segunda-feira, 25 de abril de 2011

Esperando Gerald.


Flor – entrevistara
Pixuca – boneco fantoche
Bernardo – manipula dor de fantoche
Pingo – sonoplasta

Flor – Ele é um simpatissisimo senhor de 52 anos, ele é alemão , mas ao mesmo tempo brasileiro e americano, viveu em Londres e conhece toda a europa e principalmente as cidades com nomes mais complicados… seus antecedentes são judeus e alguns deles morreram nos campos de concentração nazista, ele trabalha como encenador, dramaturgo, iluminador é blogueiro, colunista tem formação em filosofia, entende de musica, principalmente de opera. Senhoras e senhores tenho ao meu lado Gerald thomas.
Flor – pronto? Parece que ficou uma coisa muito superficial né? Sera que eu já digo que ele trabalhou com a mulher da novela, porque se sabe né, se eu falar Fernanda Montenegro é possível que essa audiência idiota nem saiba quem é. Mas se falar “ a a fulana da novela, mãe da outra fulaninha gostosa…” dai as pessoas identificam,… é o que eu digo viu.. a cultura vai bem… de quatro em quatro anos ela sai do coma que é quando dos brasileiros pintam a cara pra torcer por um jogador que a dez anos não pisa por aqui.
Pixuca – fico aqui?
Flor – fica meu filho… esse cara tá chegando… e nem se preocupe, Por mais cheio que parece ele é leve, raso também, é mais carão sabe.
 Pixuca -  e se der vontade de mijar eu posso sair?
Flor – puta que o pariu né.  É o tempo todo querendo mijar. A dá essa merda aqui. Não vai beber mais nada. Imagina, Gerald, um momentinho que o Pixuca quer fazer pipi. Que cara que eu fico né.  Porra Bernardo.. se ouviu isso? Bernardo? Tá ouvindo. Bernardo? Ah! Pixuca, cadê o Bernardo?
Pixuca – tá mijando… eu também quero.
Flor – isso é um complô? Agora todos querem? Então vai. Vai todo mundo. Nem me olhe com essa cara de “não tem poste pra todos” eu não tô nem aì, só que quando ele chegar…. Quero todos aqui com cara de nada Heim? Cara de paisagem? Eu sei que ele gosta dessa coisa de niilismo sentimental, faz cara de quem veio viver e perdeu a vontade.  E assim que ele gosta. Alias o pingo tá aí?
Pingo – oi.
Flor- queria que nos intervalos você coloque um som bem pós-pós-moderno sabe minimal-tecno,  pós-rock ou etereal-minimal-domenical acho que soa melhor que um só a nossa vinhetinha.. cansei dessa guarani 3 o retorno. Os modernista já eram fio..
Pingo – vou tentar.
Flor – bernardo?
Bernardo- oi,
Flor – e aí? Cadê esse cara. Ele não tinha dita as duas?
Bernardo – não, ele disse as uma e meia, dai eu marquei duas porque o transito tia de intenso ao meio-dia então…
Flor – sim eu sei esses antenados sempre atrasam… antenados… muito antenados… se eu fosse amige das bil estilistas também seria muito antenada, eu tenho glamur meu amor, só me falta companhia certa, só isso.
Você acredita que aquele cachorro que eu estava saindo não conhecia Leminsk? Sim nos estávamos no transito pra Ipanema, dai ele disse “haja saco pra isso” dai eu falei “haja hoje pra tanto ontem” ele ficou me olhando com aquela cara de buldog, com os olhinhos assim piscando….  Dai eu disse “ hellou , leminsk” ele continuou me olhando com aquela cara de buldog com os mesmos olhinhos assim , dai eu disse “poeta” dai ele disse “ah” ai tipo que saco, será que ninguém mais da valor a poesia?
Pixuca – quem é leminsk poeta?
Flor – pixuca! Poeta não é nome! Poeta é a profissão do cara que faz poesia.
Pixuca – ah! Mas a patricia poeta.
Flor – a patricia poeta é um saco. Tá, eu prefiro mil vezes as Gloria maria, porque ela e a hebe estão desde o começo da televisão no ar, sabe isso é tradição.
pixuxa – a TV começou? achei que estivesse ai sempre…
Flor – também não sei. Mas eu ouvi alguém dizer que ela tinha começada a 100 anos atras, ou mais… não sou boa com datas…
Bernando – mas como era sem a TV?
Flor- é…. Estranho. Não faço nem idéia…. Acho que era por telefone que as pessoas se informavam.
Pixuca – gosto de telefone. Ele é macio, ele tem barulho, gosto de telefone.
Flor – sabe que me deu uma angustia agora, de imaginar que se a TV teve um começo, dai tudo que nos conhecemos teve um começo, isso quer dizer…
Todos  – ah! Basfemia, blasfemia, horror, ousadia, blasfemia..
Flor- ai gente só pensei… não levo á serio essas filosofia. Credo, que escândalo , chega.
Sabe que eu já falei filosofia hoje, não lembro onde…. Que será que queria dizer? Porque agora eu estava falando de tipo pensamento sabe?
Bernando – eu sei? Filosofia é mesma coisa que pensamento, então é sinônimo.
Flor- é eu sei… acho que vou começar a usar essa palavra mais vezes, “ eu filosofei e descobri que nossa sexo não é sexo é so lambida no sexo, então não chega a ser sexo” “eu filosofei e vou comer macarrão” , “ eu filosofei e acho que o elseve é melho pro tom do meu cabelo”
Bernardo – legal. Talves eu começe a usar também..
Flor – odeio gente que imita Bernardo…. Se você não tem criatividade pra inventar uma palavra só pra você, não saia de casa meu filho.
Bernardo – tá mais não se irrite.
Flor- tá mais não se irrite, viu? Tá imitando de novo. Quem falava isso era aquele cara da televisão o Lula.
Bernardo – mas não era o…
Flor – bernardo. Chega. Chega. Cadê esse desgraçado. Droga eu tinha pensando em ir tomar alguma coisa com ele depois daqui. Sabe porque ele comeu muita gente importante dai eu estava pensando em dar pra ele também, nada serio.. só sexo, pra dar uma decolada sabe? To precisando Bê. Ontem a repórter da contigo me perguntou “ você tem programa na qual emissora” quer dizer… se nem elas lembram como eu poderia chegar a globo? Ai que droga e pior que já estou com 26 só tenho mais 4 anos pra acontecer. Porque a globo não contrata com mais de trinta sabia?
Pixuca  (triste)– sabia.
Flor – fazer o que né? Regra é regra. Por isso eu precisava muito pegar esse cara.. nem que seja pra um suruba… dizem que ele gosta de tudo.  Mas tenho minhas duvidas, será que eu chego de cara e pergunto assim “ vamos transar no meu carro?” mesmo sem dizer a marca do carro, porque depois ele descobre que não é importando e vai me esculachar pra tudo mundo.
Bernardo – tem que ser honesta, tem que dizer. Senão é muita surpresa…
Flor – acho que vou falar logo no começo, sabe dar uns toques assim, “ eu nasci em são paulo por isso gosto de fiat, em são paulo metade da minha geração foi concebida no congestionamento, por isso minha aproximação com a fiat” dai o cara já se toca né.
Bernardo  - ahãm…
Flor – que carro será que a xuxa tem? Porque essas revistas nunca mostram? Que merda e imprensa a desse pais né? Falam de tudo, dai agente que gosta, copia tudo do artista e ele nem pra falar que carro que eles usam, com eu faço?
Bernardo -  filosofo que tem que ser um carro escuro.
Flor- eu também filosofo. E agora como eu faço pra ter um carro escuro, mas que ao mesmo tempo chame a atenção? Pense…. Como  a Angelica faria, como a Beth faria….
pixuca – hahha  essa foi infame né? Que clichê ….o autor escreveu essa porra na privada?
Bernardo – não blasfema idiota, nossa vida depende dele.
Pixuca – a é …. Perdão meu querido, amado e estimado criador, senhor de todos seus personagens senhor de tudo isso aqui. Dai-nos vida
Flor – assim seja. Posso continuar?
Bernado – deve.
Flor -  eu preciso de ajudar ,eu preciso de uma nova agente, mas dai se eu saio dessa que estou agora, e ela me queimar com as outras só por vingança? Ai que vida ingrata… ai agente sofre pra chegar onde chegou, depois sofre por estar onde está, com medo de perder o que se tem, e medo de ser ter o que perdeu estampado nos tabloides.
Bernando – ai de mim que nem apareço na tv.
Flor – não reclama o lombardi Também não aparecia mais depois de morto ele apareceu, é tipo vam gog sabe é um sucesso prostumolo.
Bernando – pros tumulo?
Flor- é… quando o cara fica famoso depois de morto… apesar que eu não sei se eu quero tanto sucesso assim, sabe, acho que perde um pouco da privacidade, teve um modelo que se deixou fotografar cheirando pó, até ficou legal mas não sei se eu faria,  será que a Beth faria?
Pixuca –  piada ruim de novo
Flor – porque assim , pó é pó e ele é da pessoa. Eu guardo o meu muito bem limpo. Sabe?
Bernado – acho que ele não vem.
Flor – quem?
Bernado – o cara que você vai entrevistar.

Flor- ah! Quem ele é mesmo? É ator?
Bernando – não ele é do teatro.
Flor – deve ser uma bichoma…..teatro é a ante-sala de Sodoma sabia?
Bernardo – aham
Flor- você também ta virando evangélico?
Bernado – tô!.
Flor – ai Bê, por isso que eu te amo, eu também… pra se a Record me chamar eu já tenho mais essa formação né? É assim meu amigo… hoje em dia mercado tem oportunidades, basta você estar bem preparado…. Eu to lendo aquele livro
Bernardo –  a Bíblia?
Flor – não outro bem melhor “ a autobiografia de Jesus” escrito pelo bispo
Bernardo – não creio! Você comprou? Mas tava super difícil comprar..
Flor – contados né. Contatos, quem tem amigos tem tudo….
Bernardo – eu to lendo a bíblia, mas é muito chato.
Pixuca – não gostei do cântico dos cânticos…
Flor – isso é. Acho que a bíblia vai parar de ser usada, ela é muito mal escrita né?
Sabia que o Bono Vox pediu ao  Paulo Coelho escrever  uma nova versão da Bíblia? dai todo mundo vai substituir por essa velha, bem melhor nem, porque vamo combina, paulo coelho é o Paulo Coelho…. Sabia que ele voa?
Pixuca – ele é mágico. Ele espira inspiração, ele cura a dor das pessoas , ele faz minhas pernas amolecerem, ele me deixa molhadinho…
Flor – não sabia que você gostava tanto assim.
Pixuca – nem eu é que eu decorei essa fala… é a que eu mais gosto, sabia que nessa parte o autor  tava na praia, tomando cerveja e comendo camarão?
Flor – não, mais que eu saiba ele não tem grana nem pra pagar o conserto do dente cariado..
Bernardo – gente… parem de falar, ele não quer aparecer, ele é super discreto, não gosta de ser citado…
Pixuca – to por aqui com essa bichona , que medo é essa que que aquele prego do autor pode fazer? Por mim ele morria.
Flor – ele não tá morto? Jurava que ele tá morto….
Bernardo – para. Olha acho que o Gerald que tá chegando,  pingo música… não, essa não…..também não, mais sóbrio, mais triste… menos emotivo, mas fino, mais angustioso, isso… bem dawm…
Pixuca – ele tem buchechas grandes ne?
Flor – não, é que o botox deixou ele assim….
Pixuca – coitado…. Mas esse aí é o anão da dança do quadrado….
Bernardo – não é o Gerald thomas?
Pixuca – não é o anão,
Bernardo – não é o anão é ou não é?
Pixuca – esse é o anão, e não esse esse é ou não.
Flor – calem a boca…. Pega essa porra desse anão mesmo , vamo entrevistar o anão.
Bernardo – o que você vai perguntar pro anão?
Flor – a não o que?
Bernardo – vamos ter que adaptar tudo isso aqui pro anão? É a lei da acessibilidade.
Pixuca – á por anão vai ter tudo né? Porque pra mim ninguém pensou nisso….
Bernardo – não esquece de perguntar pra ele, quantos anos ele tinha quando virou anão. E se os pais receberam bem a noticia, e se é favor do casamento entre anões e o que ele pensa da adoção por anões.

Flor- sim… polêmicas e polêmicas, haja polêmicas pra manter a audiência…
Pixuca – eu vou fazer um ensaio nú!
Flor – o que?
Pixuca – mentira, mas você poderia lançar essa polêmica… se a Elsa pode porque eu não posso, somos ou não somos iguais perante a lei dos bonecos? Porque boneco de olinda sai na caras, e eu so saio na veja, eu mereço coisa melhor… eu sou um boneco de
respeito e a próxima vez que a veja citar o meu nome, eu me suicido… mentira….polêmica…hahah
Flor – lembrei… vou perguntar pra ele porque não existe enterro de anão!!!
Bernado – isso!!!! Boa, caraca essa é muito boa… parabéns Flor…
Flor – brigada… brigada… é o que eu digo, me chamam de burra mas eu tenho talento, eu tenho prestigio, tenho sedução, tenho batom, sufler
Pixuca – quero caras, quero caras , quero a cara me veja, me veja, veja caras, veja caras, veja caras….
Flor – amandita, ferrero croche, diplomata, sonho de valsa
Bernardo – Gerald você não veio mas…te amo..  ( mostra a bunda)
Pixuca – veja caras, veja as caras, vejas as caras…
fim

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