quinta-feira, 14 de julho de 2011

armas, de defesa

[educacao-arma.jpg]
do: http://mou5e.deviantart.com/gallery/ (educação é a arma mais poderosa)

"Um homem armado é um cidadão. Um desarmado é um súdito."
A frase acima foi usada como as ultimas palavras de Timothy McVeigh, terrorista condenado a morte por um atentado em Oklshoma que matou 168 pessoas. É justificável o fato de ele ter sido morto, mas, isso não pode tirar o mérito da verdade presente na frase.
Se quisermos um povo facilmente comandado é obvio que esse povo não deve possuir armas de fogo. Compreendemos que as armas nem sempre foram de pólvora, muitas delas não são: cassetetes, paus, foice, bomba atômica etc.
O que caracteriza “arma”? Não seria aquilo que aumenta a capacidade humana de atacar e defender-se? Nesse aspecto os portões e as portas da casa, que são meios de defesa, conservam um parentesco com as armas, do mesmo modo as câmeras de segurança, os vigias e muitos outros aparelhos de defesa.
Mas como tudo que é solido desaparece no ar, esses meios de defesa vão tornando-se cada vez menos visíveis a medida que se aproximam dos “centos” ou das regiões fundamentais da estrutura do sistema, como: unidade nacional, governo etc. as armas de defesa dessas áreas não poderiam ser físicas devido ao tamanho dessas estruturas então temos coisas como: ideologia, identidades, divisões por classes como armamento de defesa.
Se as estruturas do governo, por exemplo, funcionasse plena e eficasmente isso resultaria no fim, ou pelo menos numa desconfiança da Ideologia, coisa que não interessa a estrutura.
Se existisse apenas uma identidade nacional o povo poderia se unir e defende-se, de maneira a romper com a estrutura. Coisa que deve ser evitada pelos centros dessa estrutura. Porem de o povo não se reconhece em nenhuma identidade, há conflitos e o sistema não funciona, coisa que também pode ameaçar a estrutura. É necessário em equilíbrio entre identidades e não-identidades (reconhecimento e não-reconhecimento) uma das maneiras de manter o reconhecimento é através do discurso do entretenimento e do discurso do esporte. Uma maneira de manter o não-reconhecimento é unindo a idéia de povo com a idéia de doença, ignorância, medo, por exemplo.
São essas as principais armas de defesa e também de ataque da estrutura social e política e é claro que essas armas também podem ser usadas de maneira a romper com uma estrutura desigual e injusta, são elas fortalecer a idéia de povo com o conhecimento da historia desse povo, desempenhar um papel critico do entretenimento e das identidades, criticar a ideologia totalitarista em relação a cada elemento do todo, reconhecer a divisão por classes (sem eufemismos). São armas que podem ser usadas por aqueles que querem mudar a estrutura e ninguém melhor para isso que o artista.

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