o que? Demorou o que?
Ms: demorou pra vc começar esse semi-monologo.
Eu: é demorei? Pois saiba que já estava pensando isso a muito tempo. Mas não tinha razões pra dizer, porque afinal você nunca me atrapalhou. Mas…
Ms: mas? Oque?
Eu: hoje até sua presença me encheu!
Ms: entendo… ainda pensando naquele cara… né?
Eu: sim..
Ms: como é o neme dele?
Eu: Leornardo Boff.
Ms: Isso, como pode um padre ter te tocado tanto…e vc nem é um garoto.
Eu: nem ele é um pedofilo sua idiota. E alem disso, não foi ele que me tocou, foi apenas uma frase dele. “o mundo não é um simbolo”
Ms: e vc acho o que disso?
Eu: achei que a minha vida toda tratei tudo com um simbolo, minha roupa significa algo, a musica que ouso significa outra coisa, até a forma como eu trato o atendente da farmacia significa algo, menos que eu estou sendo atendido pelo atendente da farmacia.
Ms: e eu nessa historia?
Eu: Eu não sou eu. Eu não tenho um eu. Dias e dias tentando achar uma Voz, pessoal, uma cara, e o que encontro são ressonancias do mundo que vivo. E isso tudo faria sentido se o mundo fosse outro simbolo, ou seja restos de mim, mas se o mundo não é um simbolo, eu é que estou no lugar errado. Eu é que estou fingido num lugar onde todos estão sendo veradadeiro…
Ms: nossa! Que lindo, mas alem disso você é burro e não entendeu que o Eu da minha pergunta não era voce, e sim eu mesmo.
Eu: a sim, eu.. voce….bem é que eu acho que quero ficar sozinho…
Ms: pra?
EU: pra quem sabe sozinho achar uma cara propria, um eu – mesmo..
Ms: você é patetico… voce vive num romance de quinta categoria e quando o mundo mostra que ele não faz parte dessa péssima ficção, voce, feito uma tartaruga, entra mais uma vez no casco e começa a viver uma outra ficcão: a eu-pra-mim novela das 27 horas.
Eu: devo dizer que ao menos voce, que depende de mim, deveria ser mais carinhosa.
Ms: pra começar, ambos dependemos da Luz, (que, alias, voce foge ) e depois carinho. Ah! vai se fuder, tamanho marmanjo querendo ser compreendido… ainda bem que seu pai não vai ler isso, ele sentiria vergonha.
Eu: ok! Já que entramos nun assunto muito particular “pai” eu confesso que não preciso de carinho minha familia é otima. Eu quero é saber onde é que o mundo é simbolo, ou seja carinho, paixão, namoricos de uma noite e onde ele é verdadeiro, tipo “agora é serio”.
Ms: aì já é livre escolha. Se voce que a verdade, terá a verdade e o seu onus será também muito verdadeiro…se não aguenta…bebe leite. Jajajjajaja (risada espanhola)
Eu. Como sombra vc é uma bela de uma consiência…
Ms: sabe Má (é como ela me chama) cancei de ser ser figurante nessa sua vida patetica, acho que ou eu assumo a direção dessa merda ou vamos todos nós pra cova…
Eu: sabe porque eu quero ficar só?
Ms: não,  não sei e acho mesmo que esse assunto já tinha passado…
Eu: não, eu quero todos longe pra ficar mais perto de você,. Delicia….
Ms: ai para!!!
Eu: vem, cá… vem.. aí ai..
Ms: ai, será? Eu e vc? Ai , uit,  ohhh alakjs lakjf sosdui fp[wodjg /sdçgljs dg/çl
Eu: laskf slksl lkjs lksj psdjf s kjh opijh /oj ~lkjh ~lkhf ~lkh
Ms: ososoosososoosooooooooooooooooooos sooooodoododooofoogogfipodooojfv s~lkjrg ijg dlfgkjet pio6 eypidfyvçkm xcknsj g/çs
Eu: VADIA!!!! Laskfn Sldgik hd;gldkfj ;lkh 
Gçldjrl gkh çvkjdfntyor.

fim, mas continua

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O retorno de Charlote Danke.


Estamos no km 666 da auto-estrada que liga a cidade-sem-Deus até a locação abandonada da uma filmagem de um filme B qualquer. Abaixo desses matos secos que você vê, jáz a cabeça de Charlote Danke, a diva de Jazz que revolucionou o conceito de Strip-jazz, e acima: uma cruz de madeira branca, com as indicações “Carlot, Descance em paz”. Há exatos 13 anos e 13 dias algum fã deixou uma coroa de flores de plástico azul que agora, desbotadas, refletem a pouca luz da Lua que escapa por entre as nuvem carregadas.
O barulho dos carros não deixa perceber um leve gemido, que nas proximas horas vai aumentar….
A luz dos carros passando apressados não deixa perceber que a terra, a 13 anos intacta agora parece mexer….
Ludmila, vem em alta velocidade, deixou tudo para traz, marido e filhos e de hoje em diante vai viver uma nova vida ao lado do seu verdadeiro amor, Lucio, o jardineiro, homem forte, bruto e másculo que a faz se sentir uma verdadeira mulher, submissa as suas caricias, ao seu bigode, ao seu cheiro de mato. Ela vai feliz e decidida “aquele banana nunca me mereceu” pensa sobre o banana do marido que ficou em casa com os três ou quatro filhos (Ludmila não sabe precisar a quantidade). Ela sabe que a melhor coisa foi ter fogido, “é o melhor pra todos nós” deixou escrito num bilete, (talvez o marido não concordasse com esse “nós”, mas ela nunca deixou ele dar a opnião dele) seria feliz ao lado de Lucio, e faria mais alguns filhos, e talvez até aceitasse casar-se com Lucio. Qundo pensava sobre isso o pneu furou, e foi no km 666…

Charlot Danke não suportava o tedio dos camirins, sempre aranjava uma diverssão, um segurança bonito ou uma dose extra de remedios controlados ou talvez alguma substancia proibida que trazia da fronteira. Charlot não suporta a solidão, e é disso que mais sofre uma diva (todos acham que divas querem ficar sozinhas o tempo todo) Charlot sofre por ter de manter uma pose “musa-intocavel” sabendo-se suburbana que sempre foi. Quando morreu ela estava dirigindo a mais de 200km/h pra fogir de umas lembraças terriveis, personificadas nos olhos castanhos de um moreno jambo que conhecera na ultima turné. Aquele cheiro a acompanhava… aquele toque deixava-a doida, tanto que capotou três vezes e morreu com um sorriso nos labios. Seu corpo seguiu pra capital onde centenas de fãs esperavam o feretro, já sua cabeça foi enterrada no local do acidente, como é costume ao longo dessa estrada.

Lubmila treme, sai do carro e constata: o pneu furou, se aquele banana estivesse aqui ela o xingaria muito, e faria ele trocar num instante, mas, agora era só ela. Lembro-se de seu proposito de ser uma nova mulher e a nova Ludmila saberia trocar um pneu como ninguem. Abriu o porta-malas, pegou a chave de roda, colocou na roda e tentou girar, uma, duas e umas duas vezes mais… Nada. A porca não se mexia.

Charlot Danke corregou multidões em seus shows, sua voz e as curvas de seu quadriu agradaram homens de todas idades e classes sociais, mas, Charlot sempre gostou dos mais pobres, porque mais submissos aos seus caprixos, menos interrogadores. Quando esteve no porto, ela teve uma queda especial por dois marinheiros polacos, que sem dinheiro para retornarem a terra natal, faziam “bicos” de saxofonistas nos bares da cidade. A paixão foi imediata, aquele sotaque, aquele bronze desbotado, aquele charme que só um imigrante oprimido tem, deixaram Charlot maluca. Levou os dois para seu quarto de Hotel, beberam champanhe, Martini, café e pela manhã, ainda sem decidir com qual dormiria, Chalot esfaqueou os dois e deixou-os sangrando perto do mar, “que seus gemidos cheguem a Polonia, e que seus corações batam por mim” desejou, amorosa, Charlot Danke.

Lubmila quase não pode parar de pé sobre os seus saltos, italianos, a porcaria da porca da roda não rodava. Ainda bem que ninguem está por perto, porque senão veria uma dama, soltar um monstroario muito vasto de palavras de baixo calão. Ela tenta outra vez e… nada. Uma onda de desespero bate bem no fundo de seu amor proprio
(lugar verdadeiramente sensivel numa mulher) e Lubmila chora feito uma criança agachada na beira da estrada.

Charlô a muitos anos morta assiste a esse triste e monotono espetaculo: os carros passando na estrada e suas lembranças passando feito filme em looping na sua memoria. Porque ela está morta, mas nunca esquecida. Apesar disso, não pode ter o charme de uma Zumbi, visto que o seu corpo foi enterrado bem longe e só a cabeça jaz sob a cruz. Sua sorte parece mudar. Ela ouve os soluços de uma mulher…

Sai do buraco, mordendo uns matos perto da cova, com um esfoço consegue ver: uma mulher chora agachada, perto de um carro (sim! É Lubmila) Charlote não tem tempo pra pensar, apenas age: aproxima-se rolando da mulher e morde com todas as forças que tem o tendão de Aquiles, até conseguir perceber que esse rompeu.

        Ludmila solta um berro, pensa que algum bicho a mordeu, tenta correr mas o bicho continua preso na sua perna, ela olha é vê: é um cranio, com alguns cabelos louros preso nuns pedaços de pele aprodecidos e uns dentes meios podres que fincam, com cada vez mais força o seu tendão, até que ludmila sente que ele se rompeu e cai no chão de tanta dor.
       
Charlô solta do pé de sua presa, pula uma ou duas vezes até alcançar a garganta da mulher e finca-lhe os dentes, o sangue espira para todos os lados, a mulher grita, geme e agita-se, mas, Charlote não solta. Pelo contrario ela morde e masca a garganta da mulher, que, vez ou outra para de gritar pela boca pra sopra pelos buracos do pescoço, feitos pelos dentes de Charlê. A mulher agarrou ultimos cabelos louros de Charlote e arrancou-os com o couro apodrecido da cabeça e isso deixou o humor de nossa diva ainda pior, com mais vontade era mastiga o pescoço de Ludmila. Que agora já não reage. Morreu. Charlote Danke com umas mil mordidas consegue arrancar a cabeça de Ludmila, com um esfoço homerico rola a cabeça até a estrada e pula de felicidade ao ouvir esta ser esmagada por um caminhão de frigorifico. Charlote posiciona-se exatamente acima do pescoço de Lud…. Que Foi de Ludmila e reza a todos os deuses que sejam compativel o tipo sanguineo.

Se Charlote Danke não fosse Charlato Danke essa operação nunca daria certo, mas como ela era ela, os nervos do corpo com os nervos do cerebro ligaram-se e com menos de 15 minutos nossa diva já pode mexer os dedos... meia hora depois ela já pode agitar os braços e isso chama a atenção de um grupo religiosos que passava. Comovidos com a historia que charlote contou, (que era uma enfermeira da ONU, que salvara um bebê…etc) eles a levaram pra sua Vam, lhe deram água e cantaram alguns hinos. Não sabemos se foi a água abeçoada ou os hinos mas em uma hora charlote já tinha todos os movimentos. Deu um monte de socos na cara dos religiosos, pegou o carro deles e correu a toda pela estrada.
       
        Nesse interim aparece um novo personagem: Samael: o borracheiro. Flor-que-não-se-cheira e viciado na agua-que-passarinho não bebe, ele havia espalhado pregos pela estrada, um deles furou o pneu de Ludmila, e outro nesse instante acaba de furar o pneu da Vam de Charlot Danke. “com mil diabos” grita nossa heroina.
“Com mil e um diabos” diria Samael, pois uma Vam vinha pela estrada, a uns 150km/h, com a roda praticamente no aço, sem se importar com as cosequencias…  Era Charlot que xingava a todos os responsaveis por essa miserável tragédia (até Henry Ford, por ter criado carros que dependem de pneus) quando entrou na borracharia, aos berros Charlot, diz para aquele velho chamar o barracheiro.
-Sou eu.
Chalote suspira, um velho, magro,corcunda e cujos musculos pareciam bailar sobre finos ossos era o borracheiro do qual ela dependia. “o que deve ter acontecido com os homens” pensa Chalô, “espero que tenha sobrado ao menos algum exemplar”.
O homenzinho era rapido e forte, o que surpreendeu Charlô, em pouco tempo tirou o pneu furado, achou o prego, lixou o lugar do furo e colocou a câmara num aparelho que aquece o remendo e a câmara…. enfim:
-Leva vinte minutos.
Charlote Suspirou de novo, anos na cova não haviam feito dela alguém que suporte uma espera.
Começou a perambular pelo local. Uma parede suja, pneus velhos, jornais velhos, fotografias velhas, Charlot está com nojo dessa velharia, desse mundo tedioso e velho que é a beira da estrada. Quando é surpreendida por uma foto, uma foto da propria Charlote, nua, colada sobre um calendario de mil novecentos e oitenta e…. um raio corta a espinha que foi de Ludmila.A anos atraz, havia feito um ensaio sensual, no auge de sua carreira, e lembrava-se que alem das fotos nuas havia um belíssimo pôster: Charlote Danke, nua, sobre um Opala preto, numa pose Pin Up, e acima um luminoso escrito: Charlote Danke. Era incrivel, ela não sabia que isso havia chagando tão longe. Lembro-se do quanto era desejada, por caminhoneiros, borracheiros, motoristas de taxi. Essa escala baixa da sociedade a amava e faziam dela figura ideal de mulher, e de sexo. Ela amava a todos, sentia seus olhares, tinha arrepios de imaginar suas mãos a acariciando, suas barrigas, seus bigodes, mas, nunca pode usufruir dessa clientela, pois não poderia igualar-se a eles - quebraria o encanto - ficavam ambos, ela e eles na imaginação.
- Voce sabe quem é essa, perguntou ao borracheiro, e antes que ele respondesse ela disse “essa sou eu à anos atrás”.
Pobre do homenzinho, sua corcunda parece ter se acentuado quando seus olhos pulavam do pôster á figura, da fugura ao pôster, ele não a reconhecia.
“Mudei muito meu caro” disse chalote para consola-lo, mas ainda tenho o mesmo fogo….
- Eu te amei muito. Disse o safado que por muito tempo havia se masturbado pensando em Charlot.
Anos embaixo da terra, tempos de muito privação, loucura ou sei la o que. Conduziram Charlote para ir delicadamente aproximando-se do homem, tirando-lhe pouco a pouco as roupas, susurando palavras doces como “ vamos ver de ainda tem braza nesse fogão” ao pé do ouvido do pobre borracheiro. Ele, anos de solidão, de falta de ousadia, de falta de oportinidade fez de Charlot a mulher mais realizada sobre uma pilha de pneus, sobre o macaco,  a escrivaninha velha... Fês como ninguem havia feito, mostrou para ela o que é receber um homem dentro de si.
Casaram-se e vivem bem .



fim
Imagem: http://liveunderconstruction.wordpress.com/2010/10/28/caveiras-tattoos-e-pin-ups/