sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Não olhe nos olhos do fantasma - parte 2


Três meses depois.

O garoto acordou. Espreguiçou-se. Sorriu ao perceber que era tarde, passava das uma. Luiz tinha ido trabalhar. O garoto pensou que era muito chato ficar sozinho. Lembrou da noite anterior: eles haviam ido a um bar “descolado”, bebido, dançado e Luiz até fez aquela carinha de ciúmes por causa de uma novo amigo do garoto. “Que bobo” disse enquanto examinava o conteúdo da geladeira. Suco, manteiga, massa pra pastel, poderia escolher se tomava um café ou preparava o almoço. A umas duas semanas ele praticamente morava na casa de Luiz, suas melhores roupas eram presente dele, seus melhores dias e noites eram, também, pagos por Luiz.

(antes, porem)

Luiz acordou, viu no relógio que estava atrasado. Ao lado o belo garoto dormia, com todo o cobertor, que como de costume, roubara durante a noite. Estava com dor de cabeça e ainda meio tonto. E ele que tinha prometido não sair mais dia de semana…”quem consegue dizer não ao garoto?”. Correu para o serviço com mau persentimento e chegando o chefe mandou-lhe chamar.
            - Atrasado de novo Luiz? -  foi direto ao assunto – posso te perguntar o porquê?
            - Não vai acontecer de novo…eu…não vai acontecer.
Na volta para a mesa Luiz percebeu que estava sendo prejudicado pela “agenda” de seu garoto. Mas como dizer “não”, como resistir aos olhos castanhos-dourados e ao sorriso que o fazia perder o folego? E mais: ele tinha 19 anos, tempo de se diertir…

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O garoto resolver tomar um suco com torradas e geleia. Mas, o suco estava amargo, as torradas secas e a geléia muito doce. Jogou tudo fora e foi comer no shopping.

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Luiz trabalhou preocupado. Não tinha um bom relacionamento com o chefe e tampouco um relacionamento confiável com os colegas. A ‘competitividade’ dentro do escritório era grande e tinha alvos específicos: mulheres e homossexuais. No seu pensamentos orbitavam as contas atrasadas, o cartão de créditos que dera ao garoto, o cheiro e o toque da pele do dele e o desejo de pagar a carteira de motorista para ele. Mas, no fundo da gaveta ainda havia uma foto sua com Fábio. Uma foto da vida em parceira que ele havia trocado por um estilo glamouroso, caro e solitário.

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O garoto passou a tarde toda vendo vitrines. Então foi pra casa e teve um boa ideia pra acabar com aquele tédio, ligou pra Luiz: “venha logo, tenho uma surpresa”.
Luiz resolveu que era melhor ir mesmo e explicar a situação ao namorado. Mas, o chefe lhe chamou:
            - Luiz, preciso que você faça uma extra hoje.
            - Bem…eu não vou poder porque estão me esperando em casa..
            - Quem? O marido! – disse o chefe, rindo junto com dois colegas – é?
            - È.
            - Então pode ir, que eu tenho alguns pais-de-família aqui, que vão deixar os filhos e as mulheres sozinhas em casa, porque levam isso aqui a sério.

Quando Luiz abriu a porta de casa, viu o garoto no meio da sala com duas malas aos pés.
            - Oi! Vai tomar um banho que nós vamos á praia!
            - Praia?
            - Sim, eu pensei e acho que isso que a gente está precisando, um momento de lazer só nosso.
            - Eu não posso.
            - Por que não? você não vai fazer isso comigo né? Eu levei mais de uma hora pra fazer sua mala. E amor: está um tédio essa cidade!
            - Não tenho dinheiro.
            - Não me venha com essa agora. Se não quer minha companhia não inventa desculpa. Se fosse o Fabio…
           
Luiz relembrou o ultima vez que vira o Fábio, parado no portão, embaixo de chuva, as três da madrugada, dentro do carro ele pode ouvir “te amo, ainda”.

            - Se você fosse o Fábio não me pedia uma coisa dessas. E eu não teria chegado atrasado no trabalho hoje porque ele me acordava. Se você fosse ele eu não teria dividas inúteis. E garoto, seu rotinho bonitinho e inocente é tão patético como de uma socialite. Me enganei demais por acreditar nesse beleza falsa que é a tua. Me enganei em trocar um cara que era companheiro por um belo e inútil adereço. – Luiz disse tudo isso sem olhar nos olhos do garoto. Por que senão a beleza desse o calaria, e ele precisa dar esse passo, mesmo que eu falso.

O garoto empalideceu e teve muita raiva. Pegou sua mala e foi embora. No trajeto até a casa de sua mãe ele começou a transforma-se em homem e a cidade começou a deixar de ser desmontável, como uma vitrine pra ficar real.

fim


Parte1: http://marciocampus.blogspot.com/2011/07/nao-olhe-nos-olhos-do-fantasma.html.

Img>http://www.flickr.com/photos/elcabriton/5002458432/sizes/m/in/photostream/

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O passatempo do passar do tempo.


"Deus existe?" é uma questão comum em discussões pretensamente filosóficas. "Pretensamente" porque não é de direito de filósofos ou de filosofias determinar verdade ou falsidade á está questão. Ainda mais quando sabemos que numa pergunta como essa escondem-se diversas outras como: Qual Deus? Porquê? Etc...

Sapientíssimos, gordos e bem-servidos, Agostinho e Tomas de Aquino eram ilhas de vida iluminada no mar de ignorância da idade média. Eles pensaram filosoficamente a existência de Deus. Tomas, influenciado por Aristóteles demonstra isso em cinco teses, entre elas a do movimento: se tudo está em movimento, existe algo que impulsiona esse movimento. Vejamos: o tempo, está em movimento e é impulsionado por… outro tempo, o seu anterior, ou o mesmo tempo, que imensamente  grande passa sem que percebemos (nós os finitos) a sua finitude. Para os teólogos ele, o tempo, está subordinado ao Eterno, que é Deus. Então passado e futuro são necessários, pois já estão configurados pelo próprio mover-se do tempo, sob o olhar atendo do Eterno. Sendo assim o movimento é necessário e não-livre.

Na língua portuguesa usamos tempo para tempo-relógio e também para tempo-clima. Assistimos cotidianamente a previsão do tempo não para saber se as próximas horas terão sessenta minutos mas, pra saber como será o clima nos próximo dias. Porem o tempo-clima é essencialmente diferente do tempo-relógio porque não é idêntico a si mesmo, ou seja, um dia chove, outro não. Enquanto todos os dias tem vinte e quatro horas, invariavelmente. Nesse aspecto o tempo-clima demonstra que na natureza as coisas são livres e movem-se sem a necessidade rígida do A=A.

Para Nietzsche todos os movimentos provem de forças e essas são finitas por que as coisas (materiais) são finitas e estão submetidas a um tempo (ou possibilidade de tempo) infinito. Portanto um dia tudo se repete e volta a repetir-se infinitamente. E não seria isso acabar também com a idéia de movimento? Se tudo está num movimento necessario, tudo não está – paradoxalmente – parado? Um rio que segue seu curso, movimenta-se?

Afirmar que existe ou não o movimento, a liberdade, a eternidade é risível até mesmo quando proferido por pessoas do quilate de Hegel, Kant, Nietzsche porque eles não estiveram lá pra saber. Então pensar sobre isso é apenas um diletantismo mas que serve pra conhecer a fronteira do pensar, dos conceitos, das contradições. Para poder inferir juízos possíveis sobre coisas possíveis do mundo cotidiano. Não vejo melhor função pra o filosofo.



img: filósofo meditando, de Rembrandt

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cachorro e outos pronomes inquietos.

Nasceu:
Viveu sob o sol dourado,
Dum poente quente.
Ao longe silhuetas poluídas dos prédios
- Lá a cidade, aqui lixão e cachorro.

Venceu:
de porrada e soco na cara
impôs seu nome: Cachorro Loco.
Rei as ruelas, dono das gurias?
Cachorro Loco.

Perdeu:
Os conhecidos cresceram.
Cachorro sozinho repensa o que os levou:
O tempo? Alguns.
Uma festa onde só ele não foi convidado?
Os outros.

Entrou:
De cabeça nas erva (descobriu a tal festa)
E foi bem recebido
Uma pira, um salto no paraiso
Cachorro, rei de novo.

Juntou, formou:
Na pilha do lixão – lugar de planos.
Formou um sonho: ser patrão.
Não sem antes passar um:
Pelé.

Pelé, um bosta:
Se armado vira macho.
Intimida, intima.
Cachorro na alcova.
“vou pegar de butuca”

Vacila:
Um ou outro dedou Cachorro.
Surra dos caras de Pelé.
Até por dentro do cu.

De Boa:
“quero forma de Boa”
Pelé aceita, cachorro aviãozinho.
(humilhação)
Na cabeça planos de uma vingança
Súbita - ao modo CachorroLoco.

Na moral:
Tenizão, celular, Cachorro gerente.
Bom de papo, 15 anos.
Cachorro grande.

Sem Caô:
Nego vacila, faz um linha.
Se caga todo. Sem caô:
Cachorro arranca a grana.
Ou a cabeça.

Cesceu, apareceu:
Junta urubu.
Levaram a grana do pelé.
Foderam a mina do Pelé.
Cachorro vazou.

No norte:
Tudo diferente:
Cachorro não é Cachorro.
É Gustavo, entrega marmita.
Na cabeça: Virar gente.

Capial:
Nativo folgado
Tirou ca’cara de Gustavo.
E Cachorro racha a cara dele.
E vaza, de novo.

Poeira: abaixou no lixão
Cachorro volta.
Pelé é morto. Subtamente.
Cachorro loco, é…

Dono:
Sabe como deve ser
Coloca a ordem,
Faz grana, carreira
(carreiras brancas de pó também)

Ampulheta: de pó.
Leva o tempo e a saùde
HIV
“foda-se”

Beira de abismo:
Um cachorro loco
Sem futuro. Nem valor
Pedra de um quilate:

craCk!
E o mundo ganha
Cor e velocidade
Cachorro é feliz
Por 1 minuto.

Depois:
Sujo, com tosse,
Ninguem consegue pensar assim.
Perdeu. A gerencia é de Tonho
(polaco filha da puta)

1 minuto:
É rapido, é leve, dai..
Cachrro loco tem sede.
Fome.
Aids.

o ultimo cachimbo de
crack que Cachorro Loco fumou
levou o sonho de uma geração
toda. Todos nós que imaginamos
alguma fagula de liberdade. O sonho
acabou. Não somos mais crianças
não podemos dizer “tanto faz”, não
existe mais corda sobre o abismo,
como dasafio: um terreno plano
um caminha bem claro.

Cachorro
Inquieto. Nem vê
Que morre
Ofusca-lhe um sol
De meio-dia e meio.

domingo, 27 de novembro de 2011

ex-pinhos



Que me prendam…
Me algemem…
Tapem-me os ouvidos…
E os olhos…

Construam, ao entorno,
mil muralhas.
Deixem criar coroas-de-Cristo e
seus espinhos…

Seja rarefeito o ar,
Multipla a escuridão.
E na madrugada da
Alcova

Eu direi:
Te esqueci.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As Festas de Babette e Linspector.


No texto “A repartição dos Pães” de Clarisse Linspector está à descrição de uma surpresa: um almoço de sábado. A autora/narradora começa nos descrevendo uma vida cheia de individualismo, um viver apenas para sí. “Gostávamos demais de sábados para gasta-lo com outros” Assim, enquanto esperava na casa da anfitriã a chamada para a mesa, pensava no dia, que lá fora corria, sem ela. Bebia um café, sem grandes interesse.
No filme “A Festa de Babette” algumas pessoas, muito simples nos seus hábitos protestantes, são convidados pra um jantar. Porém ao contrário dos personagens de Linspector, esses já vão apreensivos. Não que não se conhecessem, nem que gostariam de estar noutro lugar, mas porque o jantar parece ser supreendentemente perigoso: a cozinheira, Babette, empenhou-se muito na preparação, utilizou ingrediente nunca vistos por aquelas pessoas. E pior: pode “enfeitiça-los” pelo paladar. Todos eles pertencem a uma comunidade religiosa, e estão ali, justamente pra comemorar o 100º anos do nascimento de seu líder, já morto, e pai das duas senhoras donas da casa. E deixar-se levar pelo prazer de comer pode coloca-los em condição de pecadores afinal, gula é pecado, e é pecado também sentir prazer com coisas tão vis como alimentos. Prazer só do alto dos hinos e da bíblia.
Quando a narradora do conto de Linspector entra na cozinha para o almoço ela tem uma surpresa: a mesa está lindamente arrumada, com imensos cachos de uvas, maduríssimas, leite fresco, espigas de trigo pra enfeitar, imensos rabanetes, maças, tomates, milhos, abacaxis, e outras peças… “será para nós?” questiona-se a narradora, porque não vê necessidade de tamanha beleza. E ela que não gostaria de estar ali, senta-se á mesa e prova dos alimentos, primeiro com o olhar, depois com o tato, com o olfato e finalmente com o paladar então se sente ali. Totalmente. Seus sentidos trouxeram seus sentimentos para aquele lugar.
As diferenças não são muito grandes entre as duas obras. Ambas falam do prazer de comer. Do colorido da mesa, do requinte de uma boa cozinha. Mas a escritora brasileira lança mão de um almoço pra falar do prazer de estar à mesa com o outro, de celebrar com a comida e com a bebida. De como uma boa mesa pode mudar um cenário, um dia e principalmente o humor dos convivas. Esse aspecto também aparece fortemente no Babette, quando alegres os convidados fazem um roda, e celebram, sob as estrelas, a amizade que os une, coisa que nunca haviam feito.
Comer é uma atividade diária, comum, necessária. Mas pode ser também uma belíssima narrativa, uma forma de demonstrarmos apreço, uma criação. Jantares comemoram vitorias, casamentos, premiações. Então para celebrar a vida os homens aliam o necessário ao mais supérfluo: a beleza. E além de belos jantares, a comida pode gerar belos filmes e contos. A cozinha também parece ser um ambiente onde a feminilidade aflora com mais força, mas isso seria outra historia…

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Bens...

Na terra sem males:
onde putas não cobram por seus carinhos.
Bebida não mata. Droga não vicia.
Toca rock.

Sob lua clara eu vi:
um Tupi invadir as terras dos
valentes Timbiras e
ter o corpo todo beijando.
Pelo chefe.

Guerras? Nem a palavra.
Não chove, tem brisa, tem areia fina aos pés.
Nessa Passargadá eu sinto:
O cheiro de mato, o gosto da agua cristalina e

Saudades suas, dai
Tudo fica cinza e ocre.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

mal-me-cabe.


Doce é sentir saldades,
na sua lembrança embriagado
não me falta sua ausência,
donde choro pra não rir.

“se meu canto é de vida
É porque já te amei.
No reino do passado
Vives como rei.”

É onde deves viver,
Pois não há mais futuro
E o presente - que confuso:
Mal-me-cabe.





img:creationoftattoo.blogspot.com

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

prioridades.professores.revolução.

Atualmente três assuntos tem me preocupado e me instigam pra uma ação, ou melhor, uma ação consciente através da teoria mais a pratica. São elas 1) a conversa em sala da aula dos alunos, que me parecem traduzir claramente o desinteresse pela matéria. Transformando as aulas em momentos muito menos produtivos e desgastantes. 2) as revoluções sociais como a ocupação de Wall street, os protestos no Chile, na Grécia e também no Brasil, como POA e Rj através do grupo anonymous . Até onde isso é serio? 3) provocado pelo colega Fernando Oliveira, preocupa-me nossa situação profissional de professor, que ao contrario de outras categorias parece perder direitos, ou a Ascenção de um discurso – podre- de “amor a profissão”  e que deveríamos trabalhar em condições precárias dado esse “amor”
Ao unir essas três temos:
1 e 3) esse profissional vem através dos anos perdendo sua importância. Pois sabemos que vídeos aulas, internet, redes sociais tem contribuído enormemente pra aquisição de conhecimento, não precisando mais o aluno desse ser de Carne-e-osso ente ele o conteúdo. E conforme demonstra Fernando oliveira a politica ou a politicagem arrebentou com o elo mais fraco que liga o cidadão ao governo: a educação e dentro dessa o professor. Baixos salários, preocupações com a própria segurança física e emocional e o pior: descaso por parte dos alunos e do Estado. O professor é uma ilha cercado de indiferença por todos os lados.
2 e 3) e se os professores ocupassem as praças e amassem trincheiras nas ruas para protestar contra essa indiferença?  Não. Ao invés de chamar a atenção da mídia, das redes sociais etc... o professor deve propor a conclamar seus alunos pra uma revolução mais profunda. Uma ação que é o oposto do que querem os poderosos. Uma ação educativa (o povo levando a serio o estudo e fazer o contrário do que deseja quem detém o poder) que tal uma micro-revolução dentro da sala. Ocupação do espaço do professor pelo professor?
1 e 2) quanta força, quanta coragem e quanto talento sou capaz de perceber nesses jovens: os que ocupam Wall street, os que protestam no Chile e os que ocupam as carteiras das salas onde leciono. Esses, alias, percebem melhor por conta da proximidade. A vitalidade e a rapidez do raciocínio. Mas o que diferencia aqueles desses? Aqueles querem contribuir para um mundo melhor. E esses? Também querem.  Esses como aqueles querem um mundo sem autoritarismo. Problema é esses imaginarem que a figura do professor trás o autoritarismo - o que não é verdade - ou o oposto: submisso demais. A esse autoritarismo ou submissão os alunos respondem com indiferença deixando o professor falando sozinho. Aqueles que protestam tem aprendido na pratica o que é politica e como se faz a História já esses são obrigados a ver apenas figuras nos livros. Se for esse o maior motivo do desinteresse saibam os alunos que é possível agir sobre o livro de História, pensando sobre eles (sobre como superior a ). Uma grande revolução começa no interior do agente e pensar é sair da inercia, politicamente inclusive.

domingo, 16 de outubro de 2011

Quero escrever um poema, Plá



Pra dedicá-lo aos filhos de Cassia eller
Pra pronunciar com som de Gilberto Gil
colá-lo nos meus Bob marley cabelos
e nas paredes do Caetano cassarão.
Jhon lennon cair Kurt subir por suas linhas.
 - necessariamente ele terá rimas com filho da puta
Caralho porra vai tomar no cu se fuder minha buceta na tua cara.
(pra espantar os maos espiritos ) -
Zé Celso irá declamá-lo numa peça.
Se ao contrário e mariabetanicamente pronunciado abre portas do cêus de Van Gogh e da Winehouse
Conduz a luz do astro Ray
Lêlo-ia em estacatto luceliasantos no centro da margem.
Rasgado, abolido e rimbaud ele incomodaria mais que Billie Holiday nua na banheira com Rê Bordoza.
Todos os jotas serão referanciados aos anjos, Janis Jim Jimi
Nas fontes, na tinta, na cola entre letra e papel, Lee
Lido e lindo colorido por Elis,
ele é, ele is.




img: marysiaportinari

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

teatro no domingo.



Um desavisado entou no teatro e gritou “ O REInieri está nú!”

O que o espetáculo “Isso te interressa?” diz, falando ou não:

Que teatro é pra poucos: 36. porque não basta ser de difícil acesso na estética, tem que sê-lo também na prática. (sou especial e consegui assistir depois de duas horas de fila)

Que autores cools são estrangeiros, rasos, burgueses, monotonos. E os brasileiros são calorosos, coloridos demais e não cabem num palco que preza o espaço vazio.

Que atuar é pra fracos, teatro mesmo é uma coisa entre performance, exibicionismo, conceito, nome-a-selar e cenário interativo.

Que a atriz Nadja Naira brilha mais que a luz que ela mesmo projetou e que vale o sacrficio (duas horas, lembram?) vê-la atuando.

O corpo nú é bonito, mas enjoa

Que se é pra falar de gerações Garcia Marquez faria mais e melhor.

Que senhoras burguesas francesas tem um talento especial pra escrever - livro de receitas.

Que um cachorro pode salvar um peça.

Que o Novelas curitibans é o nosso LaMama, mas, com lei de incentivo.

Que blackout  longos são um saco -  Nunca sei se a peça já acabou ou faz parte desse manifesto anti-carnaval das companhias cuitibanas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

uma palavra imprópria



Era uma vez uma palavra, ou era uma vez um sábio que falou uma palavra, ou era uma vez um sábio que num dia não tão sábio falou uma palavra no meio de um sermão e a palavra não encaixou no todo. Não que ela fosse CAIXA ALTA enquanto todas eram caixa baixa e nem isso ao contrário. Ela não encaixou por própria incompetência ou incompatibilidade.

Era um vez uma palavra fraca – estanha que as vezes envergonhava sua familia-frase ou prejudicava seus amigos, moradores do mesmo paragrafo. Houve uma duvida que essa palavra fosse mesmo desse idioma mas, a luz dos novos tempos já provou a possibilidade real de que essa língua aceite palavras de outra diferanciado-as por intemédio de um estilo italico. Pórem ao vestir essa palavra de italico percebeu-se o quão redícula ela ficou, (algo como um folião travestido de mulher do carnaval de Antonina, que corre para o enterro do pai sem se trocar) Não! A palavra era desse idioma mesmo.

Uma palavra pesada – certa vez essa palavra foi parar dentro de um delicado poema de amor. Esse poema era leve, flutuava tal qual fumaça de insenso e era apanhado no ar por longos suspiros de moças e rapazes apaixonados. O mais lindo dos poemas. Mas, tal como um espinho na carne de peixe frita essa palavra cravou na boca e na alma dos leitores e ouvintes e o poema desandou, estragou, estourou a bile do poema e ele ficou sujo, feio e venenoso, por causa da palavra pesada entre tanta delicadeza.

Uma palavra leve – houve um acordo de paz entre dois povos, inimigos tradicionais e por causa disso os povos celebravam as boas colheitas, animadas festas, casamentos, ferias, pic-nic com os filhos etc. A paz, até então desconhecida, mostrou-se a melhor das instituições . Então foi marcado um dia para uma grande festa onde todas as pessoas iriam celebrar a paz. Ergueu-se uma grande tenda, toneladas de alimentos foram preparadas, toneladas do melhor vinho. Todos usavam suas roupas mais belas… Por fim o discurso daquele mestre que tinha idealizado a paz: um grande filosofo, “Que a aboboda celeste seja testemunha” começou ele, e avançou para: “ Nessa data memorável que…” e depois disso ele usou a palavra. Ela mostrou-se estremamente leviana para a ocasião. A paz quebrou-se como vidro, “das mãos espalmadas fês-se espanto” e ambos os povos, viram-se nus e em pecado, como a beijar a cunhada. A palavra, no entanto, não era má, ele tornava-se má entre outras e por contaminação destruia todas as outras orações. Os dois povos cairam novamente em guerra, somam-se os mortos, o ódio, as lágriamas e… a palavra foi banida dos dois lados.

A beira de um caixão do pai, um filho jamais deve dizer essa palavra, ela é alegre e histriônica demais.

Num show de homor, depois de quinze ou vinte piadas, o comediante usou essa palavra, foi vaiado e processado, ela é triste demais.

Numa bruxaria uma feiticeira usou essa palavra e o feitiço caiu sobre ela.

O homem mais forte do mundo disse que iria sustentar essa palavra em público, não aguentou. O mais rapido disse que iria quebra-la em mil pedaços, mas foi surpreendido por ela.

Hoje sabe-se que ela está entre nós, dissimulada, sinonimisada, neologisada mas tal qual a esfinge, espera-se que um dia, um de nós irá desvendá-la para sempre e nos livraremos desse temor que causa a simples lembrança da existência dessa palavra.

Fim

img: http://mostravisualdepoesiabrasileira.blogspot.com/2011_02_01_archive.html

sábado, 1 de outubro de 2011

Nossa senhora do Crack em cacos, rogai pelos nossos poucos atos.


Aos cacos de nossa senhora do crack
- leitura cubista dos miseráveis de V. Hugo –
vê:
Olhos úmidos, castanhos, perdidos, vazios
de um devoto seu, amigo meu, primo dele, filho de….
sem pai, sem primo, sem amigo. A sua mercê.

Aos pés da santa Cruz, nossa senhora
do cachimbo de lata toca com os dedos
sujos, beija com boca de dentes podres
o manto rubro e esgaçado da humanidade
perdida, predrida, pétrida.

N. S. D. Crack, de 2 real, do poço sem fundo
Do canto do mundo. Rogai
Pelos filhos dos filhos de 13 anos.
Pelo tiro na cara da menina.
Pela prisão de ódio do menino.

N. S. do Cachimbo de lata, não custa nada
- ou muito pouco, ou seja tudo –
Um raio, uma vida, uma semana sem banho,
Um nó na garganta….um bom discurso ecumênico.

Não tem solução, Nossa Senhora do Crack em Cacos
rogai pelos fracos, pacos mamelucos malacos
de olhos castanhos nunca tão opacos.


 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

caderno de exercícios.

27-09-11
Exercícios que consistem: ouvir músicas no radio ( e-parana programa Instrumental&tal e Intercambio - não lembro todos os nomes das músicas) e anotar pensamentos/sensações



      a)      Negreiros

            Negro, neto de escravos, andava pela cidade vendendo cadeiras e bancos de madeira. Amigo das donas de casa, piadista, chega junto com a alegria, ou a trás consigo. Junto com ele, uma cantiga antiquissíma.
         Pobre Negro da minha infância, cor da minha terra, mão trabalhadora da minha gente, cá não há quem, como tu, cante á alegria.
         Não fosse as noites de calor, o céu estrelado e a guia de oxalá, nem te lembraria Negro. Mas, como equecer tua melodia, Como não lembrar quem como tu, canta a liberdade?


   b)       ______

Ela saiu de casa, deixou o marido, o filho e a sogra na varanda e com lagrimas nos olhos….
Juntou-se a micareta, dançou entre dois marinheiros desconhecidos, com as putas, com os poloneses e amou que nem conhecia. Saciava a sede de beijos, não escolhia quem…
Agora ela é a dona da festa, sobre um caminhão ordena a multidão, nua, lança champanhe sobre as pessoas e banha-se dela também. Canta o amor livre, a boca livre, a liberdade.
Cabelos molhados balançam, seios dançam. Junta-se com uma nova amiga e celebram rossando as virilhas.

       c)      Ideologia de Cazuza na voz de ... em espanhol

             A gravidade está ao contrário. Todos voam, saem das casas de pijamas, ou nus com tocas de banho, leves a voar por sobre a cidade de concreto.
         A cidade horrorizada tapa os olhos dos prédios, e os carros olham, mudos de espanto.
Só as arvores, cumplices, é que dançam ao som dos novos ventos.
Um bêbe brinca com as estrelas, algumas senhoras conversam sentadas em nuvens, os meninos mergulham como pássaros no azul infinito.
E o homens já não sabiam voar? pergunta uma coruja.

      d) ____ na voz da Rita Lee, em Inglês.
     
Um casal, uma só boca, mãos nos seios, linguas nos pescoços, nas orelhas, mão na nuca.
- Te desejo até a ultima gota – sussura.
- te quero além – é a resposta.
Ele penetrou-a, ela movimenta os quadris, pra frente e para trás, ela é a ativa e ele cede.
Dois corpos unidos pelo sexo, pelo suor, pela saliva. Os braços cruzados nas costas dela, as coxas dela prendem na cintura dele, as testas coladas, e o gozo olho-no-olho.

     e) musica instrumental do Led Zeppelin

Um doente terminal numa maca solitária num triste quarto de hospital, está vazio e escuro. O tempo parou, o coração quase…

Mas há um brilho nos olhos. Brilho de olhos de criança que sabe que fês arte e sabe que a mãe, apesar de tudo, se diverte. Esse é, também, o brilho daqueles olhos de quem, mesmo morrendo, sabe que a vida era uma brincadeira, sabe que um dia tudo iria acabar, e “nem doeu” dirá.

Quem passar por esse triste ,solitário, corredor entrar nesse quarto sombrio, e olhar nos olhos do morimbundo. Verá a vida, dando um risinho maroto

f) Mùsica do Nirvana na voz de Caetano Veloso.

Dois iguais, crueis. Iguais nas suas maldades, invadem cidades, bares, roubam dos fracos, humilham os fortes, riem com escracho dos medrosos. Parceiros de maldades mas, nas noites amam-se, beijos loucos entre armas e barbas espessas.  
Penetram-se como machos de idêntica machesa.
Peito que de dia enfrenta a lei, a noiete é travasseiro para o amante.
Vão-se. Longe deixam a cidade gelada de medo e uma cama quente.


img: http://www.cienciaefe.org.br/jornal/ed125/ayahuasca2.html  (mestre Irineu)

domingo, 25 de setembro de 2011

exercícios

Exercícios corporais




Exercícios que compreendem um nivel de busca interior, substâncias… e anotar os pensamentos:

1

Não existe perdão sem pecado.

2

Nem todas as planicies tem acesso ao cume.

3

Eterno retorno? E eteno não é uma quantidade espacial?

4

A folha contém todos os galhos.

5

A fala do reacionario:

Sou oprimido pela [linha do] equador e pela equidade.

6

Todos os bons atores são atores pornôs.
Mas nem todos fazem filmes pornograficos.

7

E não seriam os filósofos as pitonisas do seculo XX?

8

Sobre citações:

Trago meus amigos, não meu inimigos, pra dentro de casa, portanto posso confiar em toda a biblioteca. Ou voce deixaria 1 ou dois prédios que estão quase caindo no meio de uma cidade?

9

X MENinas é tudo que restou no século passado.

10

Não contem pra ninguém
Mas eu não sei se é
O olho que vai ou a cor que vem


saiba o leitor que eu tenho a pachorra de escrever e publicar tudo isso porque eu não sou mais eu, sou um amontoado de sonhos mortos e vazios existenciais.

Mas as vezes isso acontesse:

Adorei ler de novo a história
mas to indo dormir
HAHAUAHAU
Boa noite! Até
beijo ;*
haha.


Então porque não exprimir o que se pensa em textos mesmo que eles estejam longe de ser bons?
img: Tarcila do Amaral.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

caderno de exercícios

Caderno de exercicios, 23 de setembro ou vindo Vivaldi “as quatro estações”

Spring – alegro

Tenho gostado mais de mim do que de você e penso que é “o principio de um fim”. gostava de ter-te nos braços antes de você saber o modo certo de dançar. Nossa confusão de dois-pra-la ou dois-pra-cá? Era mais harmoniosa que essa valsa ondular e perfeita. Gosto de mim porque é aqui que sobrevive, ainda que na memoria, a pessoa que eu me apaixonei. Aqui ainda é dois bailando num campo verde, entre margaridas e todos os outros punhados de cliches que você nâo quer ter….
Vem! Arriscar-se a pintar de branco a cerca de uma casinha de sapé , a ter um flor no cabelo. O sol ilumindo teus olhos castanhos,  o vento balançando alguns fios de cabelo sobre o rosto, sobre um sorrizo branco e que a conversa termine em ahãm. Por sobre essa colcha de lugares-comuns eu prometo de amar, para sempre.


Spring – largo

Sozinho caminho e carrego na memoria  mil fantasmas, alem da dor da despedida, o futuro longe. A infancia e suas crenças, de tão longe ecoam como trovoadas de aguas inalcansaveis. Lembro o canto de um profundissimo hino, elevo ao cêu meu nome e minha alegre ciencia. Estou ciente da verdade, mentira, bem e mal e é isso ser grande? Então tenho orgulho dessa construção, ainda inacabada, chamada idade adulta. Ainda posso bailar com as memorias? Ainda tenho os mesmos sonhos? Então ainda que tudo tenha mudado o essencial ainda está aqui, até essa melancolia tão presente, pois a força nunca deve deixar de temer, estou na entrada do mundo….

Summer – alegro nom molto

Protegido dos monstros da mata, acolhido no seio da mamãe que canta as cantigas tradicionais. Refrões e estrofes de batalhas, amores, corajosos herois. Dormi? Sonho? Pois caem cavalos, reis, valetes dum céu de estrelas loucas a balançar sobre o telhado, curvan-se arvores falantes a rir com as casas, assovia a lua…  num subito lembro da mamae? Vamos, vamos todos busca-la, os guerreiros com cavalos na frente… a lua indica o caminho… o rei ficou… e abro o olho e ei-la!

Summer – presto

Um bêbado caminha numa rua de pedra, é madrugada.
Uma guarnição de soldados olham furiosos sobre negros cavalos.
Continua o bêbado, cambalenado e rindo do mundo que não parar quieto..
Avançam os guardas,
O bêbado baila com a arvores, desenha nuvens com o cigarro, assovia uma aria, só na rua deserta.
A guarda da mais um passo
O bêbado entoa um triste canto
A guarda mais um passo
Some o bêbedo, e a guarda corre atrás mas, não acha, corre para um lado, para outro, por cima por baixo para si mesma corre, cade?, cade? apita, divide-se, observa, seria um fantasma, um sonho? Chama reforços, pede ajuda, bate na porta. Atravessa a cidade de porta a porta.. ainda procura, procura, procura… de baixo a cima, na direita na esquerda, no centro.De novo na direita, na esquerda, e novamente no centro… já não está…

terça-feira, 20 de setembro de 2011

botão II



Pergunta: por que nos sentimos no direito de enfiar tantas coisas no cu?
                 Tantos simbolos, metaforas, alusões…

                 “vai tomar no cu”, “enfia no cu” , “cuzão”, “meu coo pra você”, et cetera…

                 Isso já parece perseguição, já está pessoal…

Resposta 1: por que  em última analise ele é um buraco, um vazio e no vazio qualquer
                     coisa já é alguma coisa.

Resposta 2:  por que ele é sinônimo de tudo que não é civilizado, claro, fálico.
                     O mais humano em nós, nos lembra diariamente que viemos do BARRO.

Resposta 3: Dionizio, repartido e uno. É, mas não é. E é feio, sujo e fede. Mas…
                     ainda nos pertence, assim como a Alma.

Resposta 4: sobremesa da vida é rir da própria merda.
                    O cu está escondido pra ser o último golpe de humor:
                    A filha chorosa para o velho pai agonizante:
                        - Paizinho…quais são suas ultimas palavras?
                        - Filinha, acho que tomei no cu.

sábado, 17 de setembro de 2011

apologia a Platão.


Platão disse “ a arte é uma merda” e tinha toda razão."O artista é um finjindor de merda" voziferou Pessoa do alto de uma janela (de uma casa que não existe mais, numa lingua que ninguem mais usa)Uma merda revolucionaria, que precisa de novas formas pra ferder – o homem que disse isso é Maikovosky irônico filhadaputa que procurou um (apenas um) homem feliz no Brasil e não encontrou, pelo contrário viu apenas mulheres nuas de felicidade. É provavel que haja mais alguns bons teórico que mostrem ou sustentem a mesma opinião, mas pro caso basta esses. É a arte está morta porque os artista morreram, um bom imitador da natureza, morre após concluida sua obra. Um bom imitador da natureza não deve fechar os olhos para a podridão das relações, para a guerra, para a futilidade do amor, para o sexo mal feito e pago pelo senhor de setenta anos esquecido pela morte. Para as marcas de espinhas e socos que a prostituta de 15 anos sustenta na cara, ao finjir um sorriso para o senhor de setenta anos que passa.A arte não sabe imitar a vida, porque  a vida não é imitavel, elá é o proprio horrorsublime, sangrento e fétido. Que arte pode imitar esse momento? (GeraldThomas) e que fazer com essa faceta da vida, cujo face insiste em sorrir? Palhaço debochado que não sai de nosso caminho? Sorrir como loucos? Fazer-se de bichalouca que em nada sente dor nem em dar o cu nem em ser desprezado pela mãe? Ou nos apegamos a BIBLIA como a única e veradeira arte de falar a verdade por meio de inverdades (ou metaforas)? Ou acreditamos na maior invenção do ser humano: O futuro?



Img: Mondrian

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ai! - Cais

Versos com rimas pobre para meus ricos amigos:

Fran Nenevê
não tem vacina.
teatro é tua sina.

Fofocam atrás do pano
“namora o Paulo Urbano?”





 - faculdade:

O Fernando eu não entendo,
Só escuto e aprendo.

O Brunão não tem caô
Sorte na sophia, azar no amô.

Do Sol nascente: Kogimazene
Com cachacinha? Ana Paulinha.

Sergio
Orador do curso:
Na boca do forte,
Silêncio é discurso.

Amizade com Barteli:
Eu a lepra e ele a pele.

Daniel
Água virou vinho da melhor qualidade:
Como pode tão sábio com tão pouca idade?

Prima-Vera, mãe e filha
Ela é à base da família.

Eu tenho o direito de
Descer e subir;
Sou amigo do José Ademir!

Valete que não tem medo do trabalho:
Acho que o Cardoso marcou esse baralho.

Kant se Orgulharia:
A Nair na Filosofia.

Professora de Primário:
Odeie ou ame,
Mas se leu até aqui
É graças a Cristiani.

Filósofo mesmo é os do fundão:
Nascimento, Brunino e Chicão.

Uns vão e outros vem…
O Franciso viu a vida
como ninguém!

Raça forte 100%
Tenho orgulho do Nascimento.

Música na veia,
Rock estourando
E o Bruninho,
Só ta começando.


Segurança acima de tudo!
O Miro é nosso escudo.

Renato
Tamanho e sabedoria
Mas,
Não gosta da filosofia.

Barteli
Mesmo que me fujam
As palavras certas
Por/pra você:
Portas sempre abertas

Deus Existe e sabe o que faz:
As palavras do Bruno Lima
Perpetuam a paz.

Sake foi a aula?
Shushi ca Paula.

Indestrutível Samurai:
Tenho uma amiga
Jardineira de Bonzai


Jamais será Ancila:
A filosofia na boca
da Pricila.

Ainda que não cante,
O Roberto Carlos
é emocionante.

Já que disse
Não se arrependa:
Toda sala
Tem sua lenda.

Shaiene
Não há palavra que sozinha compreenda:
A belabeleza da miss Contenda.

Através dA PAVALAVRA defende
O histórico patrimônio:
O jornalista Antonio.

Marcio
Ninguém dê importância
Para o que ele diz,
Esse é louco, louco, louco
E Feliz!



- Professores

Deus uniu a palavra ao som:
Denilson



MARIA
                    STUART
CRISTINA
                    MILL

ÚTIL   
                    RAINHA
FILOSOFIA
                     BIO




Sidney
Piso no seu passo
Pra ter do seu saber,
Um décimo pedaço.

Dom Osmar Bosco:
A crítica que lapida o tosco.

Viesser
Um maestro contra o tédio,
Rir é o melhor remédio.