sexta-feira, 3 de junho de 2011

da impossibilidade de falar e calar ao mesmo tempo.

 da impossibilidade de falar e calar ao mesmo tempo.
Um telos?
Um objetivo?
Fins?
Nada disso foi possível pra esse poema autônomo, pois, pobre – como o poeta, alias – não conseguiu uma nobre sintaxe, nem um rica gramática... Muito menos alvará pra ser concreto.
Pobre e poema. Assusta-lhe do começo ao meio o perigo do fim precoce. E no fim a duvida do fim-total.
Para ele é mais fácil provar a existência de Deus, que a necessidade do adjetivo, ou a falta dele.
Big-bang não parece nada mau perto do verbo de exceção.
Seu maior sonho é um ponto final na hora certa, é o som e a respiração numa melodia, no céu onde todos os poemas formam um só no livro da vid.........
Pobre poema, mal sabe que nunca será nem lido, e quem sabe nunca foi nem escrito.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.